Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

12.5.09

Uma Guerra com o “EU”

Você faz de tudo pra não ficar a favor nem de gregos e tampouco de troianos, mas não adianta, porque as pessoas querem porque querem que você decida o lado em que está, e aí você fica “entre a cruz e a espada”. Ninguém tem o direito de fazer isso, até porque, hoje se poderia escolher um lado hoje, e amanhã, com a mesma falsa-verdade, mudar. É difícil quando se tenta conviver com gente de diferentes personalidades, pois você só quer estar bem consigo próprio e viver em harmonia com os demais, até porque é o natural das coisas.

 

Infelizmente tem gente que precisa de provas diárias de que é amada, ou então, tenta provar a si mesma, usando os demais, de que o amor que sentem por ela é maior do que o que sentem por alguém específico. Tudo isso numa tentativa frustrante de exibir as qualidades que se tem ou pelo menos se pensa ter. Só que muitas vezes essas coisas boas que se forçam pra mostrar só fazem bem ao próprio indivíduo, não sendo útil aos demais. Por que reconhecer algo que não está em favor de um coletivo? O que há demais em ser bom? Ser bom é o mínimo que alguém precisa, mas buscar melhorar, uma obrigação.

 

Uma pessoa só é devidamente ou “merecidamente” reconhecida quando suas qualidades podem contribuir com outros, podendo assim tirar algum proveito disso, ou então, quando seus defeitos não superam a imagem do bom ser que se tenta mostrar.

 

Assim como o verdadeiro Bonaparte, este pequeno Napoleão “cai de seu cavalo”: quando pensava que poderia ganhar tudo pela força ou pela manipulação, então cria rejeição ao descobrir que tem alguém ou alguma coisa imune a ele, e assim lhe viram às costas. Agora está só, mas continua insistindo no inútil, ao lutar contra moinhos de vento, como Don Quixote, ou feito idiota “dando murros em ponta de faca”.

 

Coisas como voltar atrás (falar isso parece meio redundante ou idiota, mas é preciso pro texto ficar mais compreensível) ou reconhecer um erro são atitudes simples que poderiam consertar tudo ou quase tudo, porém o orgulho que este “Napoleão contemporâneo” (aliás, o mundo está cheio deles) carrega no peito é maior do que se imagina.

 

Indivíduos que possuem comportamento infanto-juvenil ou parecem nunca ter saído de um estado de adolescência agem de tal modo por se sentirem sozinhos, meio que perdidos na vida. Tem um ditado que é certíssimo: “cabeça vazia só faz besteira”. E, é verdade, pois por falta de coisa melhor pra fazer, se tenta ocupar a mente com algo, mesmo que seja perda de tempo.

 

Talvez as pessoas realmente não mudem ou melhorem, no entanto elas preferem usar isso como desculpa pra manterem vivos certos defeitos. Luta-se muito mais contra o próprio “eu” do que com os outros, pois um dia estes se vão de nossas vidas, mas o “eu” não, este nos acompanha até morrermos ou então, aniquila o de mais essencial em nossa alma (lógica) e vive um amor por si próprio com a mesma intensidade que odeia alguém.

 

No fim ninguém chegou a lugar nenhum, ou então, se a vida for piedosa, há ganhado uma grande vitória: mostrar ao indivíduo que ele não é nada, que tudo o que se esconde embaixo de um tapete acumula, e que vai virar pó como todo mundo depois de morrer, e não purpurina.

 

Gostou do texto ou acredita que alguém esteja precisando lê-lo?  Então, envie-o, colocando o endereço do Blog, a categoria e o título do texto.

criado por DIego Francisco    0:26 — Arquivado em: Filosofias e Pensamentos — Tags:, , , , , , , ,

31.1.09

São Sintomas de Amor

Parece que o amor resolveu sacanear o nosso “eu”. É como um parasita. Pra sobreviver precisa habitar outro indivíduo. Ele se aloja no coração e sobe pra cabeça. Vai pro cérebro não como uma solitária que faz tudo para honrar o seu nome, mas justamente pra fazer o contrário: sair da solidão.

 

O amor pode causar febre: faz com que o indivíduo soe de frio e de nervoso. Pra falar a verdade não é uma doença, mas pode trazer várias: depressão, estresse, ansiedade, taquicardia, e um monte de coisas. Para uns e dependendo do momento em que cada pessoa se encontre, esse veneno pode fazer um bem enorme, enquanto que pra outros, só traz problemas.

 

O amor é capaz de fazer com que o ser humano tenha alucinações, por exemplo, fazendo com que se veja beleza onde não há, qualidades onde não existem. Até mesmo enxergar o irreal. É como uma miragem no deserto. Muitas vezes o amor faz com que se entenda o errado, pensando que se trata de amor, quando só é uma simples e inocente amizade. Ou então, quando se pensa que é apenas amizade, no fundo é amor. Inclusive o amor é capaz de muitas vezes, dependendo de seu grau, destruir o sistema imunológico de consciência do hospedeiro (apaixonado), tornando-o vulnerável à solidão, medo e necessidades sexuais.

 

Não existe uma vacina contra os males do amor: raiva, por exemplo. Não é a mesma que um gato ou cachorro pode transmitir, mas seus estragos também podem ser grandes.

 

Amar é um fenômeno que ocorre devido à perda de vários sentidos: visão (não se quer enxergar a realidade ou quem o outro é de fato), audição (não se quer escutar as vozes da experiência e da razão), olfato (não consegue farejar o que pode estar cheirando mal), tato (por não saber distinguir um toque sincero e um malicioso) e por fim, o sexto sentido (intuição. Alguma coisa está nos avisando pra fazer ou não fazer isso ou aquilo, mas não se obedece aos instintos).

 

Amor causa problemas emocionais: faz com que o hospedeiro (apaixonado) fique o tempo todo no mundo da lua, imaginando mil e uma coisas com a outra pessoa; ensina a mentir; faz com que o indivíduo tenha sentimentos que nem sempre lhes são próprios, como a bondade, por exemplo; causa dependência física e psíquica e depois que se o conhece uma vez, se o quer sempre. Seu dependente não consegue mais viver sem.

 

Em excesso, o amor causa loucura. Múltiplos casos fazem nascer dois sinais na cabeça. Uma vez que os tem, não se tira mais. Tem gente que diz até que o amor mata. Outros dizem que o problema de certas pessoas é a falta de um. Apesar de não ter remédio contra ele, é preciso aprender a conviver com isso. Muitas vezes se torna a cura para determinados males emocionais. Também desperta sentimentos de vaidade, fazendo com que o indivíduo sempre esteja de banho tomado, roupas limpas e bonitas, até mesmo novas, perfumado, com sua estima lá no alto, entre outras coisas mais. Enfim, pra quem não gosta de água como gato, acaba se tornando um benefício.

 

Enfim, perdoe o “eu” de cada um, pois este não tem culpa de ter se apaixonado por você. Não foi porque quis, e sim um sintoma de amor. Se você o alimentar, poderá viver por bastante tempo, mas se não o fizer, provavelmente morrerá de tristeza ou de fome.

 

Que o amor também causa medo, todo mundo sabe disso. Medo de não conseguir, e depois que o se tem, de perdê-lo. Se existe um remédio pra não se apaixonar? Não há. Nem sempre o ódio é o melhor antídoto, pois muitas vezes essa ira que se tem dentro de si significa um amor muito maior do que quem diz verdadeiramente amar. É a síndrome do amor não-confesso.

 

O amor é um sentimento que vai e volta, assim como um resfriado. Só que está mais pra um resfriado mal curado do que pra qualquer outra coisa.

 

Também dizem que o amor perdoa. Quem perdoa?: O amor ou o amante? Será que esse perdão é mesmo verdadeiro, de livre e espontânea vontade do indivíduo ou se trata de mais um sentimento alucinógeno, como efeito de uma droga hormonal que percorre o corpo de uma pessoa, provocando tais reações?

 

Será que o amor se trataria de uma mandinga e todo sentimento que uma pessoa sente por outra seria apenas porque alguém lhe pôs um feitiço? Bom, se fosse há muito tempo atrás, essas pessoas muito belas e de forte carisma, que tivesse um dom de Afrodite ou fossem um Dom Juan, provavelmente estariam numa fogueira por crime de sedução, mas hoje, parece que as pessoas gostam quando um ser é muito paquerado. É como se isso lhe instigasse mais a querer a competir e ganhar o que todos querem e só um pode ter.

 

Enquanto não se arranja uma cura contra os males do amor, é preciso saber conviver com ele, não deixando que o supere a razão e nem permitindo que tudo o que parece lógico atrapalhe o coração. É preciso um equilíbrio entre ambos para que se possa viver em harmonia com o próprio “eu”.

 

Gostou do texto ou acredita que alguém esteja precisando lê-lo?  Então, envie-o, colocando o endereço do Blog, a categoria e o título do texto.

criado por DIego Francisco    20:35 — Arquivado em: Amor e Sexo — Tags:, , , , , , , , , , , , ,

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://mundodimais.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.