Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

4.8.09

Brasil que não vai pra frente 4: Desemprego

“Ah, mas o problema do Brasil é que não tem emprego pra todo mundo!”. Essa é uma das coisas que mais se escuta no dia-a-dia, em uma conversa na fila de banco, num banquinho de hospital enquanto se aguarda o médico chamar para a consulta, ou em qualquer outro lugar onde haja uma roda de discussão.

 

Emprego é o que não falta neste país. Talvez o problema seja a falta de mão-de-obra especializada para dar de conta de determinadas funções. Faltam profissionais?: Talvez, mas às vezes existe alguém com diploma disso ou daquilo, mas na prática deixa muito a desejar. E, isso não acontece só aqui não, mas como por direito eu só posso criticar o meu país, então vamos lá…

 

“Procura-se um auxiliar de escritório, do sexo …, que tenha experiência em DP, RH, Sistemas…, Softwares…, salário R$ ???,??, para trabalhar de 2ª a sábado, dinâmico, nível superior em contabilidade ou esteja cursando. Enviar currículo para …” Isso é um breve resumo de certos anúncios de emprego encontrado nos classificados. Repare que se exige muito por muito pouco. Na verdade se busca um contador para trabalhar pelo salário de um auxiliar, ou seja, se busca economizar em mão-de-obra e despesas trabalhistas com o acúmulo de funções, mas também se desprestigia o profissional que realmente estudou pra tal carreira.

 

Mas isso não fica restrito a estes profissionais, não! Quer ver um exemplo muito comum? (sei que depois dessa ninguém vai me chamar pra fazer estágio). Diversas empresas contratam estagiários, e se sentem como se estivessem fazendo um enorme trabalho social, quando muitas vezes é apenas uma forma de fugir da carteira de trabalho assinada e dos encargos. Procura-se um estagiário de Direito: o coitado está crente que vai aprender algo sobre processos, petições ou algo do gênero, mas quando é informado do que se trata o “estágio”, descobre que teria de ficar num Call Center, ouvindo reclamações de consumidores irritadíssimos, que gritam no telefone e dizem que vão colocar tal empresa na Justiça. O que Direito tem a ver com isso?: Nada, eu acho! Enfim, muitas vezes o universitário precisa que conste no currículo que estagiou, porque senão, não se “forma”. Mas, no futuro se paga um preço muito caro: quando estiver realmente atuando na área, se conseguir, não vai saber nada e poderá perder espaço no mercado de trabalho. Isso é só um caso entre os tantos que se vê por aí, mas que não fica restrito ao mercado privado, não.

 

Em diversas repartições públicas, por exemplo, existe um acúmulo de cargos muito grande: o Vice-líder de algum Poder Executivo também exerce o cargo de Secretário de alguma coisa, de Chefe do Conselho Administrativo de outra coisa, e por aí vai. No mínimo tem três funções, que poderiam ser dadas a três pessoas, mas não é o que sempre acontece, infelizmente! A diferença de um trabalhador comum e este político que faz isso é: o trabalhador faz o dever de três e recebe por um só, enquanto o político recebe pelos três cargos. Será que realmente este tipo de pessoa consegue dar de conta de tudo isso ou coloca um monte de assessores só pra ir assinando e cuidando por ele?

 

Que o salário de um trabalhador comum seja baixo, os preços das coisas subam mais do que deveria, aparentemente (mesmo estando dentro de índices econômico-financeiros ou da inflação), ou que, para aprovar um aumentozinho para o pobre seja um sacrifício enorme (coisa que não sofre o político, pois é ele mesmo que aprova o próprio salário), todo mundo já sabe! Uma das causas para haver tanto desemprego, mesmo não faltando quem queira trabalhar ou quem ofereça oportunidade, talvez seja o excesso populacional. Pense comigo: se existem muitas pessoas desempregadas, e determinada empresa oferece um salário pra exercer tal função e um indivíduo diz que não quer, isso não é o menor problema, porque vai ter gente que aceitaria trabalhar pela metade que estão lhe oferecendo.

 

Você lê em vários jornais, que diversas Instituições Públicas estão sempre realizando concurso. E, por que falta tanta gente pra te atender? Uma vez vi um cartaz em um órgão público (não vou citar o nome) que informava que os funcionários tinham direito a um descanso de 10 minutos a cada 50, trabalhados, e que isso era lei. Imagine, por exemplo, um profissional com carga horária de 6 horas por dia, cumpre todos esses rituais e ainda tira 1 hora de almoço. Matematicamente falando, trabalha só 4 horas e 10 minutos e tira 1 hora e 50 de descanso diários. Dá até vontade de rir, porque você jamais verá um trabalhador de uma empresa privada fazer isso. Muitas vezes nem consegue tirar a hora do almoço e ainda é obrigado a fazer horas-extras, porque o patrão não quer contratar mais gente. Ou isso ou então, o olho da rua!

 

São por essas e outras, que o Brasil não consegue ir pra frente. Mas isso não é culpa minha, nem sua, e sim de um sistema que já se acostumou assim e ninguém faz nada pra mudar.

 

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26.7.09

Como fugir de um chefe tarado?

Não importa o emprego que você esteja, porque as histórias são as mesmas: tem sempre um(a) colega invejoso(a), um chefe tarado e uma funcionária que é amante dele. Um dos problemas cotidianos é como lidar com as cantadas dele: os olhares são intensos, constantes e provocantes. A todo instante determinada mulher é chamada por ele que sempre arranja uma desculpa pra pedir algo, e sempre com um sorriso cínico no rosto. Se ela perceber e não gostar, começa a se sentir incomodada com a situação. Quando ela sai, ele fica admirando o bumbum dela (coisa normal de qualquer homem), no entanto, se olha para atrás, isto era o sinal que ele precisava para continuar insistindo numa relação. Pouco a pouco a intimidade aumenta entre os dois: hoje, um olhar tarado; amanhã, quer saber se ela é casada ou solteira e se tem filhos; e depois, alguns elogios ao corpo e roupas dela. Se inicia uma série de convites para o cinema, shopping e outros lugares. Mais tarde já rolam alguns presentes, como: flores, chocolates e calcinhas vermelhas.

 

Tudo vai depender da reação dela com o chefe: se ela ficar calada pode estar tentando ignorá-lo, por acreditar que ele vai entender que ela não quer nada com ele e vai logo esquecê-la, ou então, que consente os galanteios (já que às vezes o silêncio é uma forma de se dizer sim).

 

Se o chefe for correspondido com um sorriso, isto significa que a partir de tal momento ele pode dar mais um passo. Cada vez mais ele se torna indiscreto ou descarado. Mas, se fizerem uma cara feia ou má, como de alguém que não esteja gostando de algo, isso poderá ser a resposta às tentativas de sedução, dizendo de maneira educada que não se está contente com isso e que ele tem que parar. Os últimos esforços para que ele desista de uma vez por toda dessa idéia fixa em possuir você são: apresentar o marido a ele, porque assim se sentirá envergonhado, ou então, ter uma conversa sincera e aberta, dizendo que não há nenhum interesse nele e que as coisas não podem continuar como estão. Existem casos em que mesmo apresentando o marido, o chefe fica insistindo nas provocações, tornando-se mais sem-vergonha que antes.

 

O que é muito importante já desde o primeiro dia de trabalho é demonstrar seriedade e respeito, não usando roupas provocantes ou inadequadas para alguém que busca ser visto pelas qualidades profissionais. É preciso tratar um chefe como chefe, e não como um amigo qualquer, porque embora ele seja um colega de trabalho, está acima dos demais empregados. É claro que não se deve ser antipático(a), mas um empregado precisa saber a sua condição numa empresa, porque assim mantém uma amizade saudável e também não perde o emprego quando a relação amorosa acabar.

 

Quando se é amante de um chefe, não se trabalha mais como antes, se perde a vontade, porque se acredita que tem mais poder que os demais colegas e que nunca vai ser demitido(a): desta maneira faz com que os outros desconfiem que existe um caso entre os dois, por causa da mudança de comportamento, além dos excessos de intimidade.

 

É preciso compreender que um chefe é um homem como qualquer outro, por isso não se pode condená-lo, mas evitá-lo se não quiser um relacionamento. Talvez ele não esteja interessado numa relação séria, e sim num pouco de aventuras. Quando uma funcionária, principalmente se for nova na empresa, o corresponde, todo o pensamento muda: muitas vezes ele não a vê como uma futura mulher ou noiva, mas uma mulher “fácil” ou puta, que aceita o primeiro homem que se aproxima dela. É muito difícil entender a mente de um homem, pois apesar de estar conseguindo o que tanto queria, não deseja que seja do modo mais simples. Os homens gostam de um pouco de dificuldades e sacrifícios, porque assim se sentem valorizados pelos esforços, e também é uma prova que ela poderia ser a mulher adequada para viver com ele, por não ter cedidva que ela poderia ser a mulher adequada para viver com ele, por nao o queria, nao ezes ele nao r causa da mudança de co logo de cara às paqueras deles.

 

Muitas mulheres ficam entre a cruz e a espada: por um lado nem sempre sabem como agir quando esse tipo de coisa acontece, porque têm medo de estarem enganadas e que na verdade o chefe só queria ser simpático, além de não poderem perder o emprego, e por outro lado sofrem por não contarem ao marido: pois ele poderia ir até a empresa e dar uma surra no patrão, ou então, que o marido iria lhe pedir para abandonar o trabalho. Também tem o problema por não poder contar ao parceiro, já que a mulher acha que por omitir tal fato dele, seja uma forma de engano, ou então, que ele pense que a mulher o trai com o patrão.

 

Se muitos maridos soubessem ouvir as suas mulheres e as ajudassem a lidar com tal situação, tudo seria bem mais simples para os dois. Não haveria mentiras e tampouco receios a respeito das atitudes de uma das partes, porque ganhariam mais confiança e cumplicidade, além de ter um amor para o sexo se teria uma amiga também. Porém, o medo de uma má reação fala mais alto.

 

Não vale à pena mudar de emprego, porque em vários deles vai acontecer a mesma coisa. É necessário sobreviver a isso e manter-se na condição de uma profissional que está em uma empresa para cumprir com as tarefas. Ter um amante no trabalho é um biscate.

 

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23.4.09

Lua Negra 1: Discriminação e Doença

Antes de começar o texto, preciso resumir do que se trata. “Lua Negra” faz parte de uma série de artigos, que estarei publicando, que mostra exemplos de fatos e abusos aceitos naturalmente em nossa sociedade, por estarmos de olhos fechados e/ou não conhecermos alguns de nossos direitos. No entanto, sem apontar diretamente o dedo para esta ou aquela pessoa, porque não sou nenhum juiz pra isso, apenas um observador, embora eu, às vezes me sinta ao mesmo um juiz e um jurado do cotidiano. É claro que não é nada sobre mim e não é sobre alguém específico, mas as coincidências existem e as coisas acontecem. Pode não ser comigo ou contigo, mas acontece, isso não há como negar. O fato de eu começar com o tema abaixo foi um pedido que me fizeram e eu decidi seguir em frente, pois quem sabe não ajuda a você ou algum conhecido?!!!

 

Lua Negra 1: Discriminação e Doença

 

 

Mais uma vez o ser humano está de olhos fechados. Mas, não é um simples eclipse. Parece mais uma lua minguante, que oculta a sua face ou uma nuvem que esconde a luz que existe na noite. O mesmo ocorre com as pessoas desprovidas de conhecimentos simples sobre alguns de seus direitos e/ou deveres. Se certas coisas são cruéis, já passam do desumano, só que é muito pior continuar como se está.

 

Diversas empresas, ao saberem que seu empregado está doente ou pelo menos suspeitarem disso, inventam uma desculpa qualquer pra demiti-lo. Isso é muito comum com mulheres que começam a passar mal, aparentando sintomas de gravidez, mesmo quando nem ela ainda saiba disso. É claro que ninguém perde tempo. Um empregado qualquer vai ao médico e faz um exame, e de repente descobre que está com alguma enfermidade tipo câncer, depressão, tuberculose, diabético ou até mesmo com AIDS. O que fazer nessas horas? De imediato, o que se tem a fazer é voltar na empresa, apresentar os exames e exigir que a mesma anule a demissão ou a reintegração (coisa que dificilmente acontece).

 

É direito de qualquer funcionário, antes de sair do emprego, fazer um exame-médico demissional que é pago pela empresa, para certificar se está apto a deixar o cargo, mas nem todas fazem isso. No entanto, é também de direito do funcionário, caso discorde, refazer o exame em algum hospital da rede pública ou outro no qual a empresa e o sindicato da categoria reconheçam como tal (pra ver se há ou não contradição entre ambos).

 

A empresa já decidiu que não vai voltar em sua decisão e muitas pessoas acabam deixando prá lá o ocorrido. Só que existem pessoas um pouco mais instruídas e que não estão dormindo acordadas: elas entram com um processo contra seu último emprego por causa da demissão injustificada ou inadequada. O processo, você até já sabe, demora uma eternidade pra ir a julgamento. Em alguns casos, até mesmo pela longa espera, o autor do processo morre e não se chega a nenhum resultado, ou então, pessoas desesperadas por estarem doentes e sem trabalhar, sentindo-se discriminadas, acabam caindo mais rápido em depressão, muitas vezes acelerando a própria morte, ou em último caso, colocam a boca no trombone, chamando um jornal e publicando a sua versão da história. É claro que não estou dizendo pra você fazer isso, até porque, antes de mais nada, é preciso consultar o advogado pra saber se isso é possível e que tipo de risco estaria correndo em relação ao processo, para que todo o tempo já percorrido não fosse perdido, pois a empresa poderia se sentir prejudicada e processar o ex-empregado por danos morais e materiais, entre outras coisas, por estar com a sua imagem pública abalada e também, porque enquanto não se chegar a um veredicto, não se pode afirmar nada.

 

Até o juiz dar a sua martelada, tudo é hipótese e não o verdadeiro (mesmo que a história seja real), pois tanto o empregado quanto a empresa afirmam estarem dizendo a verdade. Enfim, todo mundo é inocente até que se prove o contrário. Só que um problema: caso a pessoa decida publicar sua situação, corre o perigo de ser processado e tudo se inverter a favor da empresa, mesmo quando o causa já parece estar ganha para o empregado, e no fim ter de pagar todas as despesas referentes ao processo e ainda, uma indenização pra empresa. Pior do que é isso é o enfermo se expor publicamente. No entanto, não tome nenhuma decisão quanto ao tema sem antes consultar seu advogado.

 

Está na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e tem também alguma coisa na Constituição Federal de 1988, leis que protegem o direito à vida. Só que mais do que uma demissão num momento em que a pessoa se encontrava impossibilitada de garantir a sua sobrevivência, há também um preconceito por parte desse tipo de pessoa jurídica (empresa). É importante lembrar que a empresa não é nada por si só, mas quem a rege é um conjunto de pessoas (aparentemente humanas como todo mundo) que se esquecem do dia de amanhã e que também poderá “levar um chute na bunda”, como castigo, mesmo sem saber o porquê disso.

 

Pra uma empresa correta, sua atitude seria explicar ao empregado os seus direitos e dependendo do tipo de enfermidade, orientá-lo a se aposentar (pois talvez fosse mais fácil para o tratamento do indivíduo), sem demiti-lo, é lógico.  a CLT garante em certos casos a retirada do fundo de garantia, mesmo que o empregado continuasse no emprego. Mas, lembre-se que não é pra qualquer doença, somente algumas como câncer, HIV, entre outras que o impossibilitam a trabalhar ou que ofereçam risco de morte.

 

Muitas vezes se anula o humano para dar lugar a um frio sentimento anti-profissional, uma rasteira, pra dizer a verdade. O indivíduo que está passando por tal dilema já se sente sozinho, discriminado, pensando que vai morrer, entra logo em depressão, e se no mínimo não puder contar com o apoio das pessoas pelas quais ele considerava como amigo, com quem vai contar então?

 

Bom, eu não sou nenhum advogado, mas também não sou burro. Conheço um pouquinho das coisas. Mas, se você quiser saber mais, procure um advogado especializado na área trabalhista e/ou pesquise na Internet e em livros e também a CLT e a Constituição. Inclusive, tem faculdades que oferecem, por meio de estagiários, consultas gratuitas sobre diversas causas jurídicas. Isto é o máximo que posso ajudar, agora o resto é com você.

 

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21.2.09

No Céu, na Terra e no Inferno: está tudo em festa

Um feriado prolongado vem aí. O universo está um alvoroço só. No inferno, muitos preparativos para receber os novos hóspedes. Uma big festa para dizer a verdade. No Céu haverá uma pequena recepção, apenas para os mais íntimos, até porque poucos receberam convites. Aqui na Terra é o clima de carnaval que toma de conta da emoção do povo. É o universo em festa.

 

Bebidas, música e sexo, muito sexo sem precaução com doenças venéreas, contagiam o momento. As festas em honra a Dionísio, deus do vinho e das orgias na Grécia e Roma antiga, conhecida como bacanais, eram formas de culto ao deus. Hoje, um pouco mais modesta e comportada, passou a se chamar carnaval.

 

“Se beber não dirija e se dirigir não beba” não passa de uma frase e desperdício de dinheiro em propagandas que infelizmente não conseguem apelar para a responsabilidade e bom senso de muitos motoristas nas estradas. Além de o indivíduo dirigir bêbado, expondo-se ao perigo, ainda está ferindo o direito de os demais de estarem vivos. É uma ameaça no volante. Aliás, dirigir alcoolizado deveria ser um crime doloso, com intenção mesmo de matar! Bom, se fosse só o fato de o condutor se matar, tudo bem, já está com o convite para a festa no inferno mesmo, mas o problema é que leva inocentes ao Céu, quando desejavam ainda estar mais um pouco na Terra com sua família.

 

A morte não pára de trabalhar, inclusive fazendo horas-extras. Não está tendo folga nem pro lanche (se é que não esteja se alimentando da mortandade). Quem diz isso não sou eu, mas as estatísticas pós-carnaval e/ou pós-feriados prolongados que mostram o aumento de vítimas de acidentes de trânsito em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Música? A que se ouve é a das sirenes de ambulâncias, bombeiros e carros de polícia, e claro, muito chororô com aquelas palavras de sempre: “coitado(a) era tão novinho(a), tão bonzinho(boazinha), não merecia isso!” Será que os profissionais que zelam pela segurança e saúde da população mereciam estar trabalhando em pleno feriado, longe da família, enquanto todo mundo fica pulando e se divertindo?

 

Sexo não mata ninguém, mas fazê-lo sem “proteção” sim. E, se não morrer durante o carnaval, provavelmente em conseqüência do que possa ter feito durante. Nesse caso se morre lentamente. É a morte brincando com o ser humano. É claro que não é o carnaval que mata, no entanto é nessa época em que as pessoas parecem estar mais agitadas.

 

O excesso de alegria de uns acaba com a de outros. É uma comemoração inconseqüente e egoísta, pra dizer a verdade. A cada feriado prolongado e durante todos os anos é a mesma coisa. As pessoas não se previnem contra o que seus próprios males possam causar aos outros e a si próprias.

 

No Céu um coro cantado por anjos esperam os bons. No inferno, muita música, literalmente um som infernal, reunindo diversos ídolos que farão um especial para seus fãs. Já na Terra há um misto de Céu e inferno, pois enquanto uns estão num clima aparente de paz e harmonia, outros estão presenciando o próprio submundo, sofrendo com a perda de um ente querido ou então, vítimas de algum assalto ou qualquer tipo de violência do gênero.

 

O lema na verdade deveria ser outro: “se não sabe se divertir, então não se divirta, mas deixe quem quiser fazer isso”. Como se as pessoas fossem respeitar (sem generalizar), pois não respeitam nem as leis de trânsito, tão simples, como poderiam fazer isso em benefício de outrem?!

 

Bom, termino aqui meu texto, mas lembre-se sempre: independente de ser carnaval ou não, sempre faça sexo com uso de preservativos, e se beber vá de táxi ou então procure saber se o local onde você for, oferece serviço de motorista que possa lhe levar em casa, porque esse negócio de “amigo da vez” nem sempre dá certo, porque acaba que este fica na vontade e pode até pensar que só um copinho não fará mal a ninguém e nem o deixará bêbado.

 

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