Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

29.3.09

Os Eclipses da Vida

Do mesmo modo que o sol e a lua se escondem, o fazemos com nós mesmos, permitindo que certas coisas aconteçam ou continuem como estão. O Sol e a Lua seriam os olhos de Deus neste mundo, e um eclipse, Seu piscar.

 

Dizem que o pior cego é aquele que não quer ver. Às vezes não se vê uma verdade, porque se acredita em uma pessoa, outras vezes ela já está diante de nossos olhos, no entanto sua dor é insuportável. Carregar o peso de uma mentira é muito pior que simplesmente aceitar uma verdade: sim ou não.

 

Nos colocamos em um sentimento de ostracismo ao afastar certas realidades que já existem, apesar de não querermos reconhecê-las. O fenômeno do eclipse ocorre muito mais na gente do que com os astros citados no texto. Diariamente nos iludimos e repetimos o erro, porque já criamos um conceito de verdade e não podemos mudá-la. Pior que fazê-la é admitir a nós mesmos que estávamos errados todo o tempo. Porém, enquanto não corrigirmos nossas crenças na vida e nos demais, nunca vamos aprender a sobreviver.

 

A vida é feita de “sim” ou “não”. O “talvez” é só uma desculpa para esperarmos um pouquinho mais antes de tomarmos uma decisão. Embora haja indivíduo que passe uma vida inteira em dúvida.

 

Ninguém está totalmente com os olhos abertos pra vida. Há momentos que os sentimentos e/ou a razão nos faz compreender tudo o que acontece ao redor, outras vezes estamos eclipsados ou completamente na escuridão mental.

 

Quando se fecha os olhos para o cotidiano, se o faz pra a própria existência, entretanto, o mais importante que olhar uma verdade, é aceitá-la e tentar corrigir o pouco que resta de alguma coisa ou de nós mesmos. Às vezes dormimos com os olhos abertos, outras vezes estamos acordados, mas com os olhos fechados.

 

Os eclipses podem ocorrer durante o dia ou à noite, mas com algumas diferenças: o do dia é terrível, porque a verdade (o sol) está brilhando aos nossos olhos, mas é muito forte aceitá-la (vê-lo), porque machuca, enquanto que o noturno, o olhamos (lua) e o admiramos por supor que seja belo (isto seria uma boa mentira ou algo que nos deixa fantasiosos, pois não ainda não se conhece a verdade).

 

A vida nos dá mostras diárias de certas ações, como o destino de um filho, um matrimônio, o mundo etc., porém nem sempre se as compreende. Uma mentira é como um eclipse: enquanto está em segredo se está eclipsado, mas depois que a verdade aparece, os astros revelam o que são ou então, causa e conseqüência tomam seus lugares na vida pra dizer aos personagens da novela cotidiana, que não se brinca com a justiça.

 

Na verdade nos eclipsamos mais por nossas próprias crendices em nós mesmos do que nos demais, os quais projetamos expectativas de algo que gostaríamos que eles fossem (talvez porque não nos foi permitido sê-lo). A decepção que sentimos por alguém, no fundo é por nossa própria pessoa que se deixou iludir pelo falso.

 

Não existe tempo limite para este tipo de eclipse. Tudo vai depender dos personagens e da mentira dita. Contudo, se cria um novo problema: além de estar enganando os demais, se o faz a si mesmo, por acreditar cada vez mais nos próprios contos de fadas ou que ninguém vai saber a verdade. Quem costuma contar mentiras não sabe o que disse ou não, porque pra cada pessoa conta algo diferente de uma mesma história.

 

Embora abramos os olhos pra algumas coisas da vida, sempre vai haver outra coisa que os mantém fechados. Não viver eclipsado é o mesmo que conotar, abrir os olhos da mente e desconfiar de todo, principalmente daqueles que confiamos.

 

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criado por DIego Francisco    2:02 — Arquivado em: Filosofias e Pensamentos — Tags:, , , , , , , , , , , , , , ,

24.2.09

Fácil Dizer, Difícil Fazer

Se tem algo que me fascina no ser humano é o fato de mostrar-se como dono de alguma verdade. É impressionante como se soluciona rapidamente os problemas dos demais. Parece que encontrar saída para as complicações alheias sempre foi mais fácil do que encontrar as próprias. Como dizem: “se conselho fosse bom não se dava, e sim o vendia”. Apesar de eu detestar usar clichês e outras frases feitas, esse foi o modo que encontrei para que você, leitor, pudesse me compreender. Quando não se está na pele dos outros, ou melhor, quando se está de fora, determinada situação é vista com outros olhos, os quais muitas vezes quem está vivenciando um conflito não consegue enxergar, porque não consegue dar conta de todas as peças de um jogo e sim, concentrando-se mais nas conseqüências do perder e ganhar.

 

Só o que se escuta é “eu no seu lugar faria isso ou faria aquilo”. No entanto, cada momento é único e nenhum vem totalmente igual para outra pessoa. Tudo é temporário, e nem sempre você, que sabe tanto da vida, poderá estar preparado(a) para determinada situação em que julgava ser capaz de revertê-la. Por isso é fácil dizer, difícil fazer.

 

Há uma coisa que surpreende muito a respeito das pessoas: embora tentem encontrar seu próprio lugar, fazem de tudo para estar no lugar dos demais, quer porque desejem ser ou terem o que eles possuem, quer porque se imaginam comportando-se como eles. Quando se escuta alguém contar um fato, logo se diz que determinada pessoa poderia ter feito de outra maneira. No fundo o ser humano gostaria de ter um controle remoto para poder conduzir e/ou controlar as pessoas à sua maneira, porque no ego de cada indivíduo, se fossem como este, não erraria ou não seria tão sacaneado assim.

 

Muito antes de eu nascer já se dizia que “cão que ladra não morde”. E, por certo, quem fala muito pouco o faz. Quem realmente faz algo, o pratica em silencio e só depois conta o que fez (isso se contar).

 

Vive-se muito mais na suposição do que na prática. As pessoas utopicamente dizem que seriam capazes disso e daquilo. Seriam mesmo? Quer ver uma coisa engraçada? É dizer que sexo não é tudo e que só o amor supera tudo isso! O sexo seria o motor do amor. Tem gente que realmente consegue manter um casamento como se fossem dois irmãos (sem transar), mas é muito raro. Em diversos casos, por exemplo, quando não se tem relações em casa, procura-se na rua, mesmo alegando amar o cônjuge e não ter mais nada juntos, além de um simples sentimento de amor.

 

O que se percebe notavelmente é que o ser humano não gosta de ser contrariado em seus ideais, e dizer algo que o conteste é um desafio muito grande, porque se precisam de provas muito maiores pra atestar o contrário do que pra concordar com ele que já tem uma visão preconcebida das coisas.

 

Na verdade, se as pessoas tivessem mesmo a solução para todos os problemas, ou pelo menos a maioria deles, provavelmente resolveria os próprios e suas vidas seriam mais próximas de um mar de rosas, apesar de estas terem muitos espinhos.

 

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criado por DIego Francisco    20:11 — Arquivado em: Filosofias e Pensamentos — Tags:, , , , , ,

7.2.09

Verdades Nuas – Capítulo 2

 

Para quem leu “Verdades Nuas 1”, sabe o significado deste texto e que seu objetivo é destruir os mitos de verdade que criamos ao longo da vida, que foram ou não impostos por nossos pais ou pela própria sociedade.

 

“Verdades Nuas 2” não é apenas a continuação de “Verdades Nuas 1”, mas um complemento das coisas que não se pôde falar no primeiro texto, até porque seria muito chato ficar lendo algo que parece não ter um final, que é muito comum nos meus artigos e que nem todos têm a paciência pra lê-los, mas nem sempre posso evitar escrever um texto longo, porque necessito concluir minha idéia.

 

Apesar de eu não ser o dono da verdade, quero tê-la como qualquer pessoa ou como quem procura por ouro, até porque a necessitamos pra saber se estamos ou não no caminho certo, embora a vida nos mostre e não queiramos enxergar.

 

Percebo que ao longo dos tempos, que o ser humano cada vez mais se mantém longe de Deus quando está feliz ou bem, porém quando está com problemas, sua espiritualidade ou falta de opção pra pedir algo a outro o faz aproximar-se Dele, que infelizmente é por pouco tempo (até que o desejo se torne realidade). Sem generalizar ou quase fazendo isso, compreendi que as pessoas vêem Deus como se fosse o Gênio da Lâmpada de Aladim, capaz de realizar todos os desejos sem pedir nada em troca.

 

Aprendi que sexo não é pecado, pois se fosse, Deus não teria feito um homem e uma mulher, com órgãos tão diferentes. Além disso, os animais também o fazem. Por que somente o ser humano tem que ser condenado por buscar um pouco de prazer? Entre os animais, por exemplo, há um só macho pra mais de 20 fêmeas. Isso seria instinto ou astucia?

 

Às vezes, escuto pessoas de diversas religiões dizendo que sexo é pecado, mas até hoje não conheço ninguém que tenha deixado de praticá-lo.  Pelo contrário, são as que mais o fazem.

 

Acredito que Adão e Eva não tenham sido os únicos seres a viver na Terra, pois existem várias raças e pessoas com aparências muito diferentes umas das outras. Talvez eles tenham sido os mais importantes na história do mundo, e não a história.

 

Geralmente, os mentirosos juram dizer tudo em nome da verdade, a qual não compreendo, pois são as pessoas que mais querem se impor como verdadeiras, que são as mais falsas.

 

No fundo, o ser humano é um bom artista: sabe chorar quando precisa, rir também, inclusive fingir, se necessário.

 

Acredita-se que o mundo foi feito em sete dias. Será que também é verdade? Pois, a natureza leva muito mais do que isso pra realizar algo. Há religiões que acreditam que o mundo foi feito em 365 dias e o que chamamos por ano bissexto fora o dia em que Deus conseguiu por apenas uma vez descansar, porque depois que Adão e Eva e seus descendentes começaram a lhe dar trabalho, nunca mais tirou férias, tendo que esperar como todos nós pelo “Juízo Final”, pois deste modo será eterno e todos os dias serão sábados.

 

É com a desculpa de levar o ser humano para o Céu, que algumas religiões transformam a vida de seus fiéis num verdadeiro inferno, ao criar regras desnecessárias e induzindo-os a sentir medo de tudo ou então supor que tudo seja pecado contra ele/ela próprio(a), por deixar-se influenciar totalmente pelos outros ao invés de descobrir o certo e o errado através da realidade que o mundo mostra o tempo inteiro.

 

Aprendi que ninguém está livre de levar chifres, pois a partir do instante em que se ama, se confia, e por isso não se está longe desse perigo, já que vivemos com pessoas e não com máquinas. Se a traição não for em carne e osso, provavelmente em pensamento. E, se pensarmos assim, todos já traímos.

 

Também percebi que gostamos de dizer que nossa dor é muito pior que a dos outros, da mesma maneira que nossas coisas são sempre melhores que a dos demais, porque no fundo somente nos valorizamos e nos olhamos. Os outros apenas estão presentes para nos olhar e ver os diferenciais positivos em nossa vida, porque precisamos provar a nós mesmos que estamos melhores a cada dia.

 

Não amar os outros não é pecado, mas não amar-se o é, porque somente podemos amar alguém ou alguma coisa se formos capazes de nos amar pelo que somos, com todas as qualidades e defeitos que possuímos, porque é isso que nos aproxima ou afasta dos demais, que nos escolhem como amigos ou inimigos por causa de nossa personalidade.

 

Hoje compreendo que, ter mais de um cônjuge é apenas um modo oficial de se ter vários amores e não ser acusado de traição pelo(a) parceiro(a), já que é obrigado(a) a aceitar certos costumes que favorecem a um e não ao outro.

 

Bom, eu vou indo, porque não posso desnudar o mundo de uma só vez. Prefiro deixar um pouquinho pra amanhã. Mas, se você tiver alguma verdade, então a compartilhe com os leitores deste Blog.

 

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criado por DIego Francisco    19:35 — Arquivado em: Filosofias e Pensamentos — Tags:, , , , , , , , , , , , ,

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