Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

13.2.09

Brasil que não vai pra frente 3: Saúde

Que o país esteja mal das pernas, só em diversos aspectos! Mas quando se diz estar bem ou mal, pensa-se logo em economia, que é o que o faz crescer e sustenta toda uma nação. Parece que os demais problemas não são tão importantes. Talvez, porque ainda se consiga conviver com eles. Enfim, se a saúde de um país é sua economia, deveria-se perguntar quem o faz prosperar. É claro que sua gente que trabalha, dando seu sangue diariamente para que tudo esteja na mais perfeita ordem. E se seu povo não estiver bem, é lógico que nada está bem. Então, porque se oferece um tratamento de saúde péssimo?

 

Em diversos lugares do mundo, como os países ricos ou já muito desenvolvidos, a saúde está em primeiríssimo lugar: não faltam médicos, nem medicamentos, tampouco vagas em hospitais e outros recursos, porque o dinheiro de sua população é bem utilizado. Mas, parece que é só mesmo no Primeiro Mundo, porque o terceiro, que está tentando ir pro segundo, ainda não seguiu seu bom exemplo. Basta ir em diversos hospitais da rede pública (em diversos lugares de qualquer um dos poderes executivos: prefeituras, estados e federal) e ver o caos social de como os pacientes são tratados: faltam médicos ou então vários destes nunca chegam na hora marcada pra consulta (será que fazem isso também nas clínicas particulares onde atuam?). É preciso que se madrugue numa fila horrível de hospital pra se conseguir uma senha pra atendimento, e muitas vezes não se a tem, porque só estavam disponíveis alguns números. Então, é preciso que o paciente tente pegar lugar pro horário da tarde ou pra outro dia. Isso se a sua enfermidade puder esperar. Estou até sendo modesto, porque isto se conseguir atendimento pra tarde. Em muitos casos, marca-se a consulta hoje pra somente voltar daqui há 2 ou 3 meses e finalmente mostrar ao médico o que se tem. Sem contar que muitos pacientes internados no meio do corredor ou sentados em num banco de espera com soro nas veias, porque não há lugar pra colocá-los.

 

Em muitos casos, marca-se a consulta, mas assim mesmo se tenta pegar fila em outros hospitais, pois o que oferecer mais rápido o atendimento, é aonde se vai. Em muitos hospitais e postos de saúde também faltam remédios, dos mais simples aos mais complexos. O que fazer? Se o hospital tiver, tudo bem, mas senão, terá que comprá-los. É até engraçado dizer isso, pra não dizer vergonhoso: de vez em quando os jornais mostram medicamentos armazenados em depósitos da rede pública que perderam a validade e por isso serão queimados. Dinheiro jogado no lixo! Por que não os distribuíram nos hospitais ou mesmo os deram a outros, mesmo sendo de outra esfera do poder executivo? Contudo, há uma coisa que surpreende ainda mais: sempre dizem que não se tem remédio e nem dinheiro, blá, blá, blá, e de repente, acontece uma catástrofe noutro país e o governo começa a mandar medicamentos, água, dinheiro, etc. De onde essas coisas vieram se não havia nem pro seu próprio povo?

 

Quem ganha com a crise na saúde?: As redes particulares de hospitais, pois com a deficiência no sistema de saúde (direito de todos), quem tem dinheiro se sente obrigado a pagar por um plano em casos de emergência, pois a vida não espera, tampouco a morte. O governo também ganha, é claro, porque recebe os impostos sobre esse tipo de prestação de serviço. É preciso prejudicar um lado para que o outro cresça. Não estou dizendo que seus prejuízos são propositais, mas desde que foram inventados órgãos responsáveis em controlar a saúde de sua população, ninguém conseguiu vitória nesse aspecto ou então, há um despreparo muito grande, mesmo para quem possui altos diplomas e graduação nas mais importantes universidades do mundo. Imagine só se o sistema de saúde do Brasil fosse perfeito, com médicos capazes de atender a demanda, hospitais capazes de oferecer remédios e recursos como vagas, aparelhos ultramodernos, etc., não seria então necessário ter as redes particulares médicas que competem como feras por um cliente. Eu disse competem, para aumentar o número de clientes e não pra fazerem um bom atendimento, porque em alguns casos, pacientes não são atendidos, pelo fato de algum plano querer cobrar a mais, alegando que determinadas doenças não estavam na cláusula do contrato, e outras coisas mais (algo que nem o paciente sabia, porque não lhe foi informado ou então, porque é muito chato ficar lendo aquelas letrinhas de um contrato com mais de três páginas).

 

É claro que com a enfermidade da própria saúde no país, muitos políticos acabam adotando isso como uma de suas bandeiras, prometendo a construção de novos hospitais, concursos públicos para área da medicina, medicamentos e outras coisas que você, leitor(a), já está cansado(a) de escutar. Não sou nenhum especialista no assunto, mas suponho que somente a construção de novos postos médicos não vai resolver os problemas da saúde. É preciso que haja um equilíbrio entre postos e médicos. Primeiramente, se deveria cuidar dos hospitais que já existem, colocando a quantidade de médicos suficiente e proporcional ao número de pacientes, pra muito depois se pensar em construir novos e assim redistribuir os enfermos nos outros locais próximos. Se não se consegue cuidar dos que já existem, como fazer isso com os novos e antigos? Enfim, muitos políticos querem deixar provas materiais de seu governo, e não entrarem para os livros de histórias como os que conseguiram curar a saúde. Pura vaidade é lógico!

 

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17.1.09

Só em Novela Mesmo!

Há muito tempo atrás, na época em que meus muitos tataravôs já “pulavam a cerca”, existiam as novelas. Claro que não como as de hoje, mas um tipo de enredo que poderia receber tal título. Homens e mulheres ofereciam suas vozes às rádios para dar vida aos personagens, mas bem antes disso já se tinham novelas, só que em jornais. A cada publicação, um novo capítulo. Temas como amor, faroeste, entre outros, enredavam a trama e faziam jovens mulheres sonharem com seus príncipes encantados. Só um pra cada, é claro!

 

Inventaram a câmera e desde então, o universo ficcional nunca mais foi o mesmo. As teledramaturgias cada vez mais perfeitas ou pelo menos mais reais. Uma cópia da realidade ou esta copia a novela como moda?

 

O teatro e a arte da imitação já vem desde a Grécia Antiga. Os gregos usavam máscaras para representar as feições humanas. Hoje em dia as fazemos muito bem, não só em novela, mas principalmente na vida real. Dons artísticos que nasceram conosco? Talvez. É mais fácil que isso seja uma proteção que usamos contra os demais e inclusive a nós mesmos. Finge-se gostar de alguém, estar contente com alguma coisa. Na cama então, isso é muito comum pra determinadas pessoas! Finge-se até estar feliz com a felicidade do outro. É engraçado que pra mostrar o mal não há fingimentos. O ser humano é simplesmente ele próprio.

 

Histórias românticas tipo Romeu e Julieta ainda abrandam o coração de muita gente. Mostra-se gente de classes diferentes, lutando pra resistir a um amor proibido, criado pelo preconceito e rivalidade das famílias. Tem também a pobre que sofre e sofre com as maldades da sogra e as traições do marido e no final fica rica. É o vilão que fica bonzinho no último capítulo. São os personagens que se casam com que o público gostaria. São todos vivendo felizes pra sempre, menos o vilão, caso tenha sido muito odiado, é claro, mas seu ajudante sempre se arrepende. É o mordomo que sempre é culpado por alguma coisa. É a comida de novela, que até nisso é diferente da vida real. Até a mesa do pobre é bonita (como se pobre arrumasse a mesa com frutas, sucos, café, chocolate quente, pães, queijos etc., para um café da manhã. O pobre deve dar graças a Deus se tiver seu pãozinho com margarina. E também não come na mesa não, mas sim no sofá, vendo televisão. Muitas vezes o seu café dá lugar a um copo de refrigerante). E, por aí vai…

 

É bem verdade que novela também é modismo. Os nomes de certos personagens ganham vida no mundo real. É um tal de gente colocar o mesmo nome nos filhos que não dá pra contar. Pra quem não os têm, então no cachorro ou no gato. A prática do “novelismo” não fica só no nome não. Vai de roupas até gírias. É o público realmente incorporando o irreal.

 

Acredita-se que as novelas retratam o mundo, de ontem até hoje. Será que tudo realmente é mostrado, mesmo estando cada vez mais críticas e de cunho social? Até onde sei ou pelo menos vejo, não conheço nenhum vilão que tenha se tornado bonzinho. Talvez porque ainda não chegou o último capítulo de sua novela. Só o que percebo é um monte de falsos-arrependidos que quando estão na pior, forçam-se em mostrar que agora são do bem (pelo menos até o juiz dizer “inocente”).

 

Pobre ficar rico por ter herdado um bem do pai, tio ou avô? “Isso não o pertence”, já que sua família também se encontra nessa mesma classe. Só o que vejo é que o pobre continua cada vez mais pobre (parece refrão de música, mas isso sai completamente da ficção). Certamente o rico fica cada vez mais rico. Quer ver um exemplo?: Imagine um indivíduo qualquer, com pouco grau de estudos (pra não dizer analfabeto, porque parece feio), pobre, num empreguinho ganhando uma m… de dinheiro, morando numa favelinha perigosa, e ninguém faz nada pra ajudá-lo. Mas, de repente, amanhã essa pessoa se torna um fenômeno na moda, futebol, música, televisão ou o que quer que seja, e as portas se abrem pra ele(a). Agora que teria dinheiro pra comprar o que quisesse, simplesmente não o gasta, porque ganha tudo. Tem gente que paga pra determinada personalidade ficar usando roupas, calçados, automóveis, só pra poder ficar exibindo a sua marca e tê-lo(a) como referência aos demais consumidores. É por isso que eu acredito naquele ditado que diz que o dinheiro atrai dinheiro. Nesse caso os opostos não se atraem.

 

De certo modo as novelas são cópias fiéis não só de uma determinada realidade, mas do que se gostaria que fosse. As novelas podem manifestar muito mais o íntimo de um indivíduo (neste caso o público) do que um real rumo para certos fatos.

 

Só em certas histórias é que se escuta um personagem dizer que está procurando alguém que tenha um bom coração. Até dói ouvir isso. Na realidade tudo é bem diferente. É mais fácil que se tente encontrar alguém que tenha uma boa casa, um bom carro, uma boa conta bancária e até mesmo um bom corpo. Mas um bom coração, não dá mesmo! Desculpe aos leitores que se sentirem ofendidos, mas isso é muito meloso pro meu gosto refinado.

 

No entanto, há uma coisa que a teledramaturgia reproduziu perfeitamente: pessoas sem experiência e/ou bom nível de escolaridade, e que apenas possuem carisma, exercendo cargos políticos. Quanto ao resto, só em novela mesmo!

 

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criado por DIego Francisco    22:15 — Arquivado em: Comunicação — Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , ,

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