Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

22.5.09

Luzes da Alma

Às vezes se olha pra determinada pessoa, alguém que aparentemente se conhece, e logo se faz um pré-julgamento. Condena-se um indivíduo apenas pelas coisas que falsamente se entende. Qualquer atitude má de alguém já pode ser um simples motivo pra colocá-lo na forca. “Apesar de nem sempre ser Sábado de Aleluia, as pessoas sempre arranjam uma desculpa pra malharem o Judas”.

 

É incrível como o ser humano cria conceitos tão rápidos e tão errôneos sobre determinadas pessoas, e no fim “quebra a cara”, pois muitas vezes é apenas essa tal pessoa que estende as mãos quando mais se precisa de ajuda. Enfim, o que leva a alguém a criar concepções prévias sobre o outro é o desejo de acreditar que se é mais esperto que os demais e que sempre está certo.

 

Somente quando se estuda a verdadeira história de um indivíduo é que se compreende de fato algumas das razões pelas quais agia de tal modo. O que era esquisito ou meio maluco agora passa a fazer sentido, e o anormal passa a ser visto como uma defesa ou reação da dor que se esteja sentindo, só isso. Descobre-se o humano que há numa pessoa e se percebe que não era tão má o quanto se imaginava.

 

Uma luz se acende na alma daquele que tinha uma péssima visão sobre o outro, porque revê os conceitos e a ter uma melhor ótica ou então, a conhecer o que estava oculto. Mas, uma luz também pode estar acesa para o indivíduo vítima de um mau julgamento, pois a busca pela correção, se for o caso, é o primeiro sinal de progresso.

 

Quando se vê alguém verdadeiramente arrependido por ter cometido alguma má ação, é evidente que uma pequena chama está se acendendo na alma. O desejo de abandonar o vício pelas drogas, álcool, uma vida marginal e sem proveito são mostras disso. Aliás, qualquer sinal de melhoria ou pelo menos uma tentativa sincera reflete exteriormente.

 

Não sei dizer se as pessoas são más por opção ou se algo as força a agir de tal maneira, pois cada um se defende como pode, usando as armas que têm. Muitas vezes quem não se defende se ataca muito mais do que se tivesse pondo pra fora o que sente. Também dizem que ninguém nasce mau, embora seja preciso questionar as causas pra que dois indivíduos em uma mesma família possam agir tão distintamente em relação ao comportamento: um exercendo uma índole ruim e o outro, uma boa, principalmente se fosse para irmãos gêmeos. As práticas de vidas passadas poderiam responder a isso?

 

Tem gente que parece ter nascido iluminada. Já têm outros que buscam em vida a luz. Praticar coisas que parecem ser simples podem ajudar bastante pra tornar um indivíduo melhor. Uma alma de luz é aquela que procura sempre fazer um bem ao próximo, não tem inveja do outro e não é mesquinha também.

 

Bom, eu fico falando e falando de luz e não explico que luz seria essa. Antes de tudo você deveria se perguntar o que entende sobre o tema, ou melhor, o que você como ser humano procura. Não posso afirmar se é algo espiritual ou material. Só o que digo é que em geral as pessoas buscam uma saída, uma solução para os problemas, e até mais do que isso, um jeito de viver melhor com elas mesmas e com os demais. Por isso, a luz que se busca pode ser qualquer coisa que lhes faça bem.

 

Muitas vezes ou quase sempre, se assim preferir, as respostas para certas perguntas estão em nós mesmos, mas preferimos buscá-las longe. É engraçado que quando se trata dos outros acreditamos estar com a razão, mas quando se trata da gente, não nos conformamos com certas coisas que descobrimos, porque talvez seja mais difícil aceitar ou então, parece ser fácil demais. Uma luz já está acesa e mesmo assim não se quer enxergar.

 

A luz pode ser qualquer resposta ou motivação inteligente que sai de um de ser. Pode ser uma palavra, um gesto ou algo que o coloque adiante de si próprio e dos demais.

 

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7.12.08

Deuses, anteontem; Santos, ontem; Ninguém, hoje

Sabemos que no passado, quando o homem necessitava sustentar suas crenças, que os deuses reinavam neste mundo. Havia deuses com aparência de animais, outros de pessoas, também “existiam” outros com partes de homens e animais. Todas essas divindades foram adotadas por algum povo, muitas vezes mudando somente seu nome e suas tarefas neste planeta. Para dizer a verdade, um plágio.

Para cada função no mundo se inventava um deus: um para o sol, outro para o mar. Também havia deuses para o amor, música, beleza, arte, viagem, raios, colheita, etc. Para cada fenômeno da natureza, objeto do mundo ou sentimento, um deus.

Na direção contraria existia um povo, os hebreus, que acreditava em um só deus, mas um pra tudo e não um para apenas uma coisa como as demais religiões. Quem tinha razão? Ainda era muito cedo pra dizer.

Enquanto as religiões pagãs e/ou politeístas criavam deuses mais semelhantes com o caráter humano, dando-os qualidades e defeitos iguais aos homens, a religião monoteísta já pensava em um deus puro, que não se perdia nos interesses do homem e que não se vendia ao ego de seus fiéis praticantes, ou seja, um deus mais justo e que pudesse ser um bom exemplo aos seus seguidores.

Afrodite é um bom exemplo de uma deusa criada pelo ser humano: em uma linguagem mais atual seria permitido dizer que ela era uma “homerenga”: teve relações com Hermes, Ares e outros deuses; ao seu lado estava Zeus, o mulherengo do Olimpo: fazia até o impossível pra seduzir uma fêmea: transformou-se em chuva de ouro para Dânae, usou a aparência do marido de Alcmena, confundindo-a. Disfarçou-se em Cisne para Leda, em Touro para Europa, etc. Hera, esposa de Zeus, fora uma deusa muito vingativa, assim como uma mulher que se sente traída por seu homem. Ela odiava seu enteado, Hércules; Apolo também não era comum: desejava Cassandra de Tróia apenas pra ele, mas também tinha Jacinto como seu amante. Na verdade, este deus do sol era bissexual.

Pelo menos os deuses gregos e romanos (plágio) eram dotados de um comportamento totalmente humano: sentiam raiva, amor, inveja, etc. O Zeus grego era o Júpiter romano, assim como a Ártemis grega era a Diana romana, etc.

Os tempos se passaram e uma religião monoteísta ganhava força naquele mundo miserável de escravidão, desde o império egípcio até o romano. Um dia qualquer nasceu das mãos de Pedro e Paulo uma nova concepção religiosa que até hoje tem sob seu controle a fé de vários povos latinos. A religião politeísta estava com uma grave doença. Seus dias estavam contados. Contudo, o ideal de fé mantido desde o passado não ia morrer por completo: simplesmente alguns valores seriam modificados: deus, apenas um, mas ao seu lado estariam os santos pra intervir no mundo dos homens. Os deuses se transformaram em santos, perdendo seus títulos de majestades no mundo antigo, porém mantendo um título de nobreza no coração dos seres humanos.

São Valentim, o santo dos namorados e Santo Antonio, o casamenteiro, ocuparam o lugar de Cupido e Hera, respectivamente. Ares perdeu seu trono para São Jorge e São Miguel, dois guerreiros. São Jorge possui outro nome no Candomblé: Ogum. Esse foi um modo inteligente que os antigos escravos africanos usaram pra continuar a praticar a sua fé, já que só se permitiam cultos a santos católicos.

Há muitas outras mudanças feitas nas religiões ou então mitos semelhantes, como o caso de Buda que convidou 12 animais pra se despedir, formando assim o horóscopo chinês que conhecemos, enquanto que Jesus convidou 12 apóstolos para uma mesma razão; no Hinduísmo, por exemplo, as três principais divindades são Brama (o criador), Vishnu (o conservador) e Shiva (o destruidor), enquanto que na religião cristã apenas um deus é representado através da Santíssima Trindade (Pai, o criador; Filho, o preservador; Espírito Santo, o renovador).

Embora os cultos greco-romanos fossem politeístas e o cristão, monoteísta, uma diferença muito importante entre eles é que no primeiro o pai devorava seus filhos pra não perder o trono, enquanto que no segundo, ambos governam o universo lado a lado como pai e filho. A data de 25 de dezembro foi escolhida como o nascimento de Jesus Cristo pra acabar com as festas em honra ao deus-sol, que era antigamente o mais cultuado, e não porque Ele tivesse nascido naquele dia, pois até hoje não se sabe a data correta.

O tempo não pára de seguir seu caminho. Anteontem, os deuses governavam a mente dos homens, ontem, os santos, mas hoje, todos eles não são ninguém pra muita gente, que renunciou a uma fé plural, optando acreditar em algo mais singular ou único como um só Deus. Cada vez mais, a humanidade está mais perto da verdade, ou então cada vez mais incrédula, porque eram várias divindades, depois se passou pra uma e talvez amanhã, nenhuma.

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criado por DIego Francisco    15:12 — Arquivado em: Espiritualidade — Tags:, , , , , , , , , , , , , ,

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