Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

6.6.09

Jogos do Céu

Entre tudo o que existe no universo, o ser humano em geral, é a coisa mais cômica que eu já vi: ele ri, mas também chora; uns procuram a felicidade nas coisas mais difíceis da vida, enquanto que outros, simplesmente são felizes sem pedir nada em troca. Parece loucura, para não dizer engraçado, mas tem pessoas de todos os tipos: algumas, loucas, outras, sonhadoras, enquanto que a maioria apenas aparenta ser normal. O quê importa, se elas são felizes da maneira como vivem? Isso é o que costumamos pensar, quando na verdade os outros também sofrem como a gente, embora não saibamos, porque não interessa a ninguém o que se passa com alguém.

 

Infelizmente, aprendi que não se deve questionar a vida, porque se perde muito mais tempo tentando entendê-la e quem realmente somos, ao invés de vivê-la e nos conhecermos através das experiências que temos. Já, as pessoas que supomos que sejam felizes, apenas não pensam no amanhã, vivendo o hoje, sem medo de se arrepender-se por uma vida inteira, mas pelo menos viveram o dia de hoje, enquanto que os pensadores não conseguem fazer outra coisa, se não pensar no futuro sem sentir o gosto do presente.

 

Tem gente que simplesmente aceita a vida como lhe foi dada, porém tem outras pessoas que transformam a vida como querem que seja. No entanto, tem aqueles que não conseguem se adaptar a nenhuma das opções acima escrita, fugindo do mundo de onde vivem, para não dizer da realidade.

 

Às vezes eu penso que o Céu joga conosco, seres humanos, porque existem muitos indivíduos, muitos de verdade, que não se sentem bem como são. Tem aqueles que não conseguem ser felizes em seus lares, enquanto que outros com a vida escolhida (isso se pudéssemos escolher o que desejamos viver, pois se fosse verdade não haveria sofrimentos e nem tristezas). Também tem os que não se sentem bem coma própria sexualidade, além daquelas pessoas, que em geral, sentem uma tristeza profunda na alma, como se lhes faltasse algo e não soubessem o que é, levando tudo a um clima de melancolia e depressão ao longo de suas vidas.

 

Há quem se encontre na religião, mas têm outros que se descobrem no sexo, porém tem os que passam uma vida inteira e nunca encontram uma resposta ou enchem seu ser daquilo que necessitava.

 

Se você acredita em reencarnação, talvez o vazio que sinta é devido a algo que deixou na vida passada, como um amor, uma dívida, etc., pois se você se sente estranho(a) em sua própria casa, família (por pensar que é muito diferente de você ou então, que não é uma família normal como todas as outras), quase não tem amigos para desabafar seus problemas e emoções, sentindo-se como um peixe fora d’água, já que não consegue sequer um momento de felicidade completamente verdadeira, por sempre pensar que tudo vai se acabar, ou seja, sempre pensando pelo lado negativo de qualquer coisa, cometendo um pecado em dizer que sua vida está uma “merda”. Talvez seja uma resposta.

 

Será que o Céu poderia ter cometido um erro e ter lhe enviado para o lugar errado, na época errada e com pessoas não adequadas ao seu caráter? Tudo isso é algo que precisa ser questionado para que se possa ter uma conclusão, ou então pensar se o(a) louco(a) não é você, já que todos os outros membros da família atuam e pensam de modo semelhante e você pensa que eles nunca te compreendem como é de verdade, porque prefere pensar que a balança está mais pesada pro seu lado.

 

Para quem acredita em diversas doutrinas de espiritualidade, provavelmente vai saber que nascemos em famílias que possuem algo em comum com a gente, embora não queiramos admitir ou porque existe algo tipo uma dívida da vida passada, como um castigo que não pagamos ontem, mas que devemos pagá-lo hoje. Bom, se é ou não desse modo, sinto em te dar essa resposta, até porque só estou formulando uma hipótese e nada mais.

 

Porém, se você não acredita em reencarnação e supõe que não vale à pena pensar nisso, também não deve pensar que o Céu está jogando com você, porque somos nós que conduzimos as peças do xadrez, enquanto que o Céu apenas inventou as regras, apesar de fugirmos delas algumas vezes, por imaginarmos que será mais fácil vencer na vida. E, apesar de Ele não jogar conosco, o destino o faz, usando nossas próprias armas contra nós mesmos.

 

Como dizem por aí, quem procura algo sempre o encontra no momento adequado, mesmo que não pareça. Mas, se você continuar em sua busca interior, tem que refletir mais sobre suas atitudes e evitar se colocar como vítima dos fatos, quando na verdade poderá ser o(a) vilão/vilã de seu próprio orgulho e ignorância.

 

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criado por DIego Francisco    17:11 — Arquivado em: Filosofias e Pensamentos — Tags:, , , , , , , , , , , ,

5.1.09

Com o Coração na Mão

Se existe algo que incomoda muito a respeito do amor é essa coisa de mantê-lo em silêncio. Não importa se trata de um homem ou uma mulher, porque o sentimento é o mesmo e todos somos seres humanos. Por que silêncio? Pelo simples fato de não conseguir dizer o que sente para outra pessoa. É muito chato saber que alguém que você gosta está contigo diariamente, por exemplo, e ainda assim os dois se comportam como dois estranhos. Mesmo quando ele/ela sabe disso. Se a outra pessoa gosta de você também e sabe do seu interesse por ela, por que não te ajuda, para que não se sinta tão carregado com esse sentimento? Talvez, por pensar que seja um engano. Mas, tem um tipo raro de gente que quando sabe que alguém está gostando dele(a), evita contato, continuando sozinho(a). Amorfobia?

 

 

O pior de tudo é o medo que se tem em contar isso pra tal pessoa, por pensar que vai ouvir um “não”, “que já tem outro amor”, etc. Esse medo qualquer pessoa o tem, mas é necessário, porque o máximo que vai escutar é um “não”, que é muito melhor do que ficar em dúvida, quando já poderia estar buscando outro indivíduo que te queira.

 

 

Um modo discreto de se demonstrar um sentimento sem sentir vergonha é fazer com que a outra pessoa perceba isso pouco a pouco. As mensagens subliminares são muito úteis nesses momentos. Uma olhada diferente, morder os lábios, perguntar se ele/ela está namorando, oferecer ajuda em todos os momentos, cumprimentar aquela pessoa sempre, etc. O melhor destas mensagens silenciosas é que se o outro indivíduo tiver uma má interpretação a seu respeito, tudo não se passou de um engano, porque olhar alguém de modo diferente poderia ser admiração ou então, dizer que estava se lembrando de outra coisa. Morder os lábios poderia ser somente uma mania que tem ou porque a boca estava seca. E, oferecer ajuda, porque você gosta de ajudar o próximo. Apenas isso. Kkkkkkkkkk.

 

 

No fundo, todos ficam com o coração na mão até conseguir dizer para o outro ser o que quer de verdade. Alguns o dizem em um beijo surpresa, outros com aquelas conversas de sempre. Um tipo louco é o que bebe e se aproveita do álcool pra contar, porque não teria coragem de fazê-lo quando sóbrio. No entanto, há outros que morrem com isso na alma e jamais se confessam.

 

 

Às vezes me pergunto se o amor é mesmo uma benção, pois se sofre mais por ele do que se não o tivesse. As pessoas que amam estão sempre com o coração na mão: uns porque necessitam confessá-lo, outros, por medo de perdê-lo. Se está nas mãos da outra pessoa a possibilidade de os dois viverem juntos, nem que seja por uns instantes. Será que o coração deveria estar realmente nas mãos ou na boca? Talvez, se ele tivesse na boca já teria se confessado ao outro ser.

 

 

Não é fácil amar, mas sem dúvida é mais difícil ser amado(a). O divertido nesse jogo de amar e ser amado é sobreviver a todos os defeitos que você e seu par têm para ficarem juntos.

 

 

Depois de algum tempo, quando os dois já estiverem namorando, os risos ocuparão o espaço do medo e com isso se percebe quanta tolice em não falar, porque provavelmente se estaria perdendo uma parte muito importante da vida, além do amor que é a certeza de se foi ou não importante tentar vivê-lo.

 

 

Parece um castigo isso que a vida impôs ao ser humano: depender do outro para sobreviver. Já começa pelo fato de nascer, que para tal coisa é necessário duas pessoas. O corpo e a alma necessitam de companhia. Seria mesmo amor ou apenas um sentimento de necessidade pelo alheio que se define assim? Apenas digo que o lado cômico disto é que parece que dependemos de determinada pessoa pra viver, quando na verdade, já estávamos vivos antes de conhecê-la. É um paradoxo impressionante: depende-se e não ao mesmo tempo de alguém. Um em especial ou nada em especial. Apenas uma parceria. Na verdade é o coração que está nas mãos da outra pessoa, que usa isso pra dominar e conquistar o amor de alguém.

 

 

Um amor pode ser tudo ou nada. Vivê-lo só é mais um fenômeno na vida do ser humano. E não vivê-lo, talvez uma catástrofe da natureza. De amor vive o ser humano, mesmo não sendo aquela pessoa que se sonha, mas sendo outra que te fará esquecer um passado que não aconteceu.

 

 

Conheço alguém que não tinha coragem de se confessar pessoalmente, e de um momento de loucura enviou um e-mail contando tudo. Apesar de não estarem juntos, pelo menos está aliviado(a) e pôde seguir seu rumo em busca de outro amor que lhe queira (recordo que não estou te dizendo pra fazer o mesmo, pois é um risco que corre em conseguir ou não).

 

E você, como solucionou este problema em sua vida?

 

 

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criado por DIego Francisco    21:44 — Arquivado em: Amor e Sexo — Tags:, , , , , , , , , , , , , ,

4.1.09

Da Internet à Loucura

Uma das grandes preocupações de muitos pais com os filhos no mundo atual, além de ficarem bastante tempo na rua e que coisas estão fazendo, é o que fazem dentro de casa. Cada vez mais o computador está seduzindo pessoas, tirando-as do mundo e pondo-as em outro mundo, como uma espécie de relação, quase igual a marido e mulher. O que há de tão bom num computador? O que se faz nele? Qual seu benefício e malefício? Tem alguma maneira de arrancar alguém dele? Perguntas como estas necessitam respostas.

 

 

Em primeiro lugar, não é simplesmente um computador que atrai um indivíduo, mas o que lhe dá vida, que é a Internet, possibilitando o contato com pessoas de qualquer parte do mundo. Hoje, o PC se tornou uma ferramenta de trabalho e lazer. Pra muita gente, uma ajuda para economizar tempo, para os preguiçosos, uma desculpa pra continuarem como estão.

 

 

As formas de utilização você já sabe: comprar, vender, pagar contas, conversar, expressar, estudar, etc. Os benefícios são muitos, seus malefícios também. Não vou ficar embromando no texto, porque já tem outros neste blog que explicam isso. No entanto, há um novo contexto, algo que tem deixado muitos pais preocupados: a mania que os filhos têm em ficar o tempo todo na frente de um computador, conversando ou jogando. Cada vez mais, pessoas preferem estar na Internet ao invés de viver uma aventura real. É o irreal ocupando o lugar das coisas práticas ou simples da vida. Uma fuga, pra dizer a verdade. Muitos jovens, principalmente, se sentem melhores estando no mundo virtual, por conseguirem se expressarem mais facilmente com o mundo exterior, libertando sua timidez e satisfazendo o ego. Porém, isso dificulta a sobrevivência no mundo real, como por exemplo, as questões de amor ou simplesmente o viver sem sociedade. Necessita-se disso para o desenvolvimento psicológico.

 

 

Outro grande tormento para os pais são os diversos jogos de Internet, que além de tirar seus filhos da realidade, os iludem também. O pior de tudo é que isso custa muito caro: muitos filhos pedem dinheiro aos pais para comprar tempo num computador ou dinheiro virtual a um “boneco”. Nesses tipos de jogos o indivíduo pode fazer muitas coisas, como por exemplo, comprar um carro (algo que não poderia no mundo real), etc. Seria uma compensação dos sentimentos por tantos fracassos na vida? Talvez. Mas, um perigo maior se oculta nisso: muita gente deixa de viver o real para viver o imaginário, por satisfazer a mente com algo conseguido de modo fácil, pois o que conta é o ego, que é suficiente pra dizer a uma pessoa que ela teve ou não isso ou aquilo, embora não se faça distinção entre uma vitória verdadeira e uma fantasia. É assim que se esconde o problema: por causa disso, muitas pessoas não se importam ou têm vontade de lutar no mundo real, porque o virtual substitui suas emoções e fracassos. Seria loucura ou simplesmente um medo da vida? Se Gasta muito dinheiro assim. Algo já se torna um vício se não for controlado pelos pais.

 

 

Para um filho viciado em Internet, saiba que não será fácil tirá-lo de lá. Tentar proibi-lo poderia ser pior, porque deste modo ele se sentiria mais atraído pela rede, e se não usá-la em casa, provavelmente numa lan-house ou casa de amigos. Não sou nenhum doutor no tema, mas uma das saídas simples seria conversar com ele pouco a pouco, explicando os problemas e perigos de ficar o tempo todo num PC, etc. Inventar passeios e tarefas pra ocupar seu tempo e não deixá-lo na Web é outra opção. Todavia, é bom saber que não deve dizer a ele que está fazendo tais coisas pra tirá-lo de seu vício, pois primeiramente, nenhum viciado reconhece sua mania. Em segundo lugar, seria inútil, pois seria uma guerra declarada, enquanto que essa tem que ser silenciosa. Os pais devem permitir ao filho que continuem usando o PC, mas com moderação. Castigá-lo sem computador seria uma ótima maneira de tirá-lo dele. Talvez fosse importante consultar algum especialista no tema, para saber se é algo temporário ou crônico.

 

 

Muitos pais não compreendem a fascinação de um filho por um computador. Eles precisam saber que no seu tempo não havia esta facilidade. Além disso, o filho está jovem e isso é uma novidade pra ele. Com segurança, eu diria que o PC é o brinquedo de um adulto, assim como um boneco ou bolas de gude, o de uma criança. Muitos adultos ou pessoas com certa idade não se sentem atraídas pelo mundo virtual, simplesmente por falta de tempo, não saberem usar um computador e/ou simplesmente não terem paciência pra aprender a manuseá-lo, enquanto que os jovens conseguem mais facilmente.

 

 

Loucura ou não, a Internet se tornou um meio para o consumo irreal. Ela é capaz de vender, alegria, felicidade, liberdade e fantasia. Loucura não é usá-la para isso, mas sim depender dela pra isso.

 

 

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criado por DIego Francisco    2:00 — Arquivado em: Comunicação — Tags:, , , , , , , , , , , , , ,

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