Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

15.7.09

O Ser Humano: Um objeto sem valor

Quanto vale uma pessoa pra você? Depende. Depende do significado que ela tenha na sua vida e do momento que esteja vivendo. Cada pessoa vale aquilo que se sente e se necessita dela. Hoje, pode valer muito, amanhã, pouco ou nada. É você quem decide o quanto os demais são importantes em sua vida.

 

Cada vez mais o homem se desvaloriza com os seus inventos. A princípio, tudo o que se inventa é para o bem dele próprio, assim como as máquinas que foram feitas com a desculpa de melhorar e ajudar nos trabalhos, entretanto, elas estão mais e mais ocupando o lugar dele, porque ao invés de ser um complemento pra tornar tudo mais rápido, fácil e prático, as máquinas estão lhe substituindo. É a criatura contra o criador.

 

Se paga alguém pelo trabalho que exerce. Cada um é valorizado por aquilo que sabe e que pensa. Será que o valor é justo pra se pagar a uma pessoa?

 

Se matam pessoas por dinheiro. Mata-se pra roubar a porcaria de um carro ou qualquer outra coisa, apenas por um instinto que não é animal (porque este só mata pra se defender ou se alimentar), mas de um monstro. Pra este tipo as pessoas não têm nenhum valor, mas para a família delas farão muita falta.

 

Se mata por amor, por medo e por orgulho. Se assassina alguém pelo medo de ser descoberto, mas se faz o mesmo com a alma, porque cada má atitude tira o bom que ainda pode existir nas pessoas.

 

Tem mães que abortam os filhos. Outras abandonam os bebês numa lata de lixo qualquer ou em outro lugar que só Deus sabe. Você acredita que essa mãe ainda tem alma ou esta já foi roubada há muito?

 

Em certos lugares do mundo os pais vendem os filhos por dinheiro, apenas pra tentarem sobreviver. O ser humano passa a ser um produto para os demais. Se escravizam pessoas, se rouba a individualidade delas, lhes tiram a vida, a liberdade, seus valores, a alegria de viver, a fé em Deus e na vida. Se seqüestra o prazer e o direito à felicidade. Enfim, rouba-se a existência.

 

Muita gente vende o próprio corpo como forma de trabalho. Outros pagam e pensam que o estão comprando, quando na verdade só se paga por uns falsos momentos de prazer, já que quem se oferece não está contente por ter de fazer isso, pois a cada minuto o indivíduo sente que está se perdendo e junto se vão o orgulho e a dignidade, e também os sonhos.

 

Se propõem a buscar soluções para as enfermidades do ser humano. Inventam-se vacinas e outras curas. Criam-se maneiras de vencer os obstáculos da natureza, por exemplo, o problema que muitas mulheres têm por não poderem engravidar. Tudo o que for feito realmente para o bem das pessoas precisa ser compreendido e respeitado.

 

Às vezes se paga muito caro pra salvar a vida de alguém, mas viver neste mundo de consumismo é muito mais.

 

Depois de algum tempo, brincando de ser um deus, o homem inventou a clonagem, um modo artificial de criar vida. Agora, parece que descobriram um jeito de se fabricar espermatozóides apenas com um pedaço de pele. Cada vez menos os homens estão se tornando importantes no processo de reprodução. Tudo se faz e se manipula. Você acredita que estes seres possuem uma alma ou acha que são simples matérias orgânicas vivas, assim como as plantas e/ou animais?

 

Não se pode criar um ser invencível. Todo mundo precisa ter fraquezas, para não se voltar contra a sociedade, pois tudo precisa ter um tempo limite ou uma data de validade. É a lei da evolução universal. Nada pode ser pra sempre. Pense se fossemos obrigados a viver com uma mesma pessoa eternamente, por exemplo, alguém que você odeia do fundo da alma, ou então tivesse que suportar um louco, um assassino ou alguém bastante perigoso!

 

Infelizmente, o homem está inventando certas coisas com a desculpa de conseguir mais segurança e para vencer os outros seres que representam um perigo. Porém o mais perigoso de todos é aquele que inventa coisas que amanhã poderão se voltar contra ele próprio.

 

A maioria das coisas que o ser humano tem feito, boas ou más, foram desenvolvidas porque o ego temporário falava mais alto do que a consciência sobre o certo e o errado.

 

Quanto vale um ser humano? Será que este ainda possui uma alma? O único motivo para o homem dominar o mundo no qual vive é porque tem o que os outros seres da natureza não possuem: razão. Mas, prefere perder a coroa que herdou desde a sua criação ao dar lugar a tudo que ele mesmo criou, tornando-se um simples objeto sem valor diante da vida e dele próprio.

 

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7.1.09

Duelo Entre o Igual e o Diferente

            Numa sociedade tão plural como a de hoje, parece que a busca pelo igual é constante. As pessoas querem ser como as outras, embora sempre haja alguma que se destaque. Tudo está padronizado: comportamento, leis, regras, pensamentos, valores, etc.

           

            Alguns preferem ser diferentes, chamarem a atenção, etc. e tal. Muitas vezes esse diferencial é visto como esquisitice ou qualquer coisa do gênero. Apenas poucos reconhecem que o “anormal” é legal, enquanto que uma grande maioria simplesmente tem medo de tentar o novo, e por isso discriminam qualquer atitude inovadora. Talvez por parecer muita ousadia. O diferente passa a ser rejeitado. É como uma maçã podre numa cesta, que estraga o resto.

           

            Tem gente que busca destaque na solidão, por seguir um caminho às vezes bastante árduo, por não receberem o apoio dos demais que vêem isso como um erro ou não compreendem aonde o indivíduo quer chegar.

 

            Muitas vezes o igual é apenas uma visão adotada socialmente. Embora muito se reclame, pouco se o faz para mudar isso. Em todos os âmbitos encontramos isso, e ser igual é regra. Ser diferente, uma fuga. Talvez seja isso que faça com que as coisas sejam vistas com um olhar especial, porém crítico. Enfim, o que não é igual, muitas vezes não é tão diferente, sendo apenas semelhante.

 

            Tem gente que passa uma vida inteira, tentando ser como os outros, enquanto que muitos querem apenas brilhar um pouquinho diante dos demais. Mas, como, se são todos iguais? Pra isso precisaria ser diferente. Se todas as estrelas tivessem o mesmo brilho, seriam apenas objetos que piscam no espaço entre tantos outros. É necessário que uma pisque mais que as outras ou esteja em um ponto estratégico. O sol, por exemplo, é uma estrela. Ao que se sabe, só existe um astro-rei no céu. Embora tenha luz-própria, se destaca por ser diferente dos outros astros-irmãos, não permitindo que se enxergue as outras estrelas, apesar de continuarem no céu. Do mesmo modo é o diferente, que ocupa um lugar um pouco acima dos outros, ou pelo menos é mais visto.

 

            Tem gente que se destaca no trabalho. Tem também aqueles que o fazem nos estudos. Tem quem se destaque com o sexo oposto, por exemplo. Alguns conseguem chamar atenção com as roupas que usam, enquanto que outros, com a falta delas. Cada um ao seu modo consegue atrair um olhar de admiração ou crítica dos demais. É como uma espécie de imã. Agora, se isso é sorte não sei. Se também está escrito nas estrelas ou nas linhas do destino do indivíduo, não sei. Ao menos se sabe que cada um recebeu da vida, ou de quem quer que seja, uma ferramenta pra se defender e vencer no mundo material. Tudo é uma herança da vida: inteligência, beleza, habilidade, praticidade, astúcia, força, etc.

 

            No fundo não há ninguém melhor que o outro. Apenas diferente. No máximo uma contrabalança entre qualidades e defeitos, nada mais. Se há um juiz pra julgar isso? Todos somos. Há quem condene e quem livre um ser em um julgamento. Somos ao mesmo tempo vítimas e réus do cotidiano. Para um perdedor, culpados, por termos ocupado um lugar que era “dele”. Para os vencedores, também culpados, só que de um modo distinto, porque conseguiram derrotar os “vilões”. Embora estes se sintam vítimas.

 

            Na verdade, cada um busca algo que o torne “melhor” diante das outras pessoas em seu meio. E, ser igual, muitas vezes é só uma maneira de se enquadrar em determinado grupo, pois é engraçada essa coisa de lei de atração que os demais tanto prezam: no amor e nas amizades encontrarem alguém que tenha as mesmas opiniões e atitudes. Será que isso realmente dá certo? Não dizem que os opostos se atraem? Será que o igual em algum momento não entra em conflito? Imagine duas pilhas colocadas na mesma direção em um brinquedo. Quem sabe se o ser humano optasse pelo distinto sua vida não fosse mais fácil?!

 

            Apenas algumas coisas são diferentes na vida: nós e tudo o que nos pertence. Nossa dor, por exemplo, é pior do que a dos outros. Nossas coisas são melhores que a dos demais. Em direção contrária, as coisas das outras pessoas são piores que as nossas. E, embora se tente ser diferente, sempre se age igual a todo mundo, pois todos querem o mesmo. E, ser igual a todo mundo é ser diferente, pois poucos o querem. Uma maioria procura se destacar na multidão, para que sua voz não seja apenas mais uma, porém a que comanda as demais.

 

            Talvez ser diferente não signifique ser pior ou melhor. Mas, pode ser bom se houver algum lucro com isso. No entanto, ninguém vence, apenas se adapta a estes conceitos.

 

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criado por DIego Francisco    21:44 — Arquivado em: Filosofias e Pensamentos — Tags:, , , , , , , , , ,

30.12.08

Virgindade: Honra ou Vergonha?

        Antigamente, ser virgem era sinônimo de honra, boa conduta, valor e respeito. As pessoas, principalmente as mulheres, desejavam se casar virgens, porque aquelas sociedades valorizavam que se mantivessem “puras” até o dia de seu matrimônio. Por que isso?…

           

            …Era muito importante para os homens, que eles as iniciassem em sua vida sexual, e até hoje é assim, mas ninguém se importa tanto como antigamente, pois o que interessa mesmo é fazer sexo, que não significa mais um compromisso como fora durante muito tempo.

 

            Além disso, a pureza de uma pessoa poderia ter significados religiosos, pois na mitologia grega, por exemplo, eram as virgens que colhiam os frutos da terra em honra aos seus deuses. Em outras crenças e sociedades pagãs, por exemplo, se sacrificavam virgens para acalmar a cólera dos deuses.           

           

            Na atualidade, muitas pessoas fazem sexo primeiro e depois se casam (talvez seja um bom modo para saber como será a vida sexual depois do matrimônio, através da antecipação da lua-de-mel, pois é melhor se arrepender antes que depois, quando não houver mais saída).

 

            No entanto, virgindade era tudo aquilo que eu disse no primeiro parágrafo, mas hoje poucas pessoas valorizam seu sentido real, e por isso mesmo gostaria de saber de você qual é o valor dela hoje, pois enquanto num passado muito longínquo significava honra, hoje poderia significar privilégio de poucas pessoas.

           

            Não estou dizendo que não há mais indivíduos virgens, porque ainda existem pessoas de diversos países e culturas que valorizam isto, mas em outros, é como se ela não tivesse sentido, inclusive significando vergonha em uma sociedade que vive em busca da auto-satisfação, não importando mais os outros, somente o próprio ser que necessita se sentir mais completo e mais experiente.

 

            Em muitos países onde as culturas são mais liberais ou então, as religiões não conseguem mais dominar a mente de uma sociedade, muitos indivíduos perdem a virgindade no começo da adolescência, porque seu corpo lhe exige isso ou então por influencias alheias, como amigos, amores, etc. Devemos reconhecer que ninguém é obrigado a fazer nada, pois é necessário também querer o mesmo para que algo ocorra.

 

            É incrível dizer isso, mas ainda existem pessoas que já passaram da adolescência, que continuam virgens. Como? Por quê? Só posso dizer que não é mentira, embora acreditemos que estes indivíduos não sejam deste mundo. Alguns deles justificam sua escolha em manter-se “puros” por causa da religião, enquanto que outros não conseguem se apaixonar e viver socialmente, com vários problemas psicológicos, como algum tipo de medo da vida ou talvez algo trazido da encarnação passada, porque não há como explicar isso tão facilmente.

           

            Pra muita gente, a virgindade é algo que se nasce, mas se perde logo, pois se manter virgem é se ausentar da vida, é não aproveitar o bom que ela tem a oferecer.

           

            No entanto, devemos respeitar a opção de cada pessoa, pois somente ela é dona de sua vida e sabe o que é melhor para ela. Um dia, se ela tiver a oportunidade de conhecer o amor/sexo, poderá refletir sobre tudo e pensar se foi ou não importante manter-se “pura”.

 

            Com o tempo, os valores de uma sociedade foram obtendo novos significados: antigamente, fazer sexo significava perder a virgindade, mas no mundo atual, somente se prova que uma mulher não é mais virgem quando se torna mãe, porém, enquanto isso não acontece, não há como confirmar.

           

            Mas, existe algo que é imprescindível falar: para se perder a virgindade não é necessário ir pra cama com outra pessoa, porque a partir do momento em que se imagina fazendo amor com alguém, se a perde, embora seja apenas mentalmente, mas é a mais importante, porque incita o corpo a procurar aventuras reais.

 

            O fato de ser ou não mais virgem não significa vergonha e nem hora em uma sociedade, simplesmente uma opção de cada indivíduo, porque todos temos o livre-arbítrio para fazer o que quisermos. Somente não podemos acreditar que perder a virgindade seja pecado, porque isso vai acontecer a todo casal, pois é uma das leis da natureza, e se fazer sexo fosse pecado, Deus, provavelmente, não teria inventado um homem e uma mulher, com dois corpos tão diferentes, até porque sem sexo não há criação e deste modo não haveria evolução, você não estaria aqui agora lendo este artigo, e muito menos eu teria escrito tudo isso.

 

 

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criado por DIego Francisco    22:20 — Arquivado em: Amor e Sexo — Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , ,

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