Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

26.4.09

O Dono das Palavras

Hoje, em pleno Século XXI, é mais seguro dizer que nosso mundo está dividido em dois: o mundo real e o virtual. O mundo real é aquele que podemos ver e tocar, enquanto que no mundo virtual só podemos ver. No entanto, este último apenas existe porque tem o real pra criar o imaginário ou simplesmente o ciberespaço. Com os avanços do mundo moderno que nasce pra gente, podemos registrar qualquer coisa a qualquer hora e local, deixando escrito em algum lugar, como uma folha de papel (real) ou na Internet (virtual).

 

Qualquer pessoa pode escrever alguma coisa. No mundo atual os sites e blogs substituem os manuscritos do passado, não necessitando mais de caneta, mas um pouco de prática em computador, conhecimento sobre determinado tema e vontade, nada mais. Era-se o tempo em que as pessoas iam à biblioteca pesquisar algum trabalho pra escola ou faculdade e gastar todo o dinheiro com cópias de livros. Agora tudo está online e da maneira mais simples, pois a informação é atualizada constantemente. Há quem escreve sobre geografia, matemática, química, física, idiomas, ciências, informática, amor, sexo, religião, noticias etc. Na rede mundial de computadores encontramos tudo o que precisamos saber por curiosidade ou pra fazer um bom trabalho, não sendo necessário ir tão longe quando se tem o mundo dentro de casa.

 

Na verdade, o ser humano não está sendo mais um leitor passivo, mas um leitor ativo, porque compartilha seu conhecimento na rede onde lê e também escreve, se tornando um ciberescritor ou webescritor, usando o mundo virtual como suas páginas.

 

Além dos temas citados que podemos encontrar na Internet, é preciso citar as “webesteiras” ou simplesmente as “webostas”, ou seja, páginas e/ou escritos sem nenhum valor útil para o ser humano, apenas ocupando um espaço que poderia ser usado com coisas mais importantes. Também há outras páginas que não tem conteúdos próprios e se tornam verdadeiros papagaios virtuais, repetindo tudo o que foi dito por outras pessoas ou meios. No entanto, toda liberdade tem um preço e esse é o nosso, que temos de permitir tudo, porque isso é o que faz com que o mundo seja plural e produtivo: a troca de informações, que outrora eram guardadas de modo egoísta, mas ao que parece, o homem de hoje está aprendendo que somente comparando dois modos de pensar é que se chega a algum lugar.

 

O bom dessa liberdade virtual é que não é preciso destruir nenhuma árvore e nem gastar papel pra escrever o que se pensa, inclusive podendo corrigir os erros quando quiser. A natureza agradece por isso. Sobretudo, há algo que precisa ser questionado: como já foi dito aqui, toda liberdade de expressão tem um preço: tudo o que se pensa é teu, mas tudo o que fala ou escreve não te pertence mais, e sim ao mundo, porque os receptores de sua informação se sentirão no direito de usá-la como desejarem, já que não há como saber quem nos acessa. Há que nos use para uma boa causa, mas tem também aqueles que se aproveitam do que dissemos aqui e usa isso contra a gente, ou então, para justificar as más atitudes nos adota como um símbolo metafórico ou filosófico (talvez algo que nem o individuo acredita, mas ele(a) persiste em nos usar pra não se sentir sujo(a) com ele(a) mesmo(a). Há quem nos use e nos reconhece como autores de tais informações, mas tem os que se aproveitam de nossos registros e se dizem autores deles, num ato de plagio ou pirataria de informações.

 

Depois que este texto estiver publicado, ele não será mais meu, mas de todos os ciberleitores, porque estarei compartilhando uma idéia, uma filosofia e uma cultura de pensamentos. Por isso eu ressalto que somente a idéia pertence ao individuo, mas sua transformação em realidade vai ser de quem a desenvolver. No ciberespaço isto se confunde, porque tem pessoas que vivem nele como se fosse o mundo real (provavelmente uma fuga da realidade, porque não conseguem suportar a dor e os fracassos contínuos, preferindo enganar-se ao acreditar que seu mundo está maravilhoso).

 

Onde ficam todas as informações? Se fosse num mundo real ocuparia muito espaço nas estantes e em algum momento iria para o lixo, porque os livros estariam velhos ou não teriam mais utilidade ou então, porque os cupins se encarregaram de fazer o trabalho do tempo. Como se trata da web, os conteúdos ficam em pequenos arquivos nos sites, que não param de aumentar. Nos textos escritos em papel não há como adicionar novos comentários, mas nas páginas virtuais, sim.

 

Com tantas coisas que adicionamos diariamente, é difícil saber quem é o seu autor, pois como se diz por aí, “nada se inventa, tudo se copia”. E assim, as palavras se perdem e se encontram na boca ou nas mãos de quem usá-las melhor.

 

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23.1.09

Zoocomparação

Durante toda a minha vida, aprendi que o homem é um ser racional, o que não deixa de ser um animal. Diferente de todos os demais, porque é capaz de pensar, falar e escolher o que deseja fazer, optando pelo sim ou não fazer alguma coisa, agindo por instinto ou razão. Já os outros animais não têm essa liberdade em agir pela razão, mas sua razão de agir como tal é por causa de seu instinto em se defender, e nada mais.

 

O tempo todo se reforça a idéia de que o homem é rei neste mundo, e não o leão, porque domina os outros animais. Será que consegue dominar a si mesmo?

 

É impressionante como o ser humano vive dizendo que é racional, pra cada vez mais se distanciar do simples reino animal, por acreditar ser diferente ou simplesmente pelo fato de possuir uma alma. Em contrapartida, se aproxima cada vez mais dos animais, agindo por instinto, com brutalidade e/ou se comparando a eles.

 

Sabe-se  que piranha é aquele peixe que vive em água doce, que anda em grupo e quando pega seu alimento, só deixa o osso. Chama-se determinadas mulheres de “piranha” também. Este apelido é por causa do que podem fazer com as carteiras de seus machos. Bom, pelo menos as piranhas que conheço vivem fora d’água.

 

Tem muita mulher que é uma leoa ou uma tigreza na cama. Seria pelo fato de ser ardente ou defender seu macho das outras?

 

Comparam-se muitas mulheres a uma “galinha”. Elas não têm pena de ninguém e apesar de  não botarem ovos, adoram chocá-los.

 

Muitos homens são chamados de “galos”. Alguns por serem brigões, outros por serem rapidíssimos da cama, que mal encosta já saem. Talvez seja por isso que é casado com uma galinha, que precisa ficar “ciscando” em tudo quanto é galo pra compensar o que não consegue ter em casa.

 

Costuma-se chamar certas pessoas do sexo masculino de “veado”. Será que é em comparação aos “veados”? Será que é pelo fato de serem presas fáceis de leões, tigres e outras feras selvagens e ficar sempre fugindo pra não serem comidos? Os “veados” que têm por aí não fugiriam.

 

Muitos homens peludos são comparados a ursos. Só por que têm pelos? Os animais têm pelos ou penas pra se protegerem das diferentes temperaturas.

 

Sua mulher parece uma vaca? E você a come assim mesmo? Na Índia a religião proíbe que se a coma.

 

O homem quando leva um chifre da esposa ou da namorada é chamado de “boi”. Só por ter cornos? Vários animais os têm, como o bode, búfalo, entre outros.

 

Tem bichos que se parecem com seus donos ou é o contrário? Tem gente que anda na rua com seu cachorro que é idêntica a ele? Seria pai e filho? Ou mais uma questão pra Darwin e Lamarck, pela questão da adaptação ao ambiente pelo qual vivem?

 

Muitos homens são chamados de “cachorros” por suas mulheres. Será que é pelo fato de estarem sempre no cio e cruzarem com qualquer uma ou por serem safados mesmo? Já tem mulheres que são chamadas de “cadelas” por seus homens. Provavelmente por serem safadas, principalmente na cama ou por latirem muito, não sei ao certo.

 

Certas pessoas são chamadas de “porcas”, porque não possuem hábitos higiênicos e gostam de viver na sujeira, assim como o porco. Porcos vivem na lama por causa da umidade e não por falta de higiene.

 

As pessoas te chamam de “burro” ou de “mula”? Por quê? Você carrega peso o tempo todo?

 

Tem gente que é tão gorda que parece com uma baleia. Só por isso? Tem tantos bichos gordos como o elefante e o hipopótamo. Mas logo uma baleia? Será que pelo menos a pessoa sabe nadar?

 

Já tem gente que é chamado de “cavalo”. Uns por ficarem dando coices nos outros, agindo com ignorância, outros porque tem algo do tamanho de um cavalo.

 

Além de o indivíduo ser chamado por bichos, também os carrega em si. Os homens têm “passarinho”,  “pinto”, “cobra”, etc. As mulheres, “perereca”, “barata”, “aranha”, “periquita”, etc.

 

Tem gente que é comparada a uma “cobra”. Será que pelo que possui ou por ser venenosa como uma?

 

Já tem pessoas que falam feito papagaio. E olha que papagaio diz o que não deve!

 

Você conhece alguma “lesma” ou “tartaruga”? Lesma e tartaruga são meio que lesadas. A lesma, por ser uma “anta”, “burra”, fica parada e não se mexe, não reage. A tartaruga, por ser devagar em tudo. Mas em algumas coisas a tartaruga é bem rapidinha!

 

Enfim, o tempo passa e o homem continua criando apelidos, alguns nada carinhosos para definirem os outros e se zoocomparando. Ainda bem que a metempsicose só se trata de uma teoria do Egito Antigo e de outras religiões pagãs.

 

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criado por DIego Francisco    19:09 — Arquivado em: Filosofias e Pensamentos — Tags:, , , , , , , , , , ,

4.1.09

Da Internet à Loucura

Uma das grandes preocupações de muitos pais com os filhos no mundo atual, além de ficarem bastante tempo na rua e que coisas estão fazendo, é o que fazem dentro de casa. Cada vez mais o computador está seduzindo pessoas, tirando-as do mundo e pondo-as em outro mundo, como uma espécie de relação, quase igual a marido e mulher. O que há de tão bom num computador? O que se faz nele? Qual seu benefício e malefício? Tem alguma maneira de arrancar alguém dele? Perguntas como estas necessitam respostas.

 

 

Em primeiro lugar, não é simplesmente um computador que atrai um indivíduo, mas o que lhe dá vida, que é a Internet, possibilitando o contato com pessoas de qualquer parte do mundo. Hoje, o PC se tornou uma ferramenta de trabalho e lazer. Pra muita gente, uma ajuda para economizar tempo, para os preguiçosos, uma desculpa pra continuarem como estão.

 

 

As formas de utilização você já sabe: comprar, vender, pagar contas, conversar, expressar, estudar, etc. Os benefícios são muitos, seus malefícios também. Não vou ficar embromando no texto, porque já tem outros neste blog que explicam isso. No entanto, há um novo contexto, algo que tem deixado muitos pais preocupados: a mania que os filhos têm em ficar o tempo todo na frente de um computador, conversando ou jogando. Cada vez mais, pessoas preferem estar na Internet ao invés de viver uma aventura real. É o irreal ocupando o lugar das coisas práticas ou simples da vida. Uma fuga, pra dizer a verdade. Muitos jovens, principalmente, se sentem melhores estando no mundo virtual, por conseguirem se expressarem mais facilmente com o mundo exterior, libertando sua timidez e satisfazendo o ego. Porém, isso dificulta a sobrevivência no mundo real, como por exemplo, as questões de amor ou simplesmente o viver sem sociedade. Necessita-se disso para o desenvolvimento psicológico.

 

 

Outro grande tormento para os pais são os diversos jogos de Internet, que além de tirar seus filhos da realidade, os iludem também. O pior de tudo é que isso custa muito caro: muitos filhos pedem dinheiro aos pais para comprar tempo num computador ou dinheiro virtual a um “boneco”. Nesses tipos de jogos o indivíduo pode fazer muitas coisas, como por exemplo, comprar um carro (algo que não poderia no mundo real), etc. Seria uma compensação dos sentimentos por tantos fracassos na vida? Talvez. Mas, um perigo maior se oculta nisso: muita gente deixa de viver o real para viver o imaginário, por satisfazer a mente com algo conseguido de modo fácil, pois o que conta é o ego, que é suficiente pra dizer a uma pessoa que ela teve ou não isso ou aquilo, embora não se faça distinção entre uma vitória verdadeira e uma fantasia. É assim que se esconde o problema: por causa disso, muitas pessoas não se importam ou têm vontade de lutar no mundo real, porque o virtual substitui suas emoções e fracassos. Seria loucura ou simplesmente um medo da vida? Se Gasta muito dinheiro assim. Algo já se torna um vício se não for controlado pelos pais.

 

 

Para um filho viciado em Internet, saiba que não será fácil tirá-lo de lá. Tentar proibi-lo poderia ser pior, porque deste modo ele se sentiria mais atraído pela rede, e se não usá-la em casa, provavelmente numa lan-house ou casa de amigos. Não sou nenhum doutor no tema, mas uma das saídas simples seria conversar com ele pouco a pouco, explicando os problemas e perigos de ficar o tempo todo num PC, etc. Inventar passeios e tarefas pra ocupar seu tempo e não deixá-lo na Web é outra opção. Todavia, é bom saber que não deve dizer a ele que está fazendo tais coisas pra tirá-lo de seu vício, pois primeiramente, nenhum viciado reconhece sua mania. Em segundo lugar, seria inútil, pois seria uma guerra declarada, enquanto que essa tem que ser silenciosa. Os pais devem permitir ao filho que continuem usando o PC, mas com moderação. Castigá-lo sem computador seria uma ótima maneira de tirá-lo dele. Talvez fosse importante consultar algum especialista no tema, para saber se é algo temporário ou crônico.

 

 

Muitos pais não compreendem a fascinação de um filho por um computador. Eles precisam saber que no seu tempo não havia esta facilidade. Além disso, o filho está jovem e isso é uma novidade pra ele. Com segurança, eu diria que o PC é o brinquedo de um adulto, assim como um boneco ou bolas de gude, o de uma criança. Muitos adultos ou pessoas com certa idade não se sentem atraídas pelo mundo virtual, simplesmente por falta de tempo, não saberem usar um computador e/ou simplesmente não terem paciência pra aprender a manuseá-lo, enquanto que os jovens conseguem mais facilmente.

 

 

Loucura ou não, a Internet se tornou um meio para o consumo irreal. Ela é capaz de vender, alegria, felicidade, liberdade e fantasia. Loucura não é usá-la para isso, mas sim depender dela pra isso.

 

 

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criado por DIego Francisco    2:00 — Arquivado em: Comunicação — Tags:, , , , , , , , , , , , , ,

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