25.6.09
Uma Fogueira sem São João
Ontem, 24 de junho, foi o Dia de São João pelas tradições católicas. Mas qual deles?: O João Batista, que batizou Jesus ou o que faz parte de um dos quatro evangelhos? Bom, segundo alguns sites na Internet, é o primeiro, mas isso pouco importa, até porque cada vez menos as pessoas estão religiosas mesmo! Embora seja um dia santo e comemorado em muitos lugares, só é mais uma desculpa pra beber batidas, quentão e outras coisas regadas a muito álcool. Apesar de não ser uma festa dionisíaca, é capaz de deixar muita gente bêbada.
As festas de São João se tornaram muito populares, por causa das roupas típicas usadas pelos celebrantes: os homens/meninos, um chapéu de palha, um bigodinho postiço, uma blusa xadrez e uma calça jeans com alguns remendos costurados. Enquanto que as mulheres/meninas, vestidos coloridos, cabelos com trancinhas e umas pintinhas no rosto. Bom, só gostaria de pedir desculpas pelo engano que acabei de cometer ao descrever estas roupagens, porque o São João simplesmente mudou: aquelas roupas simples do passado já era!!! Agora parece um verdadeiro carnaval. Às vezes quando assisto pela TV alguma festa junina, fico me perguntando se o carnaval mudou de data. Mas tudo bem, é melhor deixar quieto. As pessoas só estão se modernizando um pouco!
Nas festas juninas também é muito comum acender fogueiras, dançarem quadrilha em volta daquele fogo que queima umas batatas doces e castanhas. E, claro, o balãozinho jamais poderia ser esquecido. Embora caia do céu pode provocar um verdadeiro inferno. Se as pessoas soubessem realmente o perigo que representa soltar um balão, jamais soltariam. Muitas casas já foram destruídas e muita gente já morreu por causa de um ato tão irresponsável.
Bom, quadrilha é o que não falta! Não somente no São João, mas em diversas partes deste país. E, cada uma mais acesa que a outra. Tem quadrilhas que andam armadas pra protegerem o território conquistado (melhor dizendo, o feudo), mas estas já são renegadas pela lei, mesmo. Mas, a pior de todas é aquela que não andam armadas, usando o poder que possuem como ameaça e certas leis e privilégios como escudo.
O maior problema não é estas quadrilhas existirem ou não, e sim, o povo que se queixa delas lhes darem apoio. Na marginalidade, direta ou indiretamente, o simples ato de comprar drogas mantém esse negócio um ramo muito próspero. Na política, o seu voto. Ambas as quadrilhas incendeiam este país, mas cada uma ao seu modo, e todos se queimam com isso, menos as quadrilhas, mas parece que ninguém consegue reagir a isso. Pamonha é o que não falta! Dizem que quem brinca com fogo faz xixi na cama. Bom, de uma coisa estou certo, nenhuma dessas quadrilhas é de São João!
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criado por DIego Francisco
22:58 — Arquivado em: 






