Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

4.8.09

Brasil que não vai pra frente 4: Desemprego

“Ah, mas o problema do Brasil é que não tem emprego pra todo mundo!”. Essa é uma das coisas que mais se escuta no dia-a-dia, em uma conversa na fila de banco, num banquinho de hospital enquanto se aguarda o médico chamar para a consulta, ou em qualquer outro lugar onde haja uma roda de discussão.

 

Emprego é o que não falta neste país. Talvez o problema seja a falta de mão-de-obra especializada para dar de conta de determinadas funções. Faltam profissionais?: Talvez, mas às vezes existe alguém com diploma disso ou daquilo, mas na prática deixa muito a desejar. E, isso não acontece só aqui não, mas como por direito eu só posso criticar o meu país, então vamos lá…

 

“Procura-se um auxiliar de escritório, do sexo …, que tenha experiência em DP, RH, Sistemas…, Softwares…, salário R$ ???,??, para trabalhar de 2ª a sábado, dinâmico, nível superior em contabilidade ou esteja cursando. Enviar currículo para …” Isso é um breve resumo de certos anúncios de emprego encontrado nos classificados. Repare que se exige muito por muito pouco. Na verdade se busca um contador para trabalhar pelo salário de um auxiliar, ou seja, se busca economizar em mão-de-obra e despesas trabalhistas com o acúmulo de funções, mas também se desprestigia o profissional que realmente estudou pra tal carreira.

 

Mas isso não fica restrito a estes profissionais, não! Quer ver um exemplo muito comum? (sei que depois dessa ninguém vai me chamar pra fazer estágio). Diversas empresas contratam estagiários, e se sentem como se estivessem fazendo um enorme trabalho social, quando muitas vezes é apenas uma forma de fugir da carteira de trabalho assinada e dos encargos. Procura-se um estagiário de Direito: o coitado está crente que vai aprender algo sobre processos, petições ou algo do gênero, mas quando é informado do que se trata o “estágio”, descobre que teria de ficar num Call Center, ouvindo reclamações de consumidores irritadíssimos, que gritam no telefone e dizem que vão colocar tal empresa na Justiça. O que Direito tem a ver com isso?: Nada, eu acho! Enfim, muitas vezes o universitário precisa que conste no currículo que estagiou, porque senão, não se “forma”. Mas, no futuro se paga um preço muito caro: quando estiver realmente atuando na área, se conseguir, não vai saber nada e poderá perder espaço no mercado de trabalho. Isso é só um caso entre os tantos que se vê por aí, mas que não fica restrito ao mercado privado, não.

 

Em diversas repartições públicas, por exemplo, existe um acúmulo de cargos muito grande: o Vice-líder de algum Poder Executivo também exerce o cargo de Secretário de alguma coisa, de Chefe do Conselho Administrativo de outra coisa, e por aí vai. No mínimo tem três funções, que poderiam ser dadas a três pessoas, mas não é o que sempre acontece, infelizmente! A diferença de um trabalhador comum e este político que faz isso é: o trabalhador faz o dever de três e recebe por um só, enquanto o político recebe pelos três cargos. Será que realmente este tipo de pessoa consegue dar de conta de tudo isso ou coloca um monte de assessores só pra ir assinando e cuidando por ele?

 

Que o salário de um trabalhador comum seja baixo, os preços das coisas subam mais do que deveria, aparentemente (mesmo estando dentro de índices econômico-financeiros ou da inflação), ou que, para aprovar um aumentozinho para o pobre seja um sacrifício enorme (coisa que não sofre o político, pois é ele mesmo que aprova o próprio salário), todo mundo já sabe! Uma das causas para haver tanto desemprego, mesmo não faltando quem queira trabalhar ou quem ofereça oportunidade, talvez seja o excesso populacional. Pense comigo: se existem muitas pessoas desempregadas, e determinada empresa oferece um salário pra exercer tal função e um indivíduo diz que não quer, isso não é o menor problema, porque vai ter gente que aceitaria trabalhar pela metade que estão lhe oferecendo.

 

Você lê em vários jornais, que diversas Instituições Públicas estão sempre realizando concurso. E, por que falta tanta gente pra te atender? Uma vez vi um cartaz em um órgão público (não vou citar o nome) que informava que os funcionários tinham direito a um descanso de 10 minutos a cada 50, trabalhados, e que isso era lei. Imagine, por exemplo, um profissional com carga horária de 6 horas por dia, cumpre todos esses rituais e ainda tira 1 hora de almoço. Matematicamente falando, trabalha só 4 horas e 10 minutos e tira 1 hora e 50 de descanso diários. Dá até vontade de rir, porque você jamais verá um trabalhador de uma empresa privada fazer isso. Muitas vezes nem consegue tirar a hora do almoço e ainda é obrigado a fazer horas-extras, porque o patrão não quer contratar mais gente. Ou isso ou então, o olho da rua!

 

São por essas e outras, que o Brasil não consegue ir pra frente. Mas isso não é culpa minha, nem sua, e sim de um sistema que já se acostumou assim e ninguém faz nada pra mudar.

 

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criado por DIego Francisco    21:51 — Arquivado em: Sociedade — Tags:, , , , ,

4.7.09

Os Negócios do Amor – Capítulo 1

Os românticos costumam dizer que o amor é um sentimento divino, gratuito e um dom do ser humano. É o que existe de mais belo na alma ou que faz aparentar uma beleza diante de tantas coisas feias que o indivíduo esconde em seus pensamentos. Dizem também que o amor é um direito de todos e por isso, ninguém é capaz de impedi-lo, somente para tirá-lo para si próprio, através da paixão de uma pessoa por outra.

 

Não é o que sempre se vê por aí. A história conta e continua contando que, existem várias sociedades que não vêem o amor como um sentimento involuntário, mas como algo a ser conquistado com o tempo. Dependendo do ponto de vista, se pode estar certo, no entanto, a paixão que uma pessoa é capaz de sentir por outra não vem da vontade de querer ou não se apaixonar por esta ou aquela pessoa, mas de um sentimento misterioso de admiração por quem nem sempre se conhece ou se compreende. É por isso que se chama amor: se ama até as coisas mais feias que um ser faz, porque este feitiço induz a ver beleza onde não há ou somente se compreende que é algo normal do ser humano e que não tem como mudar isso.

 

Como eu disse, nem todas as sociedades encaram o amor da maneira escrita acima, mas sim como um negócio ou um acordo comercial, ou seja, do mesmo modo como se compra e vende uma mercadoria. Parece mentira o que digo, mas também uma crítica, apesar de eu não ter nada a ver com isso. Muitos também não apreciam a maneira como o seu povo encara o comércio do amor, mas se alguém criticar este tipo de sistema estará desafiando um tigre que não permite que o seu estilo de vida seja questionado.

 

Também não é meu objetivo ficar citando que povos transformam o casamento numa prestação de serviço ou em um produto de benefícios materiais, até porque, é preciso respeitar o direito pelo qual cada um escolhe e segue a vida. Existem famílias que já escolhem o amor de seus filhos, antes mesmo de nascerem, tentando escrever a história antes que o destino o faça, ou então, quando são ainda pequenos e por isso, não têm poder pra dizer “sim” ou “não” a respeito das decisões que vão alegrar mais os pais do que a eles mesmos.

 

Não há como mandar no coração. É ele quem comanda as atitudes de um homem e uma mulher. Porém, estes tipos de povos acreditam que o amor vem com o tempo, sendo possível adquiri-lo depois do casamento.

 

Mas, por que o matrimônio se torna um negócio? A razão é muito simples, embora eu não devesse questionar e apenas respeitar e tentar entendê-la: o fato da família da noiva oferecer um dote ao pai do noivo deveria ser considerado um negócio muito lucrativo: é o pai pagando pra um homem se casar com a filha dele, como se quisesse se livrar logo dela, ou então, que ela não é capaz de conseguir um noivo pelas qualidades que possui. O pior de tudo é que a mulher está pagando pra ser empregada do marido! É o que parece, embora existam outros motivos, como as heranças culturais. E, se depois do casamento o marido decidisse matar a mulher ou tramar uma traição pra ela, somente pra se livrar dela, sem devolver o dinheiro que ganhou por causa do negócio?

 

Qualquer família deseja que seu filho ou filha se case com alguém de bom caráter, que saiba amá-lo(a) e respeitá-lo(a). Para os filhos, os pais querem que eles tenham uma mulher que saiba cozinhar e arrumar a casa, enquanto que para as filhas, eles querem que elas consigam um marido que possa dá-las tudo o que precisarem, como conforto e bem-estar social.

 

Mas, como dizer “não” às regras impostas a essas sociedades por sua própria gente, caso alguém decida não aceitar quem os pais escolheram para uma vida inteira? É certo dizer que esta pessoa será considerada uma rebelde, uma pecadora e muitos outros nomes ruins, simplesmente por querer traçar o próprio caminho, ao invés de seguir o mesmo que os demais, como uma manada de elefantes o de qualquer outro animal que anda em grupo. Talvez, isso seja uma das razões para que várias mulheres tentem cometer suicídio, já que os pais não conseguiram convencê-las durante a juventude a aceitar um destino que não foi escrito pelas mãos de Deus e tampouco pelas próprias, mas pelas letras e leis dos homens que teriam todas as chances de mudar uma realidade para melhor.

 

Esses tipos de acordos comerciais já existiam desde que o homem descobriu uma forma de ganhar mais dinheiro ou manter o que tem, com os casamentos inventados para não dividir a herança de uma família com outra, ou no caso de algum príncipe, rei ou outro nobre que precise herdar um reino ou continuar no que já tinha. A história nos conta isso claramente, como por exemplo, a união entre Cleópatra (rainha do Egito) e o irmão dela, com um único propósito: concentrar nas mãos o poder de sua dinastia. Este foi um caso que eu pude recordar, porque a história está cheia disso.

 

O mais surpreendente nessas histórias de amor por uma coroa é o fato de os nobres se casarem muito cedo, com idade aproximada entre 12 a 15 anos, como é o caso da rainha egípcia ou de Carlota Joaquina (princesa da Espanha entre os séculos XVIII e XIX) que foi obrigada a se casar aos 10 anos de idade com o príncipe português, João VI, tendo sua juventude roubada com os deveres de uma vida adulta.

 

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criado por DIego Francisco    15:06 — Arquivado em: Amor e Sexo — Tags:, , , , , ,

13.2.09

Brasil que não vai pra frente 3: Saúde

Que o país esteja mal das pernas, só em diversos aspectos! Mas quando se diz estar bem ou mal, pensa-se logo em economia, que é o que o faz crescer e sustenta toda uma nação. Parece que os demais problemas não são tão importantes. Talvez, porque ainda se consiga conviver com eles. Enfim, se a saúde de um país é sua economia, deveria-se perguntar quem o faz prosperar. É claro que sua gente que trabalha, dando seu sangue diariamente para que tudo esteja na mais perfeita ordem. E se seu povo não estiver bem, é lógico que nada está bem. Então, porque se oferece um tratamento de saúde péssimo?

 

Em diversos lugares do mundo, como os países ricos ou já muito desenvolvidos, a saúde está em primeiríssimo lugar: não faltam médicos, nem medicamentos, tampouco vagas em hospitais e outros recursos, porque o dinheiro de sua população é bem utilizado. Mas, parece que é só mesmo no Primeiro Mundo, porque o terceiro, que está tentando ir pro segundo, ainda não seguiu seu bom exemplo. Basta ir em diversos hospitais da rede pública (em diversos lugares de qualquer um dos poderes executivos: prefeituras, estados e federal) e ver o caos social de como os pacientes são tratados: faltam médicos ou então vários destes nunca chegam na hora marcada pra consulta (será que fazem isso também nas clínicas particulares onde atuam?). É preciso que se madrugue numa fila horrível de hospital pra se conseguir uma senha pra atendimento, e muitas vezes não se a tem, porque só estavam disponíveis alguns números. Então, é preciso que o paciente tente pegar lugar pro horário da tarde ou pra outro dia. Isso se a sua enfermidade puder esperar. Estou até sendo modesto, porque isto se conseguir atendimento pra tarde. Em muitos casos, marca-se a consulta hoje pra somente voltar daqui há 2 ou 3 meses e finalmente mostrar ao médico o que se tem. Sem contar que muitos pacientes internados no meio do corredor ou sentados em num banco de espera com soro nas veias, porque não há lugar pra colocá-los.

 

Em muitos casos, marca-se a consulta, mas assim mesmo se tenta pegar fila em outros hospitais, pois o que oferecer mais rápido o atendimento, é aonde se vai. Em muitos hospitais e postos de saúde também faltam remédios, dos mais simples aos mais complexos. O que fazer? Se o hospital tiver, tudo bem, mas senão, terá que comprá-los. É até engraçado dizer isso, pra não dizer vergonhoso: de vez em quando os jornais mostram medicamentos armazenados em depósitos da rede pública que perderam a validade e por isso serão queimados. Dinheiro jogado no lixo! Por que não os distribuíram nos hospitais ou mesmo os deram a outros, mesmo sendo de outra esfera do poder executivo? Contudo, há uma coisa que surpreende ainda mais: sempre dizem que não se tem remédio e nem dinheiro, blá, blá, blá, e de repente, acontece uma catástrofe noutro país e o governo começa a mandar medicamentos, água, dinheiro, etc. De onde essas coisas vieram se não havia nem pro seu próprio povo?

 

Quem ganha com a crise na saúde?: As redes particulares de hospitais, pois com a deficiência no sistema de saúde (direito de todos), quem tem dinheiro se sente obrigado a pagar por um plano em casos de emergência, pois a vida não espera, tampouco a morte. O governo também ganha, é claro, porque recebe os impostos sobre esse tipo de prestação de serviço. É preciso prejudicar um lado para que o outro cresça. Não estou dizendo que seus prejuízos são propositais, mas desde que foram inventados órgãos responsáveis em controlar a saúde de sua população, ninguém conseguiu vitória nesse aspecto ou então, há um despreparo muito grande, mesmo para quem possui altos diplomas e graduação nas mais importantes universidades do mundo. Imagine só se o sistema de saúde do Brasil fosse perfeito, com médicos capazes de atender a demanda, hospitais capazes de oferecer remédios e recursos como vagas, aparelhos ultramodernos, etc., não seria então necessário ter as redes particulares médicas que competem como feras por um cliente. Eu disse competem, para aumentar o número de clientes e não pra fazerem um bom atendimento, porque em alguns casos, pacientes não são atendidos, pelo fato de algum plano querer cobrar a mais, alegando que determinadas doenças não estavam na cláusula do contrato, e outras coisas mais (algo que nem o paciente sabia, porque não lhe foi informado ou então, porque é muito chato ficar lendo aquelas letrinhas de um contrato com mais de três páginas).

 

É claro que com a enfermidade da própria saúde no país, muitos políticos acabam adotando isso como uma de suas bandeiras, prometendo a construção de novos hospitais, concursos públicos para área da medicina, medicamentos e outras coisas que você, leitor(a), já está cansado(a) de escutar. Não sou nenhum especialista no assunto, mas suponho que somente a construção de novos postos médicos não vai resolver os problemas da saúde. É preciso que haja um equilíbrio entre postos e médicos. Primeiramente, se deveria cuidar dos hospitais que já existem, colocando a quantidade de médicos suficiente e proporcional ao número de pacientes, pra muito depois se pensar em construir novos e assim redistribuir os enfermos nos outros locais próximos. Se não se consegue cuidar dos que já existem, como fazer isso com os novos e antigos? Enfim, muitos políticos querem deixar provas materiais de seu governo, e não entrarem para os livros de histórias como os que conseguiram curar a saúde. Pura vaidade é lógico!

 

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7.2.09

Verdades Nuas – Capítulo 2

 

Para quem leu “Verdades Nuas 1”, sabe o significado deste texto e que seu objetivo é destruir os mitos de verdade que criamos ao longo da vida, que foram ou não impostos por nossos pais ou pela própria sociedade.

 

“Verdades Nuas 2” não é apenas a continuação de “Verdades Nuas 1”, mas um complemento das coisas que não se pôde falar no primeiro texto, até porque seria muito chato ficar lendo algo que parece não ter um final, que é muito comum nos meus artigos e que nem todos têm a paciência pra lê-los, mas nem sempre posso evitar escrever um texto longo, porque necessito concluir minha idéia.

 

Apesar de eu não ser o dono da verdade, quero tê-la como qualquer pessoa ou como quem procura por ouro, até porque a necessitamos pra saber se estamos ou não no caminho certo, embora a vida nos mostre e não queiramos enxergar.

 

Percebo que ao longo dos tempos, que o ser humano cada vez mais se mantém longe de Deus quando está feliz ou bem, porém quando está com problemas, sua espiritualidade ou falta de opção pra pedir algo a outro o faz aproximar-se Dele, que infelizmente é por pouco tempo (até que o desejo se torne realidade). Sem generalizar ou quase fazendo isso, compreendi que as pessoas vêem Deus como se fosse o Gênio da Lâmpada de Aladim, capaz de realizar todos os desejos sem pedir nada em troca.

 

Aprendi que sexo não é pecado, pois se fosse, Deus não teria feito um homem e uma mulher, com órgãos tão diferentes. Além disso, os animais também o fazem. Por que somente o ser humano tem que ser condenado por buscar um pouco de prazer? Entre os animais, por exemplo, há um só macho pra mais de 20 fêmeas. Isso seria instinto ou astucia?

 

Às vezes, escuto pessoas de diversas religiões dizendo que sexo é pecado, mas até hoje não conheço ninguém que tenha deixado de praticá-lo.  Pelo contrário, são as que mais o fazem.

 

Acredito que Adão e Eva não tenham sido os únicos seres a viver na Terra, pois existem várias raças e pessoas com aparências muito diferentes umas das outras. Talvez eles tenham sido os mais importantes na história do mundo, e não a história.

 

Geralmente, os mentirosos juram dizer tudo em nome da verdade, a qual não compreendo, pois são as pessoas que mais querem se impor como verdadeiras, que são as mais falsas.

 

No fundo, o ser humano é um bom artista: sabe chorar quando precisa, rir também, inclusive fingir, se necessário.

 

Acredita-se que o mundo foi feito em sete dias. Será que também é verdade? Pois, a natureza leva muito mais do que isso pra realizar algo. Há religiões que acreditam que o mundo foi feito em 365 dias e o que chamamos por ano bissexto fora o dia em que Deus conseguiu por apenas uma vez descansar, porque depois que Adão e Eva e seus descendentes começaram a lhe dar trabalho, nunca mais tirou férias, tendo que esperar como todos nós pelo “Juízo Final”, pois deste modo será eterno e todos os dias serão sábados.

 

É com a desculpa de levar o ser humano para o Céu, que algumas religiões transformam a vida de seus fiéis num verdadeiro inferno, ao criar regras desnecessárias e induzindo-os a sentir medo de tudo ou então supor que tudo seja pecado contra ele/ela próprio(a), por deixar-se influenciar totalmente pelos outros ao invés de descobrir o certo e o errado através da realidade que o mundo mostra o tempo inteiro.

 

Aprendi que ninguém está livre de levar chifres, pois a partir do instante em que se ama, se confia, e por isso não se está longe desse perigo, já que vivemos com pessoas e não com máquinas. Se a traição não for em carne e osso, provavelmente em pensamento. E, se pensarmos assim, todos já traímos.

 

Também percebi que gostamos de dizer que nossa dor é muito pior que a dos outros, da mesma maneira que nossas coisas são sempre melhores que a dos demais, porque no fundo somente nos valorizamos e nos olhamos. Os outros apenas estão presentes para nos olhar e ver os diferenciais positivos em nossa vida, porque precisamos provar a nós mesmos que estamos melhores a cada dia.

 

Não amar os outros não é pecado, mas não amar-se o é, porque somente podemos amar alguém ou alguma coisa se formos capazes de nos amar pelo que somos, com todas as qualidades e defeitos que possuímos, porque é isso que nos aproxima ou afasta dos demais, que nos escolhem como amigos ou inimigos por causa de nossa personalidade.

 

Hoje compreendo que, ter mais de um cônjuge é apenas um modo oficial de se ter vários amores e não ser acusado de traição pelo(a) parceiro(a), já que é obrigado(a) a aceitar certos costumes que favorecem a um e não ao outro.

 

Bom, eu vou indo, porque não posso desnudar o mundo de uma só vez. Prefiro deixar um pouquinho pra amanhã. Mas, se você tiver alguma verdade, então a compartilhe com os leitores deste Blog.

 

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11.1.09

Homens de Vênus e Mulheres de Marte – Capítulo 1

        Dizem que os homens são de Marte e as mulheres, de Vênus. Serão todos mesmo? Ao que parece, criou-se um mito que em torno disso e talvez agora precise ser quebrado.

 

        A visão antropológica do passado mostra ainda o homem como um ser ativo, guerreiro e provedor de bens e necessidades básicas à sua família, enquanto que a mulher, uma aliada do marido (pra não dizer passiva), protetora e conservadora do lar e administradora dos recursos que o esposo leva pra dentro de casa. Se fosse até o ano de “mil novecentos e antigamente”, diria que esta visão estava correta, mas hoje, em pleno século XXI, não.

 

        Em muitas sociedades, os valores se invertem: homens realizam tarefas femininas e mulheres cumprem funções que antes eram apenas do sexo masculino. Hoje em dia, tem homens que cozinham, cuidam da casa e das crianças, enquanto as esposas trabalham. Tem homens que costuram (sempre teve), fazem faxina e tantas outras coisas mais. Muitas mulheres exercem atividades como mecânicos, pedreiros, etc. E, isso não tira a honra de ninguém. Aliás, pra dizer a verdade, tem homens que realizam “coisas de mulheres”, melhores que elas, e vice-versa.

 

        Em sociedades ocidentais, homens e mulheres competem de igual pra igual, inclusive com respeito ao matrimônio. Ambos cônjuges ajudam em casa. Não se tem mais aquela visão passiva do passado em que apenas um deve trabalhar, já que os dois lutam diariamente para terem uma vida melhor.

 

        Antes de continuar o texto, é preciso definir os conceitos de Marte e Vênus. Neste caso, como sou educado, primeiro as damas:

 

        Vênus é a deusa do amor e da beleza na mitologia romana. A Afrodite grega.

 

        Marte é o deus da guerra na mitologia romana. O Ares grego.

 

        Pode-se perceber que a visão que se tem ou pelo menos se tinha da mulher é a da fragilidade, da subordinação ao seu homem. A mãe, a mulher ciumenta e invejosa que lutava por seu amor.

 

        Enquanto que a visão que se tem ou se fazia com respeito ao homem é a de um guerreiro enérgico, forte, de chefe de família, do cara que precisava ser agradado a todo custo.

 

        Bom, talvez estes conceitos estejam mudando. Pelo menos é o que se percebe atualmente. Se observarmos ao redor, tem mulheres muito mais ativas que homens, ou pelo menos que seus maridos. São elas que dão as ordens, inclusive neles. São elas que brigam quando chegam em casa tarde e/ou bêbados, e muitos destes sequer reagem. Muitas, além de trabalharem fora, cumprem suas tarefas domésticas. Dois empregos pra dizer a verdade. Enquanto que muitos maridos, apenas um, e quando o tem, pois em diversos casos são sustentados pelas esposas. Desempregados? Talvez. Cafetões? Não sei. Isso é algo que precisa ser ainda definido. Mas, com essa aparente igualdade entre ambos, é preciso pensar se essa visão antiquada de homem ser de Marte e mulher, de Vênus, se são ou não ainda válida. Pelo menos para muitas pessoas, isso continua válido.

 

        Quem é o guerreiro na verdade? O homem ou a mulher? Já tem homem que recebe até pensão de esposa quando se separam (algo jamais imaginado ou aceito no passado).

 

        É lógico que a muitos homens essa visão antropológica ainda se aplica. Mas, não a todos. Se vive num paradoxo por estarmos num mundo plural, no qual não há mais regras pré-estabelecidas de comportamento para homens e mulheres, onde o muito se é permitido, apesar de não ser aceito ou compreendido pelos demais.

 

        Levando em consideração que, o que de fato define um homem e uma mulher é o órgão sexual que possui e não seu caráter, como ficaria a questão se fosse em um casal homo? Parece que eu sempre gosto de jogar esse tema nos textos. Talvez seja verdade ou talvez não. Apenas aproveito a oportunidade, já que devo abordar todos os pontos de vista para manter ao máximo uma visão menos subjetiva possível (o que é difícil, por se tratar do “Mundo DImais”, meu mundo).

       

        Como em qualquer casal, tanto faz hétero ou homo, sempre haverá um mais ativo e outro mais ativo. Em um casal “normal”, pode ser o homem o ser ativo, mas também pode ser a “mulher”. Nunca os dois num mesmo relacionamento. Em um casal homo não seria diferente. Tem sempre um mais afeminado e o outro com jeito mais machão. Por aí se percebe quem gosta ou leva jeito pra mandar.

 

        Alguns homens são de Vênus, outros de Marte. Assim, como algumas mulheres que são de Marte e outras, de Vênus. Mas, será que estes conceitos são novos ou sempre existiram e a humanidade nunca percebeu isso? Talvez, isso seja resultado da liberdade de expressão permitida no mundo atual.

 

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