Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

30.7.09

Obrigado, Leitores

Novamente, gostaria de agradecer aos Leitores do Mundo DImais, pelas freqüentes visitas. Desta vez, foi pelo Blog ter chegado à marca dos 10 mil acessos em apenas 1 ano e 7 meses.

 

Foi graças às suas visitas que, hoje, Mundo DImais é uma página fácil de ser encontrada em diversos sites de busca do Brasil e do Mundo, inclusive sendo visitada por pessoas de várias partes do mundo.

 

Além do Brasil, os meus textos estão presentes em mais 7 países (Argentina, Chile, Colombia, Espanha, Estados Unidos, Peru, e México, criado esta semana), o que chega a mais de 100 mil acessos aos conteúdos, e graças à Deus vem atraindo leitores que apreciam uma linguagem simples e de fácil compreensão. Se para muitos, os textos não correspondem às semelhanças de pensamento, no mínimo podem oferecer uma dualidade de opiniões, fazendo com que se possa pensar por si próprio, já que é esse o principal objetivo do Blog. Só posso aqui acrescentar (sem vaidade) é que existem textos meus publicados em foros como temas, ou então, eleitos como a melhor resposta, publicados por leitores do Brasil e do México, respectivamente, além dos plágios que rastreio.

 

Espero continuar tendo os seus acessos aqui ou onde eu estiver, “onlinemente”, e que os textos possam conquistar mais e mais gente.

 

Inclusive, gostaria de fazer um agradecimento especial para uma leitora que tenho no Blog do Chile, a Senhora Carmen Trincado, que de vez em quando me cita em algum de seus artigos, sempre fazendo elogios ao meu trabalho, ainda mais agora que devido às mudanças que houve nos blogs do Terra, não tive como acessar mais ao painel de controle de Mundo DImasiado Chile, que era o de maior visita ou repercussão, conseguindo só no primeiro ano de existência 45.127 acessos, e até hoje o Terra de lá ignora as reclamações de muitos usuários que passaram e estão passando o mesmo que eu, nos sendo forçado à criar outro blogs.

 

Você também pode enviar sugestões, tirar dúvidas, reclamar e criticar através de comentários nos textos ou por e-mail. No entanto, ressalto que não tenho o costume de enviar agradecimentos por e-mail, por ser uma forma de evitar receber e passar vírus a outros computadores. Mas, isso não significa que eu seja ingrato com os comentários. Só envio respostas quando for estritamente necessário.

 

Também gostaria de convidá-lo(a) a visitar o meu blog de notícias, Leitura Subjetiva, que veio para contribuir com o mundo da informação. O Blog só tem um mês de existência, mas está caminhando pela diversidade de informação e opinião.

 

Clique aqui para ir até o Leitura Subjetiva.

 

Clique aqui para ver a mensagem da Senhora Carmen no blog dela (obs.: está em Espanhol, mas está de fácil compreensão, mesmo para os leigos).

criado por DIego Francisco    22:04 — Arquivado em: Informações Úteis

26.7.09

Mundo DImasiado Asteca

Estimado(a) Leitor(a),

 

    

 

Depois de quase dois anos tentando, finalmente consegui o Mundo DImasiado no México, já que o site daquele país não permitia criar novos blogs.

 

Pouco a pouco irei adicionando os textos até naquela página.

 

Atenciosamente,

 

DIego Francisco

 

    

http://mundodimasiado.blog.terra.com.mx

 

 

criado por DIego Francisco    22:31 — Arquivado em: Informações Úteis

Como fugir de um chefe tarado?

Não importa o emprego que você esteja, porque as histórias são as mesmas: tem sempre um(a) colega invejoso(a), um chefe tarado e uma funcionária que é amante dele. Um dos problemas cotidianos é como lidar com as cantadas dele: os olhares são intensos, constantes e provocantes. A todo instante determinada mulher é chamada por ele que sempre arranja uma desculpa pra pedir algo, e sempre com um sorriso cínico no rosto. Se ela perceber e não gostar, começa a se sentir incomodada com a situação. Quando ela sai, ele fica admirando o bumbum dela (coisa normal de qualquer homem), no entanto, se olha para atrás, isto era o sinal que ele precisava para continuar insistindo numa relação. Pouco a pouco a intimidade aumenta entre os dois: hoje, um olhar tarado; amanhã, quer saber se ela é casada ou solteira e se tem filhos; e depois, alguns elogios ao corpo e roupas dela. Se inicia uma série de convites para o cinema, shopping e outros lugares. Mais tarde já rolam alguns presentes, como: flores, chocolates e calcinhas vermelhas.

 

Tudo vai depender da reação dela com o chefe: se ela ficar calada pode estar tentando ignorá-lo, por acreditar que ele vai entender que ela não quer nada com ele e vai logo esquecê-la, ou então, que consente os galanteios (já que às vezes o silêncio é uma forma de se dizer sim).

 

Se o chefe for correspondido com um sorriso, isto significa que a partir de tal momento ele pode dar mais um passo. Cada vez mais ele se torna indiscreto ou descarado. Mas, se fizerem uma cara feia ou má, como de alguém que não esteja gostando de algo, isso poderá ser a resposta às tentativas de sedução, dizendo de maneira educada que não se está contente com isso e que ele tem que parar. Os últimos esforços para que ele desista de uma vez por toda dessa idéia fixa em possuir você são: apresentar o marido a ele, porque assim se sentirá envergonhado, ou então, ter uma conversa sincera e aberta, dizendo que não há nenhum interesse nele e que as coisas não podem continuar como estão. Existem casos em que mesmo apresentando o marido, o chefe fica insistindo nas provocações, tornando-se mais sem-vergonha que antes.

 

O que é muito importante já desde o primeiro dia de trabalho é demonstrar seriedade e respeito, não usando roupas provocantes ou inadequadas para alguém que busca ser visto pelas qualidades profissionais. É preciso tratar um chefe como chefe, e não como um amigo qualquer, porque embora ele seja um colega de trabalho, está acima dos demais empregados. É claro que não se deve ser antipático(a), mas um empregado precisa saber a sua condição numa empresa, porque assim mantém uma amizade saudável e também não perde o emprego quando a relação amorosa acabar.

 

Quando se é amante de um chefe, não se trabalha mais como antes, se perde a vontade, porque se acredita que tem mais poder que os demais colegas e que nunca vai ser demitido(a): desta maneira faz com que os outros desconfiem que existe um caso entre os dois, por causa da mudança de comportamento, além dos excessos de intimidade.

 

É preciso compreender que um chefe é um homem como qualquer outro, por isso não se pode condená-lo, mas evitá-lo se não quiser um relacionamento. Talvez ele não esteja interessado numa relação séria, e sim num pouco de aventuras. Quando uma funcionária, principalmente se for nova na empresa, o corresponde, todo o pensamento muda: muitas vezes ele não a vê como uma futura mulher ou noiva, mas uma mulher “fácil” ou puta, que aceita o primeiro homem que se aproxima dela. É muito difícil entender a mente de um homem, pois apesar de estar conseguindo o que tanto queria, não deseja que seja do modo mais simples. Os homens gostam de um pouco de dificuldades e sacrifícios, porque assim se sentem valorizados pelos esforços, e também é uma prova que ela poderia ser a mulher adequada para viver com ele, por não ter cedidva que ela poderia ser a mulher adequada para viver com ele, por nao o queria, nao ezes ele nao r causa da mudança de co logo de cara às paqueras deles.

 

Muitas mulheres ficam entre a cruz e a espada: por um lado nem sempre sabem como agir quando esse tipo de coisa acontece, porque têm medo de estarem enganadas e que na verdade o chefe só queria ser simpático, além de não poderem perder o emprego, e por outro lado sofrem por não contarem ao marido: pois ele poderia ir até a empresa e dar uma surra no patrão, ou então, que o marido iria lhe pedir para abandonar o trabalho. Também tem o problema por não poder contar ao parceiro, já que a mulher acha que por omitir tal fato dele, seja uma forma de engano, ou então, que ele pense que a mulher o trai com o patrão.

 

Se muitos maridos soubessem ouvir as suas mulheres e as ajudassem a lidar com tal situação, tudo seria bem mais simples para os dois. Não haveria mentiras e tampouco receios a respeito das atitudes de uma das partes, porque ganhariam mais confiança e cumplicidade, além de ter um amor para o sexo se teria uma amiga também. Porém, o medo de uma má reação fala mais alto.

 

Não vale à pena mudar de emprego, porque em vários deles vai acontecer a mesma coisa. É necessário sobreviver a isso e manter-se na condição de uma profissional que está em uma empresa para cumprir com as tarefas. Ter um amante no trabalho é um biscate.

 

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criado por DIego Francisco    18:12 — Arquivado em: Profissão e Emprego — Tags:, , , , , , ,

23.7.09

Golpe: um recado pra você

O telefone toca.

 

VOCÊ: _Alô!

 

ALGUÉM: _Bom dia/tarde/noite, quem está falando, por favor?

 

VOCÊ: _Você quer falar com quem?

 

ALGUÉM: _Quem fala?

 

VOCÊ: _Da onde é que fala?

 

ALGUÉM: _Oi, eu sou da(…) e gostaria…

 

VOCÊ: _Não tem ninguém aqui com esse nome não!

 

E desliga o telefone na cara da pessoa.

 

É muito comum ligarem pra casa de alguma pessoa e fazerem este tipo de joguinho. É importante tomar muito cuidado e não dar nenhuma informação. Quem está ligando é que tem que se identificar, e não você que está no seu cantinho, descansando, e ter de se incomodar com essas coisas.

 

Pessoas ligam para outras, passando-se por funcionários de empresas de telefonia, banco ou qualquer outra coisa. Se te ligarem dizendo que o seu telefone está com problemas ou que estão fazendo algum tipo de reparo na linha, e pedirem pra digitar algum código, não o faça, provavelmente é golpe. Ao fazer isso, pode-se, por exemplo, estar criando uma extensão da sua linha (gato), permitindo que marginais escutem tudo o que você fala, lhe estudando, e futuramente podem usar sua intimidade contra você mesmo(a). Nenhuma operadora de telefonia pede ou faz isso. Qualquer problema elas resolvem internamente ou no máximo até o fio do seu aparelho que fica em algum poste.

 

Muitos se passam por atendentes de alguma empresa de telefonia e perguntam se você liga pra determinados lugares e/ou dizem que é necessário atualizar alguns dados. Se são da companhia, então são eles que têm que te dizer se você faz isso ou não, já que tem como ver as suas informações. Não passe nenhum número de documento, exceto se foi você mesmo(a) que ligou para a operadora, porque lá já constam seus dados e eles só querem confirmação, e mesmo assim nunca pedem o número do documento completo, apenas os primeiros números ou os dígitos finais. O mesmo é válido para supostas empresas de cartões de crédito, bancos, financeiras, lojas etc.

 

Também ligam pra você dizendo que é do banco, que consta uma pendência ou que ganhou algum prêmio, mas pra isso precisa fazer um depósito ou qualquer outra coisa. Cuidado, pode ser golpe. Bancos não ligam pra isso ou fazem isso.

 

Se passam por alguma empresa qualquer e te dizem que há um débito em seu nome referente a alguma compra que você tenha feito e não pagou. Mesmo sendo realmente da empresa, peça sempre o número do contrato feito entre você e a loja, para confirmar a informação. Se o número não “bater” é golpe.

 

Também enviam mensagens dizendo que você foi sorteado(a) em uma promoção ou programa de rádio ou TV, mas para resgatar o prêmio é preciso fazer um pagamento irrisório, ou então, que precisa responder, informando seus dados pessoais, tais como: nome completo, identidade, CPF, número do cartão de crédito ou conta bancária etc. A primeira pergunta que você deve se fazer é: Você se inscreveu em algum sorteio? Se não, então não dê atenção e desligue o telefone. Não seja ingênuo(a). Ninguém dá nada de graça a ninguém.

 

Inclusive, enviam e-mail, passando-se por empresas sérias, vendendo produtos, solicitando que você clique em algum anexo ou link, ou então, que você é cliente de algum banco e que o sistema está sendo reformulado, e que para continuar acessando a sua conta online, você precisa baixar um programa de versão atualizada, senão será impossível. Na verdade, são os sites que precisam se adaptar aos navegadores existentes e ao perfil da população, e não você a eles. E, para tornarem tudo mais convincente, até os endereços de e-mail para resposta têm dados semelhantes ou páginas de amostra como a de um site verdadeiro, contendo telefones reais etc. Cuidado, pode ser outro golpe!

 

Ainda aplicam o velho golpe da carochinha: ligam pra você dizendo que seqüestraram algum parente. Colocam algum sem-vergonha fingindo ser tal pessoa (até porque chorando, e no seu nervosismo, os detalhes não são observados, como a voz, por exemplo). E, num ato impensado você grita o nome de fulano. Não faça isso, porque muitas vezes nem se sabe o nome, e você acaba revelando, dando mais uma arma pra ser usada contra você mesmo(a). Te pedem logo dinheiro, ou então que comprem recarga pra celular pré-pago. Você diz que não tem toda a grana que estão pedindo, e então, ameaçam matar a suposta vítima. Tudo isso é só pra te fazer pressão. Nunca te deixam falar com a vítima, porque senão você perceberia que se tratava de uma farsa, pois numa conversa poderia buscar detalhes, como: cor da roupa, objetos pessoais, aparência, fazer certas perguntas que só tal pessoa saberia a resposta, entre outras coisas. A vantagem de ter um identificador de chamadas em casa é que você vê o numero que te ligou e corre atrás nas listas telefônicas ou com algum órgão responsável para a devida localização.

 

Você tem várias opções:

 

1) Desliga e não dá atenção, porque assim desistem de você;

 

2) Finge que acredita e pede um tempo pra arranjar o dinheiro, e nesse meio tempo que você conseguiu, tenta ligar para o familiar;

 

3) Mantém o seu teatro desesperado, e enquanto arranjou tempo, chama a polícia (mesmo com a ameaça feita para não chamar nenhuma autoridade, porque é a primeira recomendação que fazem); ou

 

4) Deixe-se cair no golpe e pague o que te pedem, alimentando ainda mais esse tipo de crime, que já levou muita gente para o hospital pelo susto e um rombo enorme na conta bancária.

 

Uma tática muito comum é enviarem e-mails com o nome do remetente “mim”, “eu” ou algo que te faça pensar que foi você mesmo(a) que as mandou, e lá tem algum link ou anexo pra clicar. Se fizer isso poderá estar liberando algum vírus para o seu computador, e permitindo que vasculhem a sua privacidade e a usem contra você.

 

A esperteza para o mal é tanta, que também mandam cartões virtuais de amor, amizade, feliz aniversário etc., inclusive com dados de pessoas conhecidas. Nunca clique no link para ler o cartão. Na mensagem aparece um código alternativo, caso não consiga ler a mensagem pelo endereço/atalho. Muitos criminosos virtuais usam endereços e/ou nomes de sites idôneos para tais fins. Para tirar a dúvida, vá até o site (não vá por link/atalho, mas você mesmo(a) digitando o endereço da página inicial, procure a parte de cartões, então copie (Control C) o código que consta no seu e-mail e cole (Control V) no site. Se for verdadeiro você lerá a mensagem. Sendo falso dará algum erro, ou que o código está incorreto ou que a mensagem é falsa.

 

Tem sempre algum safado por aí tentando aprontar, ou pelo menos querendo ser mais esperto que você. O que precisa ser feito é prestar sempre atenção e ser humilde, não pensando que isso jamais aconteceria com você, porque o seu ego poderia torná-lo super confiante e lhe distraindo do mundo real.

 

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criado por DIego Francisco    22:39 — Arquivado em: Atualidade — Tags:, , , , , , , ,

21.7.09

Loucos pela América

Já dizia Simão Bolívar(1): “A América é ingovernável e quem tenta, ara(2) o mar”. A frase dele é bem simples de se entender: todos querem dominar o continente, mas ninguém consegue. É incrível a paixão que todos têm por ela, e as loucuras que se faz por isso.

 

Quando os espanhóis souberam da existência do “Novo Continente”(3) (porque este já era habitado), em 1492, foi o início de uma revolução e o despertar de muita inveja e interesse político-econômico: os vizinhos portugueses tascaram logo os olhos, ficando com um pedaço chamado Brasil. Franceses, ingleses e holandeses também seguiram a Oeste em busca de conseguir um pedaço desse chão. Desde então, os conflitos e os desenvolvimentos na área não pararam mais: um expulsando outro, numa luta entre nativos e invasores, além das uniões entre estes rivais para se tornarem independentes de quem os controlavam. De todos os processos de independência com as metrópoles européias, o Brasil é o que tem o caso mais inusitado: a declaração foi feita por um membro da família real. É por isso que não temos a cor vermelha em nossa bandeira. Não precisou derramar sangue, mas tivemos que arranjar muitas “verdinhas” (o que mais tem na bandeira) para pagar pelo reconhecimento de que éramos um país, naquele momento, e não mais uma colônia.

 

As terras que receberam o nome de seu descobridor, Américo Vespúcio, realmente atraíam a todos: pau-brasil, ouro, cana-de-açúcar, entre outras coisas. Cada um que conseguiu explorar um pedaço da América utilizou-a de maneira diferente: enquanto os ingleses transformaram-na em colônia de povoamento, os portugueses, por exemplo, em colônia de exploração, ou seja, só pegavam as riquezas naturais e mais nada. Quando resolveram aproveitar mais as terras, para que ninguém as invadissem, 30 anos depois, foi simplesmente para torná-la uma cadeia a céu aberto, pois numa “terra de ninguém” não se tinha muito pra onde fugir. Veja como é nítida a diferença de pensamento.

 

Desde sempre, o continente tem passado por profundas mudanças: já houve um rompimento claro com as metrópoles européias, ao tornar as colônias independentes, tudo em nome de um “esquerdismo” muito apreciado e verbalizado no século XXI. Os diversos governantes da América se utilizam de memórias e sonhos utópicos para manterem vivos no povo um desejo de liberdade e independência, mas infelizmente, o grande problema de quem gosta de poder é não saber se conformar com o que tem, sempre querendo mais e mais, e claro, governar sozinhos, sem a intromissão de quem lhes deu apoio.

 

Durante muito tempo, a esquerda foi rejeitada e combatida duramente por oposicionistas, porque isso representava um perigo ao império capitalista de muita gente que tinha medo de perder as regalias da desigualdade social, mas hoje, em pleno século XXI, tem sido vista com bons olhos e se disseminando pelo continente, já que a filosofia destra(4) não ofereceu os resultados esperados para uma grande maioria.

 

Os “esquerdistas” estão alcançado o poder, porém para que esse fenômeno pudesse se tornar uma realidade foi preciso aliar-se à direita ou então, adotar uma postura mais rígida na posição socialista. Só que o mais intrigante nisso é que: tem muitos líderes que adotaram uma falsa postura e estão se mostrando mais de direita do que no fundo querem aparentar.

 

Não faltam demonstrações de nações comunistas que atuaram de modo decepcionante - mesmo com os avanços econômicos a todo o custo – no quesito “do povo” mostraram que sua gente não tinha voz alguma para decidir o próprio estilo de vida.

 

Por muito tempo, um fanático administrou sua ilhazinha, resistindo por décadas às sanções externas, porém pagando um preço alto por privar-se dos mais diversos avanços tecnológicos e econômicos.

 

Tem um louco que segue a filosofia de outro louco que, em nome de sua fé e de seu ego, num ideal comum está restringindo cada vez mais os direitos do povo, coibindo a liberdade de imprensa e de expressão, ou seja, roubando a identidade de sua gente. É a mão esquerda mostrando mais habilidade que a da direita.

 

Busca-se uma identidade para o povo “latino”, inclusive nós brasileiros fazemos parte do grupo, embora o termo seja muito mais usado por povos de língua espanhola. Que identidade seria essa? Já começa pelo fato de os idiomas serem heranças do “Velho Continente”(5). A homogeneidade cultural que a América almeja é difícil, pois uma região onde cresceu com a miscigenação e domínio de um povo sobre o outro, as raízes se perderam, ou então tiveram que se adaptar à outras culturas, para não morrerem por completo (não são partes da Teoria da Evolução descrita por Darwin e Lamarck, mas estão bem próximas).

 

É companheiro pra lá, é companheiro pra cá, e nessa amizade toda um está ferrando o outro: primeiro, foi um irmão de luta que em nome do próprio governo tornou pública as empresas do colega, num gesto de invasão ou usurpação; o outro deu um calote. Quem tem irmãos assim não precisam de inimigos!

 

A América, em geral, está enfrentando uma nova era: muitos governantes querem num golpe ou numa consulta popular manterem-se no poder por mais algum tempo ou além do que suas constituições os permitem: um passo para a eternidade. Existem reações de todos os lados: tanto de quem apóia quanto de quem rejeita. Todos querem mandar no continente, mas ninguém jamais consegue, porque não sabem compartilhar a coroa.

 

De todos os lados o continente recebe olhares: tanto de quem está dentro quanto de quem está fora. Marcado por desigualdades econômicas, diversos povos americanos se rendem a oferecer mão-de-obra barata, dependem de tecnologia dos países mais desenvolvidos, e também são atrativos para os aventureiros do mundo do sexo, que não podem buscar estes tipos de serviços em seus respectivos países, já que lá as leis são severas e punem os praticantes.

 

Nesse processo todo existe um paradoxo: enquanto todos seguiam um ideal de direita, migravam para Oeste, com a vinda dos povos colonizadores, de escravos e depois, dos imigrantes. Agora, parece que ocorre o contrário: há uma forte inclinação para a esquerda, mas muitos estão seguindo para o Leste, ou seja, os povos daqui vão rumo à Europa em busca de melhores oportunidades de trabalho.

 

No fundo, as palavras de Simão Bolívar querem dizer muito mais do que se imagina: o fato de o continente ser ingovernável é porque não existe uma só América, e sim várias, cada uma com uma cultura diferente, várias línguas, diversas religiões e direções políticas etc. Não pode haver dois caciques numa mesma tribo. É como se dois presidentes ou reis governassem o mesmo país. Impossível de imaginar!!! Enfim, é possível compreender que se fazem todos os tipos de loucuras pra se governá-la, mas não para torná-la melhor, menos desigual e mais agradável aos que nela habitam.

 

(1) Simão Bolívar foi um general venezuelano, responsável direto ou indireto pela independência de vários países da América Latina no início do século XIX.

 

(2) Arar = “vtd e vti 1 Sulcar a terra com o arado; lavrar. Vtd 2 Sulcar as águas de; navegar. Vint 3 Trabalhar com dificuldade.”

Fonte = Dicionário Michaellis de Língua Portuguesa.

 

(3) Novo Continente ou Novo Mundo é o nome dado ao continente americano.

 

(4) Destra =  “sf A mão direita.”

Fonte = Dicionário Michaellis de Língua Portuguesa.

 

(5) Velho Continente é a Europa.

 

Uma frase para pensar:

 

O consolo para muitos capitalistas é que todos têm a mesma chance de enriquecer, enquanto que para muitos comunistas, ninguém jamais será rico.” (Autor: Diego Francisco; texto: “Capitalismo e Socialismo: Realidade e Utopia).

 

http://mundodimais.blog.terra.com.br/2008/08/03/capitalismo-e-socialismo-realidade-e-utopia/

 

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18.7.09

Cleptopolítica: Um crime sem punição

Segundo o Dicionário de Língua Portuguesa, Michaellis, (já que o mais popular deles infelizmente não oferece consulta grátis de vocábulos pela Internet), a palavra “Cleptomania” significa: “sf Impulso neurótico persistente para o furto, especialmente sem motivo econômico.”, enquanto que “política”: 1 sf Arte ou ciência de governar.” Etc. Isso tudo estou certo de que você já sabia, mas agora vamos fazer uma junção para criarmos outra palavra, vamos unir o inútil ao desagradável: “Cleptopolítica”, um substantivo composto pelas palavras Clepto + Política.

 

O primeiro indício da doença nestes indivíduos já começa por “tirar” o espaço na mídia, obrigando emissoras de rádio e TV a interromperem suas programações para dar espaço a eles. É lógico que a grande maioria das pessoas detesta: a novela vai começar mais tarde, o jogo vai demorar a passar, você só estava esperando o jornal acabar pra poder dormir, entre outras coisas.

 

Primeiro se chama atenção da mídia para poder se ingressar numa vida pública, através do seu inocente e desnecessário voto, e depois, não param mais de atrair os olhares midiáticos: é escândalo daqui, escândalo dali. Nada vira pizza, porque esta dá pra oito, e certamente você não foi convidado pra essa festinha. Tudo está mais pra hot-dog, e quem leva a salsicha como sempre é o povo.

 

É lógico que o indivíduo que sofre de “cleptopolítica” não é culpado dos próprios erros: deve ser tanto dinheiro na frente dele, tantas oportunidades e facilidades, que o enfermo deve se sentir tentado!!! É um tal de usar dinheiro público pra se contratar “gasparzinhos” e “geléias”, que os caça-fantasmas não conseguem dar de conta. No fim só se vê a cara feia do bicho-papão rindo de todo mundo. Pra dizer a verdade, a contratação de assessores políticos também deveria ser feita mediante a um concurso público, para dar chance a todos, mesmo que fosse um cargo temporário!

 

Uma das conseqüências da “cleptopolítica” - além de furtar os bens da nação, de modo inocente, alegando ser um direito que se tem para usar e administrar o patrimônio público como desejar – é roubar a esperança do povo: as pessoas simplesmente não acreditam mais. Muitas votam por obrigação, ao invés de apenas comparecem num colégio eleitoral pra digitarem qualquer número naquela maquininha (ou será que é isso que elas têm feito?) e assinar o bendito nome, ou ao menos carimbar o polegar.

 

Outro problema dessa doença é que são sempre as mesmas pessoas no poder. Jovens e sonhadores políticos nem sempre têm vez, se não tiverem um “bom” padrinho e um ótimo investimento financeiro com publicidade, além de um cargo qualquer pra usar como currículo de vida pública.

 

A política é igual a uma teia de aranha: tudo está interligado. Qualquer movimento em um dos muitos fios o aracnídeo já sabe logo. Sempre com muitos ovos pra deixar alguém no lugar dele ou tomando de conta do que o pertence até a morte (isso se de lá de baixo não continuar manipulando tudo aqui).

 

Teoricamente e com base nesse tipo de patologia, o doente é vítima de si mesmo, porque rouba sem necessidade. É apenas um distúrbio, e já está na natureza dele. Será realmente só isso? Será que neste caso clínico no qual se pode declarar “perdido” o “cleptopolítico” não age como tal pra poder se manter em atividade e financeiramente?

 

Uma coisa não pode deixar de dita: nem todo político é cleptomaníaco, e nem todo cleptomaníaco é político. Apesar de muitos ou todos esses tipos de delinqüentes não serem punidos, só quem paga o “pato” é você, já que, como dizem por aí: “a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco.”

 

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15.7.09

O Ser Humano: Um objeto sem valor

Quanto vale uma pessoa pra você? Depende. Depende do significado que ela tenha na sua vida e do momento que esteja vivendo. Cada pessoa vale aquilo que se sente e se necessita dela. Hoje, pode valer muito, amanhã, pouco ou nada. É você quem decide o quanto os demais são importantes em sua vida.

 

Cada vez mais o homem se desvaloriza com os seus inventos. A princípio, tudo o que se inventa é para o bem dele próprio, assim como as máquinas que foram feitas com a desculpa de melhorar e ajudar nos trabalhos, entretanto, elas estão mais e mais ocupando o lugar dele, porque ao invés de ser um complemento pra tornar tudo mais rápido, fácil e prático, as máquinas estão lhe substituindo. É a criatura contra o criador.

 

Se paga alguém pelo trabalho que exerce. Cada um é valorizado por aquilo que sabe e que pensa. Será que o valor é justo pra se pagar a uma pessoa?

 

Se matam pessoas por dinheiro. Mata-se pra roubar a porcaria de um carro ou qualquer outra coisa, apenas por um instinto que não é animal (porque este só mata pra se defender ou se alimentar), mas de um monstro. Pra este tipo as pessoas não têm nenhum valor, mas para a família delas farão muita falta.

 

Se mata por amor, por medo e por orgulho. Se assassina alguém pelo medo de ser descoberto, mas se faz o mesmo com a alma, porque cada má atitude tira o bom que ainda pode existir nas pessoas.

 

Tem mães que abortam os filhos. Outras abandonam os bebês numa lata de lixo qualquer ou em outro lugar que só Deus sabe. Você acredita que essa mãe ainda tem alma ou esta já foi roubada há muito?

 

Em certos lugares do mundo os pais vendem os filhos por dinheiro, apenas pra tentarem sobreviver. O ser humano passa a ser um produto para os demais. Se escravizam pessoas, se rouba a individualidade delas, lhes tiram a vida, a liberdade, seus valores, a alegria de viver, a fé em Deus e na vida. Se seqüestra o prazer e o direito à felicidade. Enfim, rouba-se a existência.

 

Muita gente vende o próprio corpo como forma de trabalho. Outros pagam e pensam que o estão comprando, quando na verdade só se paga por uns falsos momentos de prazer, já que quem se oferece não está contente por ter de fazer isso, pois a cada minuto o indivíduo sente que está se perdendo e junto se vão o orgulho e a dignidade, e também os sonhos.

 

Se propõem a buscar soluções para as enfermidades do ser humano. Inventam-se vacinas e outras curas. Criam-se maneiras de vencer os obstáculos da natureza, por exemplo, o problema que muitas mulheres têm por não poderem engravidar. Tudo o que for feito realmente para o bem das pessoas precisa ser compreendido e respeitado.

 

Às vezes se paga muito caro pra salvar a vida de alguém, mas viver neste mundo de consumismo é muito mais.

 

Depois de algum tempo, brincando de ser um deus, o homem inventou a clonagem, um modo artificial de criar vida. Agora, parece que descobriram um jeito de se fabricar espermatozóides apenas com um pedaço de pele. Cada vez menos os homens estão se tornando importantes no processo de reprodução. Tudo se faz e se manipula. Você acredita que estes seres possuem uma alma ou acha que são simples matérias orgânicas vivas, assim como as plantas e/ou animais?

 

Não se pode criar um ser invencível. Todo mundo precisa ter fraquezas, para não se voltar contra a sociedade, pois tudo precisa ter um tempo limite ou uma data de validade. É a lei da evolução universal. Nada pode ser pra sempre. Pense se fossemos obrigados a viver com uma mesma pessoa eternamente, por exemplo, alguém que você odeia do fundo da alma, ou então tivesse que suportar um louco, um assassino ou alguém bastante perigoso!

 

Infelizmente, o homem está inventando certas coisas com a desculpa de conseguir mais segurança e para vencer os outros seres que representam um perigo. Porém o mais perigoso de todos é aquele que inventa coisas que amanhã poderão se voltar contra ele próprio.

 

A maioria das coisas que o ser humano tem feito, boas ou más, foram desenvolvidas porque o ego temporário falava mais alto do que a consciência sobre o certo e o errado.

 

Quanto vale um ser humano? Será que este ainda possui uma alma? O único motivo para o homem dominar o mundo no qual vive é porque tem o que os outros seres da natureza não possuem: razão. Mas, prefere perder a coroa que herdou desde a sua criação ao dar lugar a tudo que ele mesmo criou, tornando-se um simples objeto sem valor diante da vida e dele próprio.

 

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13.7.09

Aids: Uma doença intencional

Antigamente, diziam que a Aids era uma doença de homossexuais e prostitutas. Com o tempo este conceito foi mudando, porque os casos mais comuns de contágio são de pessoas casadas, heterossexualmente falando.

 

Todo mundo sabe que se pega HIV por transfusão de sangue (caso o doador esteja contaminado) ou por relações sexuais. Sendo uma enfermidade de gays, lésbicas e putas, por assim dizer, como é que tem tanta gente que não faz parte destes grupos, que contraíram o vírus?: Pergunte pra muitos maridos que “pulavam a cerca” sem camisinha e depois contaminavam as mulheres em casa, que passavam o dia trabalhando, e por confiar neles não tinha medo de fazer sexo sem proteção!

 

Ninguém pode dizer que a Aids mata, porque é mentira, pois ninguém morre disso. O HIV simplesmente inibe a ação do sistema imunológico do indivíduo, permitindo que se morra de uma pneumonia, tuberculose ou qualquer outra coisa. Portanto, pode sim dizer que morreu com Aids, e não dela. É a única doença que tira o corpo fora quando a acusam, ou seja, é cínica!

 

Das coisas mais simples as pessoas têm medo: beijo no rosto, abraço, aperto de mão. Somente coisas que não contagiam ninguém. Se fosse por isso, todos já estariam doentes, a começar pelo médico que cuida desse tipo de pacientes. Quer ver uma coisa impressionante? São os mosquitos: Eles picam um, outro e mais outro, e não passa o vírus pra ninguém. Realmente surpreende.

 

É possível sim pegar o HIV, se houver contato direto com o sangue do doente, através de uma ferida ou outra coisa. O ser humano tem receio ou discriminação de ficar doente pelas coisas simples acima ditas, mas não tem de outros: alegam fazer sexo com preservativo. O ato sexual consumado sim, mas, e o oral e as preliminares são com camisinha também ou não?

 

Tem gente que passa uma vida inteira sem saber que é portadora do vírus, e vive normalmente, de repente, no dia que descobre, morre da noite para o dia, do nada. Há outras pessoas que sabem da doença, se tratam e vivem por muitos e muitos anos como se nada tivesse acontecido. Tem uma vida normal.

 

Tem pessoas que por não saber que possui o vírus – até porque dependendo do organismo de cada um pode levar meses ou anos pra acusar no sangue – continuam “pulando de galho em galho” e fazendo novas vítimas. Nesse caso ambos são parcialmente inocentes, pois há nisso uma meia culpa por não terem se protegido com preservativos, porque hoje em dia não se pode confiar totalmente em ninguém. Às vezes, a cabeça de baixo fala mais alto do que a de cima!

 

Só que existe um caso que é desconcertante ou difícil de entender: tem gente que mesmo sabendo que possui Aids continua aprontando por aí, como se nada tivesse acontecido, e pior, não informa para o(a) parceiro(a) antes do ato que é portadora do vírus (pelo menos por desencargo de consciência). Tem pessoas que mesmo consciente do problema, continuam tendo filhos, que já vêm com o vírus. Veja a irresponsabilidade, porque muitas vezes a criança cresce sem ter total noção do que é um vírus HIV, e pode acabar passando isso pra outros parceiros, até porque se pensa que só quem tem isso é quem já fez sexo, e não que se nasce com isso, pois não há um cartaz escrito na cara de que se é doente.

 

Recentemente vi um caso na mídia que me chamou muita atenção: o de um travesti que morreu portando o HIV. Segundo jornais, ele já estava contaminado desde 2006, ou seja, morreu em 2009, e mesmo assim continuou fazendo programas/sexo, contagiando outras pessoas. Que safadeza! Não queria morrer sozinho, e sim levando uma turma com ele. Imagine: como devem estar as pessoas que tiveram relações com ele? Muito apreensivos por sinal!

 

Apesar de ser difícil ficar sem sexo, práticas como estas de modo intencional são consideradas crimes em diversos países. Tem cônjuges que depois que descobrem que são portadores de HIV contaminam propositalmente o outro.

 

Quando se vê uma pessoa secar rapidamente, se diz logo que deve estar com Aids. Muitas vezes nem é isso, poderia ser um regime ou também um tratamento contra outro tipo de doença, como um câncer, uma tuberculose etc. Já se criou um estereótipo de que emagrecer demais é porque é portador do HIV.

 

É complicado dizer o que um portador do vírus sente ao saber que está doente: mas é possível pelo menos imaginar que se sente solitário, discriminado, porque muitos o abandonam quando mais precisa de apoio/ajuda, às vezes se é demitido do trabalho sem justa causa etc. Certamente a pessoa deve desejar a morte por achar que o mundo dela acabou.

 

Bom, apesar de ainda não ter uma cura para o vírus HIV, já existe tratamento bastante eficaz contra a doença. O negócio é rezar pra que um dia seja encontrada. Mas, até lá, continue transando com camisinha, independente de acreditar na fidelidade cônjuge ou de sua religião (você conta para o padre/pastor o quê faz, como faz e com quem na cama? Então…), porque todos são passíveis de erros e de tentações. E, embora todos digam já conhecer os cuidados, por que os casos de HIV continuam aumentando?

 

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11.7.09

Não: Uma Palavrinha que Muita Gente Odeia

Não: uma palavra que significa negação, o contrário de “sim” etc. É muito engraçado: as pessoas adoram dizer “não” aos demais, mas odeiam escutá-la. Por quê?: Geralmente, o ser humano não suporta ser contrariado em algo que esteja querendo. Parece que todo o universo tem que ficar à sua disposição, pronto pra servi-lo quando for necessário. As pessoas precisam aprender que o mundo não gira em torno delas, mas elas que têm que saber acompanhá-lo pra não se perderem nos caminhos da vida.

 

É muito mais fácil dizer “não” para as pessoas, para a vida, e principalmente a si próprio. Costuma-se dizer “não” para o amor, pra família, os amigos e a tudo que nos ama e/ou nos convida ao melhor. Quando o ser humano vai aprender a dizer “sim” às oportunidades? Às vezes, o medo de tentar algo novo ou se dar uma outra chance o distancia de qualquer mudança no futuro.

 

“Sim” e “não” são dos paradoxos impressionantes: tem momentos em que se diz “sim” para alguma coisa, mas é possível mudar de opinião a qualquer momento e então, dizer “não”.

 

Nem sempre o “não” tem um mau significado. Dependendo do contexto, poderá ter um bom sentido. Exemplo: Você me ama?: “Não” (mau); Você me abandonaria por outra pessoa?: “Não” (bom).

 

Infelizmente, existem pessoas que dizem “sim” para as cosas erradas, por exemplo, aos vícios, à criminalidade, aos prazeres errôneos e a tudo o que não tem nenhuma utilidade para o indivíduo e/ou sociedade. Elas fazem tudo ao contrário. Ainda não aprenderam a distinguir quando responder a cada coisa no momento adequado.

 

Desde criança se aprende a fazer chantagem como forma de impor a alguém a fazer o que se deseja. Elas choram, são cheias de frescuras e fingem muito bem. Elas, sim, são verdadeiras artistas, sabem derramar lágrimas sem precisar daquele líquido que se coloca nos olhos pra isso, muito usado em novelas.

 

Também se usam outras táticas pra fazer alguém mudar a forma de pensar. Às vezes pela força, outras, pelo poder de convicção. Um sábio conquista o outro através de palavras inteligentes, já o tolo, pela força ou uso de um mau caráter.

 

Muitas mulheres, pra conseguirem certas coisas dos maridos, se aproveitam quando estão na cama com eles pra pedirem o que desejam, porque se pedissem em outro momento, talvez escutasse um “não”.

 

Acima de tudo, o mais importante do que ganhar um “sim” ou “não”, é fazer com que a outra pessoa nos faça algo por gosto, e não porque se quer desse jeito, pois se ela não estiver se sentido bem por te ajudar, ela vai criar inúmeros obstáculos pra te provar que ela tem razão e você, não. Quando se conquista alguém, tudo está perfeito.

 

Você quer que todos te ajudem e te digam “sim”. Mas, e você, faz o mesmo pelos demais? Porque eles também são seres humanos, têm sonhos como qualquer um e lutam pela felicidade, assim como você! É ajudando que se é ajudado. Já diziam os filósofos.

 

Você não tem que dizer “sim” ou “não” pra tudo. O mais importante é saber o momento certo pra dizer cada coisa, porque sempre dependerá da situação e do rumo dos acontecimentos. Às vezes se ajuda muito mais dizendo “não” do que mostrando um sorriso falso no rosto e permitir que certas coisas aconteçam.

 

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4.7.09

Os Negócios do Amor – Capítulo 1

Os românticos costumam dizer que o amor é um sentimento divino, gratuito e um dom do ser humano. É o que existe de mais belo na alma ou que faz aparentar uma beleza diante de tantas coisas feias que o indivíduo esconde em seus pensamentos. Dizem também que o amor é um direito de todos e por isso, ninguém é capaz de impedi-lo, somente para tirá-lo para si próprio, através da paixão de uma pessoa por outra.

 

Não é o que sempre se vê por aí. A história conta e continua contando que, existem várias sociedades que não vêem o amor como um sentimento involuntário, mas como algo a ser conquistado com o tempo. Dependendo do ponto de vista, se pode estar certo, no entanto, a paixão que uma pessoa é capaz de sentir por outra não vem da vontade de querer ou não se apaixonar por esta ou aquela pessoa, mas de um sentimento misterioso de admiração por quem nem sempre se conhece ou se compreende. É por isso que se chama amor: se ama até as coisas mais feias que um ser faz, porque este feitiço induz a ver beleza onde não há ou somente se compreende que é algo normal do ser humano e que não tem como mudar isso.

 

Como eu disse, nem todas as sociedades encaram o amor da maneira escrita acima, mas sim como um negócio ou um acordo comercial, ou seja, do mesmo modo como se compra e vende uma mercadoria. Parece mentira o que digo, mas também uma crítica, apesar de eu não ter nada a ver com isso. Muitos também não apreciam a maneira como o seu povo encara o comércio do amor, mas se alguém criticar este tipo de sistema estará desafiando um tigre que não permite que o seu estilo de vida seja questionado.

 

Também não é meu objetivo ficar citando que povos transformam o casamento numa prestação de serviço ou em um produto de benefícios materiais, até porque, é preciso respeitar o direito pelo qual cada um escolhe e segue a vida. Existem famílias que já escolhem o amor de seus filhos, antes mesmo de nascerem, tentando escrever a história antes que o destino o faça, ou então, quando são ainda pequenos e por isso, não têm poder pra dizer “sim” ou “não” a respeito das decisões que vão alegrar mais os pais do que a eles mesmos.

 

Não há como mandar no coração. É ele quem comanda as atitudes de um homem e uma mulher. Porém, estes tipos de povos acreditam que o amor vem com o tempo, sendo possível adquiri-lo depois do casamento.

 

Mas, por que o matrimônio se torna um negócio? A razão é muito simples, embora eu não devesse questionar e apenas respeitar e tentar entendê-la: o fato da família da noiva oferecer um dote ao pai do noivo deveria ser considerado um negócio muito lucrativo: é o pai pagando pra um homem se casar com a filha dele, como se quisesse se livrar logo dela, ou então, que ela não é capaz de conseguir um noivo pelas qualidades que possui. O pior de tudo é que a mulher está pagando pra ser empregada do marido! É o que parece, embora existam outros motivos, como as heranças culturais. E, se depois do casamento o marido decidisse matar a mulher ou tramar uma traição pra ela, somente pra se livrar dela, sem devolver o dinheiro que ganhou por causa do negócio?

 

Qualquer família deseja que seu filho ou filha se case com alguém de bom caráter, que saiba amá-lo(a) e respeitá-lo(a). Para os filhos, os pais querem que eles tenham uma mulher que saiba cozinhar e arrumar a casa, enquanto que para as filhas, eles querem que elas consigam um marido que possa dá-las tudo o que precisarem, como conforto e bem-estar social.

 

Mas, como dizer “não” às regras impostas a essas sociedades por sua própria gente, caso alguém decida não aceitar quem os pais escolheram para uma vida inteira? É certo dizer que esta pessoa será considerada uma rebelde, uma pecadora e muitos outros nomes ruins, simplesmente por querer traçar o próprio caminho, ao invés de seguir o mesmo que os demais, como uma manada de elefantes o de qualquer outro animal que anda em grupo. Talvez, isso seja uma das razões para que várias mulheres tentem cometer suicídio, já que os pais não conseguiram convencê-las durante a juventude a aceitar um destino que não foi escrito pelas mãos de Deus e tampouco pelas próprias, mas pelas letras e leis dos homens que teriam todas as chances de mudar uma realidade para melhor.

 

Esses tipos de acordos comerciais já existiam desde que o homem descobriu uma forma de ganhar mais dinheiro ou manter o que tem, com os casamentos inventados para não dividir a herança de uma família com outra, ou no caso de algum príncipe, rei ou outro nobre que precise herdar um reino ou continuar no que já tinha. A história nos conta isso claramente, como por exemplo, a união entre Cleópatra (rainha do Egito) e o irmão dela, com um único propósito: concentrar nas mãos o poder de sua dinastia. Este foi um caso que eu pude recordar, porque a história está cheia disso.

 

O mais surpreendente nessas histórias de amor por uma coroa é o fato de os nobres se casarem muito cedo, com idade aproximada entre 12 a 15 anos, como é o caso da rainha egípcia ou de Carlota Joaquina (princesa da Espanha entre os séculos XVIII e XIX) que foi obrigada a se casar aos 10 anos de idade com o príncipe português, João VI, tendo sua juventude roubada com os deveres de uma vida adulta.

 

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