Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

11.7.09

Não: Uma Palavrinha que Muita Gente Odeia

Não: uma palavra que significa negação, o contrário de “sim” etc. É muito engraçado: as pessoas adoram dizer “não” aos demais, mas odeiam escutá-la. Por quê?: Geralmente, o ser humano não suporta ser contrariado em algo que esteja querendo. Parece que todo o universo tem que ficar à sua disposição, pronto pra servi-lo quando for necessário. As pessoas precisam aprender que o mundo não gira em torno delas, mas elas que têm que saber acompanhá-lo pra não se perderem nos caminhos da vida.

 

É muito mais fácil dizer “não” para as pessoas, para a vida, e principalmente a si próprio. Costuma-se dizer “não” para o amor, pra família, os amigos e a tudo que nos ama e/ou nos convida ao melhor. Quando o ser humano vai aprender a dizer “sim” às oportunidades? Às vezes, o medo de tentar algo novo ou se dar uma outra chance o distancia de qualquer mudança no futuro.

 

“Sim” e “não” são dos paradoxos impressionantes: tem momentos em que se diz “sim” para alguma coisa, mas é possível mudar de opinião a qualquer momento e então, dizer “não”.

 

Nem sempre o “não” tem um mau significado. Dependendo do contexto, poderá ter um bom sentido. Exemplo: Você me ama?: “Não” (mau); Você me abandonaria por outra pessoa?: “Não” (bom).

 

Infelizmente, existem pessoas que dizem “sim” para as cosas erradas, por exemplo, aos vícios, à criminalidade, aos prazeres errôneos e a tudo o que não tem nenhuma utilidade para o indivíduo e/ou sociedade. Elas fazem tudo ao contrário. Ainda não aprenderam a distinguir quando responder a cada coisa no momento adequado.

 

Desde criança se aprende a fazer chantagem como forma de impor a alguém a fazer o que se deseja. Elas choram, são cheias de frescuras e fingem muito bem. Elas, sim, são verdadeiras artistas, sabem derramar lágrimas sem precisar daquele líquido que se coloca nos olhos pra isso, muito usado em novelas.

 

Também se usam outras táticas pra fazer alguém mudar a forma de pensar. Às vezes pela força, outras, pelo poder de convicção. Um sábio conquista o outro através de palavras inteligentes, já o tolo, pela força ou uso de um mau caráter.

 

Muitas mulheres, pra conseguirem certas coisas dos maridos, se aproveitam quando estão na cama com eles pra pedirem o que desejam, porque se pedissem em outro momento, talvez escutasse um “não”.

 

Acima de tudo, o mais importante do que ganhar um “sim” ou “não”, é fazer com que a outra pessoa nos faça algo por gosto, e não porque se quer desse jeito, pois se ela não estiver se sentido bem por te ajudar, ela vai criar inúmeros obstáculos pra te provar que ela tem razão e você, não. Quando se conquista alguém, tudo está perfeito.

 

Você quer que todos te ajudem e te digam “sim”. Mas, e você, faz o mesmo pelos demais? Porque eles também são seres humanos, têm sonhos como qualquer um e lutam pela felicidade, assim como você! É ajudando que se é ajudado. Já diziam os filósofos.

 

Você não tem que dizer “sim” ou “não” pra tudo. O mais importante é saber o momento certo pra dizer cada coisa, porque sempre dependerá da situação e do rumo dos acontecimentos. Às vezes se ajuda muito mais dizendo “não” do que mostrando um sorriso falso no rosto e permitir que certas coisas aconteçam.

 

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criado por DIego Francisco    23:48 — Arquivado em: Filosofias e Pensamentos — Tags:, ,

29.3.09

Os Eclipses da Vida

Do mesmo modo que o sol e a lua se escondem, o fazemos com nós mesmos, permitindo que certas coisas aconteçam ou continuem como estão. O Sol e a Lua seriam os olhos de Deus neste mundo, e um eclipse, Seu piscar.

 

Dizem que o pior cego é aquele que não quer ver. Às vezes não se vê uma verdade, porque se acredita em uma pessoa, outras vezes ela já está diante de nossos olhos, no entanto sua dor é insuportável. Carregar o peso de uma mentira é muito pior que simplesmente aceitar uma verdade: sim ou não.

 

Nos colocamos em um sentimento de ostracismo ao afastar certas realidades que já existem, apesar de não querermos reconhecê-las. O fenômeno do eclipse ocorre muito mais na gente do que com os astros citados no texto. Diariamente nos iludimos e repetimos o erro, porque já criamos um conceito de verdade e não podemos mudá-la. Pior que fazê-la é admitir a nós mesmos que estávamos errados todo o tempo. Porém, enquanto não corrigirmos nossas crenças na vida e nos demais, nunca vamos aprender a sobreviver.

 

A vida é feita de “sim” ou “não”. O “talvez” é só uma desculpa para esperarmos um pouquinho mais antes de tomarmos uma decisão. Embora haja indivíduo que passe uma vida inteira em dúvida.

 

Ninguém está totalmente com os olhos abertos pra vida. Há momentos que os sentimentos e/ou a razão nos faz compreender tudo o que acontece ao redor, outras vezes estamos eclipsados ou completamente na escuridão mental.

 

Quando se fecha os olhos para o cotidiano, se o faz pra a própria existência, entretanto, o mais importante que olhar uma verdade, é aceitá-la e tentar corrigir o pouco que resta de alguma coisa ou de nós mesmos. Às vezes dormimos com os olhos abertos, outras vezes estamos acordados, mas com os olhos fechados.

 

Os eclipses podem ocorrer durante o dia ou à noite, mas com algumas diferenças: o do dia é terrível, porque a verdade (o sol) está brilhando aos nossos olhos, mas é muito forte aceitá-la (vê-lo), porque machuca, enquanto que o noturno, o olhamos (lua) e o admiramos por supor que seja belo (isto seria uma boa mentira ou algo que nos deixa fantasiosos, pois não ainda não se conhece a verdade).

 

A vida nos dá mostras diárias de certas ações, como o destino de um filho, um matrimônio, o mundo etc., porém nem sempre se as compreende. Uma mentira é como um eclipse: enquanto está em segredo se está eclipsado, mas depois que a verdade aparece, os astros revelam o que são ou então, causa e conseqüência tomam seus lugares na vida pra dizer aos personagens da novela cotidiana, que não se brinca com a justiça.

 

Na verdade nos eclipsamos mais por nossas próprias crendices em nós mesmos do que nos demais, os quais projetamos expectativas de algo que gostaríamos que eles fossem (talvez porque não nos foi permitido sê-lo). A decepção que sentimos por alguém, no fundo é por nossa própria pessoa que se deixou iludir pelo falso.

 

Não existe tempo limite para este tipo de eclipse. Tudo vai depender dos personagens e da mentira dita. Contudo, se cria um novo problema: além de estar enganando os demais, se o faz a si mesmo, por acreditar cada vez mais nos próprios contos de fadas ou que ninguém vai saber a verdade. Quem costuma contar mentiras não sabe o que disse ou não, porque pra cada pessoa conta algo diferente de uma mesma história.

 

Embora abramos os olhos pra algumas coisas da vida, sempre vai haver outra coisa que os mantém fechados. Não viver eclipsado é o mesmo que conotar, abrir os olhos da mente e desconfiar de todo, principalmente daqueles que confiamos.

 

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criado por DIego Francisco    2:02 — Arquivado em: Filosofias e Pensamentos — Tags:, , , , , , , , , , , , , , ,

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