Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

9.12.08

Feitiço e Castigo

Que loucuras de amor você seria capaz de fazer por alguém que gosta muito? Antes de continuar lendo o texto, pare e pense um pouco sobre isso.

Creio que já foi tempo suficiente para pensar nisso. Agora pense nesta pergunta, antes de continuar a ler: Que coisas teria coragem de fazer para se vingar de um ex-amor? Não precisa de pressa. Pense calmamente.

Que bom que pensou sobre o tema, porque agora estou seguro que poderei começar o texto com mais segurança, pois acredito que você fez uma rápida auto-análise a respeito do seu verdadeiro caráter e sabe melhor que ninguém o que seu coração é capaz de fazer em nome do amor ou de um sentimento que pensa sê-lo.

Muitas pessoas dizem em palavras que são apaixonadas por alguém e que seriam capazes de fazer muitas coisas por um grande amor. Uns dariam o mundo, outros “roubariam o anel de Saturno” para colocá-lo no dedo de seu amor. Há aqueles que ainda sem saber cantar, tentariam oferecer uma serenata, enquanto que uma grande maioria, apenas se sacrificariam “dimais” para agradá-lo.

No entanto, a mesma força que um sentimento conduz o ser humano a praticar loucuras em seu nome, essa move o interior deste ser a lutar por seus prejuízos ou simplesmente vingar-se (é mais popular).
Felizmente ou infelizmente, (ainda não estou certo quanto a isso) existem pessoas de todos os tipos: umas boas, outras quase boas. Umas más e outras quase más. Em geral, ninguém aceita perder alguém de quem gosta muito. Nem homem nem mulher. Muitas vezes o indivíduo se torna um(a) leão(leoa) na tentativa de proteger o que lhe pertence. Talvez essa fosse a prova de amor que um amor esperava de seu par.

Muitas pessoas se vingam por terem perdido um amor. Uns matam o(a) novo(a) parceiro(a), outros matam o amor, por pensar que já que não o terá pra si, que também não será de ninguém. Isso é prova de amor ou de egoísmo?Talvez, uma doença profunda na alma. Tem aquelas pessoas que simplesmente preferem fazer feitiços e tentar trazer de volta o amor. Não se pode obrigar a ninguém a amar ou estar com quem não deseja. Não existe uma maneira de abrir o cérebro de uma pessoa ou o coração e configurá-la para que se ame determinado indivíduo. Não é como configurar um computador para que te obedeça. O ser humano tem livre-arbítrio. Ou quando não obtêm sucesso em suas práticas bruxas, as usam pra destruir a vida do ser “amado”. Que não é tão amado assim!Para tudo o que se faz neste mundo, há um pagamento. Em algum momento a vida vai cobrar a dívida que cada pessoa tem com ela. Para muita gente, o troco se transforma em castigo.

Usar magia negra e outros feitiços simples (simpatias) para conseguir algo que não seja pelo próprio esforço, deveria considerado ser um ato covarde. Não sou ninguém pra julgar a alguém que tenha se aproveitado de um poder maléfico por pensar que estaria fazendo um bem maior.

Percebe-se que o amor não torna ninguém escravo dele, mas a persistência que uma pessoa tem em querer aquilo que já não lhe pertence mais, sim. Cada vez mais, as pessoas que se utilizam das forças ocultas pra conseguir o que não teriam pela própria capacidade ou de um modo natural, se tornam escravas de suas ações. Por isso, quem entra nesse tipo de mundo, não há como sair depois. É como um vício. Por pensar que conseguiu uma vez, supõe-se que conseguirá sempre. O pior de tudo é que as divindades ou demônios que fazem estes tipos de serviços são muito materialistas, pois cobram muito caro pra ajudar a alguém.

Vale a pena se sujar com feitiços apenas pra ter um amor de volta? Mesmo quando você sabe que ele/ela não voltou pra você porque te amava, mas por ter feito algum trabalho pra isso.

Enfim, ninguém vence: nem o feiticeiro nem a vítima. Quase sempre as bruxarias não têm efeito sobre determinadas pessoas, inclusive podendo voltar contra quem as fez. Tem pessoas que possuem algum tipo de proteção espiritual contra isso, por essa razão não é fácil enfeitiçá-las. Muitas vezes o castigo vem em dobro: além de não conseguir o que tanto queria, tendo que agüentar as conseqüências de uma atitude imbecil e desesperada, sofrendo com o castigo de jamais ter de volta seu amor, pode também ter de suportar o ódio que seu antigo amor sente, talvez fruto do “encanto” que desencantou.

Sentimento é algo de momento. Por isso, a vontade que um indivíduo tem em fazer algo com raiva agora, pode mudar depois, assim como o amor que se sente por alguém, que vem e vai e logo depois já vem outro. Sendo assim, não vale a pena perder tempo com o passado, mas lutar por um futuro melhor, porque quando menos se esperar um novo amor bate a tua porta, muitas vezes mais bonito(a), mais rico(a), com uma alma maravilhosa e outros adjetivos que você busca em uma pessoa.


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criado por DIego Francisco    23:20 — Arquivado em: Amor e Sexo — Tags:, , , , , , , , , , , ,

7.12.08

Deuses, anteontem; Santos, ontem; Ninguém, hoje

Sabemos que no passado, quando o homem necessitava sustentar suas crenças, que os deuses reinavam neste mundo. Havia deuses com aparência de animais, outros de pessoas, também “existiam” outros com partes de homens e animais. Todas essas divindades foram adotadas por algum povo, muitas vezes mudando somente seu nome e suas tarefas neste planeta. Para dizer a verdade, um plágio.

Para cada função no mundo se inventava um deus: um para o sol, outro para o mar. Também havia deuses para o amor, música, beleza, arte, viagem, raios, colheita, etc. Para cada fenômeno da natureza, objeto do mundo ou sentimento, um deus.

Na direção contraria existia um povo, os hebreus, que acreditava em um só deus, mas um pra tudo e não um para apenas uma coisa como as demais religiões. Quem tinha razão? Ainda era muito cedo pra dizer.

Enquanto as religiões pagãs e/ou politeístas criavam deuses mais semelhantes com o caráter humano, dando-os qualidades e defeitos iguais aos homens, a religião monoteísta já pensava em um deus puro, que não se perdia nos interesses do homem e que não se vendia ao ego de seus fiéis praticantes, ou seja, um deus mais justo e que pudesse ser um bom exemplo aos seus seguidores.

Afrodite é um bom exemplo de uma deusa criada pelo ser humano: em uma linguagem mais atual seria permitido dizer que ela era uma “homerenga”: teve relações com Hermes, Ares e outros deuses; ao seu lado estava Zeus, o mulherengo do Olimpo: fazia até o impossível pra seduzir uma fêmea: transformou-se em chuva de ouro para Dânae, usou a aparência do marido de Alcmena, confundindo-a. Disfarçou-se em Cisne para Leda, em Touro para Europa, etc. Hera, esposa de Zeus, fora uma deusa muito vingativa, assim como uma mulher que se sente traída por seu homem. Ela odiava seu enteado, Hércules; Apolo também não era comum: desejava Cassandra de Tróia apenas pra ele, mas também tinha Jacinto como seu amante. Na verdade, este deus do sol era bissexual.

Pelo menos os deuses gregos e romanos (plágio) eram dotados de um comportamento totalmente humano: sentiam raiva, amor, inveja, etc. O Zeus grego era o Júpiter romano, assim como a Ártemis grega era a Diana romana, etc.

Os tempos se passaram e uma religião monoteísta ganhava força naquele mundo miserável de escravidão, desde o império egípcio até o romano. Um dia qualquer nasceu das mãos de Pedro e Paulo uma nova concepção religiosa que até hoje tem sob seu controle a fé de vários povos latinos. A religião politeísta estava com uma grave doença. Seus dias estavam contados. Contudo, o ideal de fé mantido desde o passado não ia morrer por completo: simplesmente alguns valores seriam modificados: deus, apenas um, mas ao seu lado estariam os santos pra intervir no mundo dos homens. Os deuses se transformaram em santos, perdendo seus títulos de majestades no mundo antigo, porém mantendo um título de nobreza no coração dos seres humanos.

São Valentim, o santo dos namorados e Santo Antonio, o casamenteiro, ocuparam o lugar de Cupido e Hera, respectivamente. Ares perdeu seu trono para São Jorge e São Miguel, dois guerreiros. São Jorge possui outro nome no Candomblé: Ogum. Esse foi um modo inteligente que os antigos escravos africanos usaram pra continuar a praticar a sua fé, já que só se permitiam cultos a santos católicos.

Há muitas outras mudanças feitas nas religiões ou então mitos semelhantes, como o caso de Buda que convidou 12 animais pra se despedir, formando assim o horóscopo chinês que conhecemos, enquanto que Jesus convidou 12 apóstolos para uma mesma razão; no Hinduísmo, por exemplo, as três principais divindades são Brama (o criador), Vishnu (o conservador) e Shiva (o destruidor), enquanto que na religião cristã apenas um deus é representado através da Santíssima Trindade (Pai, o criador; Filho, o preservador; Espírito Santo, o renovador).

Embora os cultos greco-romanos fossem politeístas e o cristão, monoteísta, uma diferença muito importante entre eles é que no primeiro o pai devorava seus filhos pra não perder o trono, enquanto que no segundo, ambos governam o universo lado a lado como pai e filho. A data de 25 de dezembro foi escolhida como o nascimento de Jesus Cristo pra acabar com as festas em honra ao deus-sol, que era antigamente o mais cultuado, e não porque Ele tivesse nascido naquele dia, pois até hoje não se sabe a data correta.

O tempo não pára de seguir seu caminho. Anteontem, os deuses governavam a mente dos homens, ontem, os santos, mas hoje, todos eles não são ninguém pra muita gente, que renunciou a uma fé plural, optando acreditar em algo mais singular ou único como um só Deus. Cada vez mais, a humanidade está mais perto da verdade, ou então cada vez mais incrédula, porque eram várias divindades, depois se passou pra uma e talvez amanhã, nenhuma.

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criado por DIego Francisco    15:12 — Arquivado em: Espiritualidade — Tags:, , , , , , , , , , , , , ,

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