Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

31.1.09

São Sintomas de Amor

Parece que o amor resolveu sacanear o nosso “eu”. É como um parasita. Pra sobreviver precisa habitar outro indivíduo. Ele se aloja no coração e sobe pra cabeça. Vai pro cérebro não como uma solitária que faz tudo para honrar o seu nome, mas justamente pra fazer o contrário: sair da solidão.

 

O amor pode causar febre: faz com que o indivíduo soe de frio e de nervoso. Pra falar a verdade não é uma doença, mas pode trazer várias: depressão, estresse, ansiedade, taquicardia, e um monte de coisas. Para uns e dependendo do momento em que cada pessoa se encontre, esse veneno pode fazer um bem enorme, enquanto que pra outros, só traz problemas.

 

O amor é capaz de fazer com que o ser humano tenha alucinações, por exemplo, fazendo com que se veja beleza onde não há, qualidades onde não existem. Até mesmo enxergar o irreal. É como uma miragem no deserto. Muitas vezes o amor faz com que se entenda o errado, pensando que se trata de amor, quando só é uma simples e inocente amizade. Ou então, quando se pensa que é apenas amizade, no fundo é amor. Inclusive o amor é capaz de muitas vezes, dependendo de seu grau, destruir o sistema imunológico de consciência do hospedeiro (apaixonado), tornando-o vulnerável à solidão, medo e necessidades sexuais.

 

Não existe uma vacina contra os males do amor: raiva, por exemplo. Não é a mesma que um gato ou cachorro pode transmitir, mas seus estragos também podem ser grandes.

 

Amar é um fenômeno que ocorre devido à perda de vários sentidos: visão (não se quer enxergar a realidade ou quem o outro é de fato), audição (não se quer escutar as vozes da experiência e da razão), olfato (não consegue farejar o que pode estar cheirando mal), tato (por não saber distinguir um toque sincero e um malicioso) e por fim, o sexto sentido (intuição. Alguma coisa está nos avisando pra fazer ou não fazer isso ou aquilo, mas não se obedece aos instintos).

 

Amor causa problemas emocionais: faz com que o hospedeiro (apaixonado) fique o tempo todo no mundo da lua, imaginando mil e uma coisas com a outra pessoa; ensina a mentir; faz com que o indivíduo tenha sentimentos que nem sempre lhes são próprios, como a bondade, por exemplo; causa dependência física e psíquica e depois que se o conhece uma vez, se o quer sempre. Seu dependente não consegue mais viver sem.

 

Em excesso, o amor causa loucura. Múltiplos casos fazem nascer dois sinais na cabeça. Uma vez que os tem, não se tira mais. Tem gente que diz até que o amor mata. Outros dizem que o problema de certas pessoas é a falta de um. Apesar de não ter remédio contra ele, é preciso aprender a conviver com isso. Muitas vezes se torna a cura para determinados males emocionais. Também desperta sentimentos de vaidade, fazendo com que o indivíduo sempre esteja de banho tomado, roupas limpas e bonitas, até mesmo novas, perfumado, com sua estima lá no alto, entre outras coisas mais. Enfim, pra quem não gosta de água como gato, acaba se tornando um benefício.

 

Enfim, perdoe o “eu” de cada um, pois este não tem culpa de ter se apaixonado por você. Não foi porque quis, e sim um sintoma de amor. Se você o alimentar, poderá viver por bastante tempo, mas se não o fizer, provavelmente morrerá de tristeza ou de fome.

 

Que o amor também causa medo, todo mundo sabe disso. Medo de não conseguir, e depois que o se tem, de perdê-lo. Se existe um remédio pra não se apaixonar? Não há. Nem sempre o ódio é o melhor antídoto, pois muitas vezes essa ira que se tem dentro de si significa um amor muito maior do que quem diz verdadeiramente amar. É a síndrome do amor não-confesso.

 

O amor é um sentimento que vai e volta, assim como um resfriado. Só que está mais pra um resfriado mal curado do que pra qualquer outra coisa.

 

Também dizem que o amor perdoa. Quem perdoa?: O amor ou o amante? Será que esse perdão é mesmo verdadeiro, de livre e espontânea vontade do indivíduo ou se trata de mais um sentimento alucinógeno, como efeito de uma droga hormonal que percorre o corpo de uma pessoa, provocando tais reações?

 

Será que o amor se trataria de uma mandinga e todo sentimento que uma pessoa sente por outra seria apenas porque alguém lhe pôs um feitiço? Bom, se fosse há muito tempo atrás, essas pessoas muito belas e de forte carisma, que tivesse um dom de Afrodite ou fossem um Dom Juan, provavelmente estariam numa fogueira por crime de sedução, mas hoje, parece que as pessoas gostam quando um ser é muito paquerado. É como se isso lhe instigasse mais a querer a competir e ganhar o que todos querem e só um pode ter.

 

Enquanto não se arranja uma cura contra os males do amor, é preciso saber conviver com ele, não deixando que o supere a razão e nem permitindo que tudo o que parece lógico atrapalhe o coração. É preciso um equilíbrio entre ambos para que se possa viver em harmonia com o próprio “eu”.

 

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23.1.09

Zoocomparação

Durante toda a minha vida, aprendi que o homem é um ser racional, o que não deixa de ser um animal. Diferente de todos os demais, porque é capaz de pensar, falar e escolher o que deseja fazer, optando pelo sim ou não fazer alguma coisa, agindo por instinto ou razão. Já os outros animais não têm essa liberdade em agir pela razão, mas sua razão de agir como tal é por causa de seu instinto em se defender, e nada mais.

 

O tempo todo se reforça a idéia de que o homem é rei neste mundo, e não o leão, porque domina os outros animais. Será que consegue dominar a si mesmo?

 

É impressionante como o ser humano vive dizendo que é racional, pra cada vez mais se distanciar do simples reino animal, por acreditar ser diferente ou simplesmente pelo fato de possuir uma alma. Em contrapartida, se aproxima cada vez mais dos animais, agindo por instinto, com brutalidade e/ou se comparando a eles.

 

Sabe-se  que piranha é aquele peixe que vive em água doce, que anda em grupo e quando pega seu alimento, só deixa o osso. Chama-se determinadas mulheres de “piranha” também. Este apelido é por causa do que podem fazer com as carteiras de seus machos. Bom, pelo menos as piranhas que conheço vivem fora d’água.

 

Tem muita mulher que é uma leoa ou uma tigreza na cama. Seria pelo fato de ser ardente ou defender seu macho das outras?

 

Comparam-se muitas mulheres a uma “galinha”. Elas não têm pena de ninguém e apesar de  não botarem ovos, adoram chocá-los.

 

Muitos homens são chamados de “galos”. Alguns por serem brigões, outros por serem rapidíssimos da cama, que mal encosta já saem. Talvez seja por isso que é casado com uma galinha, que precisa ficar “ciscando” em tudo quanto é galo pra compensar o que não consegue ter em casa.

 

Costuma-se chamar certas pessoas do sexo masculino de “veado”. Será que é em comparação aos “veados”? Será que é pelo fato de serem presas fáceis de leões, tigres e outras feras selvagens e ficar sempre fugindo pra não serem comidos? Os “veados” que têm por aí não fugiriam.

 

Muitos homens peludos são comparados a ursos. Só por que têm pelos? Os animais têm pelos ou penas pra se protegerem das diferentes temperaturas.

 

Sua mulher parece uma vaca? E você a come assim mesmo? Na Índia a religião proíbe que se a coma.

 

O homem quando leva um chifre da esposa ou da namorada é chamado de “boi”. Só por ter cornos? Vários animais os têm, como o bode, búfalo, entre outros.

 

Tem bichos que se parecem com seus donos ou é o contrário? Tem gente que anda na rua com seu cachorro que é idêntica a ele? Seria pai e filho? Ou mais uma questão pra Darwin e Lamarck, pela questão da adaptação ao ambiente pelo qual vivem?

 

Muitos homens são chamados de “cachorros” por suas mulheres. Será que é pelo fato de estarem sempre no cio e cruzarem com qualquer uma ou por serem safados mesmo? Já tem mulheres que são chamadas de “cadelas” por seus homens. Provavelmente por serem safadas, principalmente na cama ou por latirem muito, não sei ao certo.

 

Certas pessoas são chamadas de “porcas”, porque não possuem hábitos higiênicos e gostam de viver na sujeira, assim como o porco. Porcos vivem na lama por causa da umidade e não por falta de higiene.

 

As pessoas te chamam de “burro” ou de “mula”? Por quê? Você carrega peso o tempo todo?

 

Tem gente que é tão gorda que parece com uma baleia. Só por isso? Tem tantos bichos gordos como o elefante e o hipopótamo. Mas logo uma baleia? Será que pelo menos a pessoa sabe nadar?

 

Já tem gente que é chamado de “cavalo”. Uns por ficarem dando coices nos outros, agindo com ignorância, outros porque tem algo do tamanho de um cavalo.

 

Além de o indivíduo ser chamado por bichos, também os carrega em si. Os homens têm “passarinho”,  “pinto”, “cobra”, etc. As mulheres, “perereca”, “barata”, “aranha”, “periquita”, etc.

 

Tem gente que é comparada a uma “cobra”. Será que pelo que possui ou por ser venenosa como uma?

 

Já tem pessoas que falam feito papagaio. E olha que papagaio diz o que não deve!

 

Você conhece alguma “lesma” ou “tartaruga”? Lesma e tartaruga são meio que lesadas. A lesma, por ser uma “anta”, “burra”, fica parada e não se mexe, não reage. A tartaruga, por ser devagar em tudo. Mas em algumas coisas a tartaruga é bem rapidinha!

 

Enfim, o tempo passa e o homem continua criando apelidos, alguns nada carinhosos para definirem os outros e se zoocomparando. Ainda bem que a metempsicose só se trata de uma teoria do Egito Antigo e de outras religiões pagãs.

 

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20.1.09

Momento Inspiração

Comecei a escrever este texto à 01:34 da manhã e só voltei pra cá depois das 16 horas, horário do Brasil. Estou aqui no meu computador tentando continuá-lo. Não quero falar de amor nem sexo, tampouco de problemas de família ou redigir um texto filosófico. Hoje quero fazer algo diferente, que possa estar mais presente na vida do leitor. No entanto, não sei o tema que vou usar. Às vezes a idéia foge à mente, outras vezes a tenho, mas não sinto vontade em escrever. Acredito que isto também acontece com você, não?

 

Há momentos em que escrevemos por puro prazer, outros por uma simples obrigação. Quando se está na escola, por exemplo, e a professora pede ao aluno que escreva um texto sobre determinado assunto ou então qualquer coisa que ele queira, há momentos em que começá-lo se torna difícil.

 

Também estou na mesma situação. Não na escola, mas no meu blog, porque meus leitores (pelo menos aqueles que sempre me acessam ou gostam dos meus posts) têm sede de leitura ou de conhecimento e eu necessito saciá-los. Como? Primeiramente, para o indivíduo que tem que escrever algo já determinado por alguém, tem que pensar sobre o tema, os prós e os contras, seus benefícios e malefícios, soluções, uma visão crítica a respeito do tema, etc.

 

Uma dica muito importante para ser um bom escritor é não ficar repetindo as mesmas palavras em parágrafos próximos, cada um destes com o mesmo número de linhas ou aproximados, podendo ser um pouco maior ou menor que o outro, para uma boa aparência e leveza. Se tiver a oportunidade de fazer um rascunho, será melhor, pois assim poderá ler e corrigir os erros antes de entregar seu trabalho.

 

Se o texto for sobre qualquer coisa que queira, então pense em alguma coisa que lhe faça sentir bem e/ou que realmente sabe, porque terá que argumentá-la, mostrando conhecimento e opinião de modo objetivo ou subjetivo.

 

Aqui eu escolhi falar sobre a falta de idéia que me ocorre às vezes, por estar pensando em certos problemas que me incomodam. Quando temos uma missão, devemos estar prontos pra ela. Não podemos ocupar nossa mente com lembranças que nos fazem desviar de nosso verdadeiro objetivo. Usei meu próprio problema como solução e por isso decidi fazer este texto.

 

Há momentos em que recordar o passado ou ver um filme, por exemplo, nos ajudam a pensar, a arrumar nossa mente, pois ela é como um quarto, e cada coisa deve ficar no seu devido lugar para que saibamos onde está quando a procurarmos. Uma mente desarrumada significa confusões ao ser humano: no amor, trabalho, estudos, família, amigos, etc.

 

Muitos dos males que acontecem a alguém são porque sua cabeça estava bagunçada, ou seja, não estava pronta pra enfrentar um desafio preparado pela vida. Várias fraquezas que uma pessoa tem são por isso, como os vícios, alguns tipos de enfermidades psicológicas, depressão, etc.

 

Uma boa saída pra superar um problema é pensar naquilo que te faz se sentir vivo(a), que tem importância em sua vida. Você precisa buscar seu momento inspiração, o que te dá força pra continuar vivendo ou lutando. Quando encontrar isso, terá muito mais que ouro nas mãos. Provavelmente estará mais perto de uma sabedoria ou vencendo seus medos. É por isso que vemos diariamente pessoas que sofrem muito mais que a gente e mesmo assim são exemplos aos demais, porque encontraram o motor de sua sobrevivência que possivelmente é um amor, um filho, mãe ou pai, um ideal que não podemos questionar ou então o orgulho que se tem em mostrar aos outros que se é mais forte do que se havia imaginado e que aquele ser que todos consideravam fraco se tornou um herói pra si mesmo.

 

Não somos simplesmente uma máquina que não tem descanso. Temos que repousar em alguns instantes, refletir e armazenar energia para continuarmos na luta diária. Parar um pouco pra trabalhar depois não é vergonha ou derrota, mas cuidado a nós mesmos. Rezar, meditar, ouvir música, estar com outras pessoas, rir um pouquinho nos ajudam a recarregar. Amanhã, quando estiver melhor, vai estar inspirado novamente pra viver e agir. Eu busco inspiração na vida, nas coisas que acontecem e naquelas que poderiam ou não ter acontecido. Também me inspiro no caráter das pessoas e em tudo que sei ou gostaria de saber, pra escrever e sobreviver. E você, onde encontra seu momento inspiração?

 

Tem pessoas que dizem que queriam ser como eu, e eu lhes digo que não queiram isso, e que elas precisam ser apenas elas mesmas, porque ninguém é perfeito, inclusive eu. Apenas supero as críticas ao meu respeito em relação ao meu modo de pensar e também de escrever, porque às vezes parece difícil ser compreendido gramaticalmente ou no sentido metafórico. Sobretudo, não desisto de mim mesmo e é isso que você deveria fazer também.

 

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17.1.09

Só em Novela Mesmo!

Há muito tempo atrás, na época em que meus muitos tataravôs já “pulavam a cerca”, existiam as novelas. Claro que não como as de hoje, mas um tipo de enredo que poderia receber tal título. Homens e mulheres ofereciam suas vozes às rádios para dar vida aos personagens, mas bem antes disso já se tinham novelas, só que em jornais. A cada publicação, um novo capítulo. Temas como amor, faroeste, entre outros, enredavam a trama e faziam jovens mulheres sonharem com seus príncipes encantados. Só um pra cada, é claro!

 

Inventaram a câmera e desde então, o universo ficcional nunca mais foi o mesmo. As teledramaturgias cada vez mais perfeitas ou pelo menos mais reais. Uma cópia da realidade ou esta copia a novela como moda?

 

O teatro e a arte da imitação já vem desde a Grécia Antiga. Os gregos usavam máscaras para representar as feições humanas. Hoje em dia as fazemos muito bem, não só em novela, mas principalmente na vida real. Dons artísticos que nasceram conosco? Talvez. É mais fácil que isso seja uma proteção que usamos contra os demais e inclusive a nós mesmos. Finge-se gostar de alguém, estar contente com alguma coisa. Na cama então, isso é muito comum pra determinadas pessoas! Finge-se até estar feliz com a felicidade do outro. É engraçado que pra mostrar o mal não há fingimentos. O ser humano é simplesmente ele próprio.

 

Histórias românticas tipo Romeu e Julieta ainda abrandam o coração de muita gente. Mostra-se gente de classes diferentes, lutando pra resistir a um amor proibido, criado pelo preconceito e rivalidade das famílias. Tem também a pobre que sofre e sofre com as maldades da sogra e as traições do marido e no final fica rica. É o vilão que fica bonzinho no último capítulo. São os personagens que se casam com que o público gostaria. São todos vivendo felizes pra sempre, menos o vilão, caso tenha sido muito odiado, é claro, mas seu ajudante sempre se arrepende. É o mordomo que sempre é culpado por alguma coisa. É a comida de novela, que até nisso é diferente da vida real. Até a mesa do pobre é bonita (como se pobre arrumasse a mesa com frutas, sucos, café, chocolate quente, pães, queijos etc., para um café da manhã. O pobre deve dar graças a Deus se tiver seu pãozinho com margarina. E também não come na mesa não, mas sim no sofá, vendo televisão. Muitas vezes o seu café dá lugar a um copo de refrigerante). E, por aí vai…

 

É bem verdade que novela também é modismo. Os nomes de certos personagens ganham vida no mundo real. É um tal de gente colocar o mesmo nome nos filhos que não dá pra contar. Pra quem não os têm, então no cachorro ou no gato. A prática do “novelismo” não fica só no nome não. Vai de roupas até gírias. É o público realmente incorporando o irreal.

 

Acredita-se que as novelas retratam o mundo, de ontem até hoje. Será que tudo realmente é mostrado, mesmo estando cada vez mais críticas e de cunho social? Até onde sei ou pelo menos vejo, não conheço nenhum vilão que tenha se tornado bonzinho. Talvez porque ainda não chegou o último capítulo de sua novela. Só o que percebo é um monte de falsos-arrependidos que quando estão na pior, forçam-se em mostrar que agora são do bem (pelo menos até o juiz dizer “inocente”).

 

Pobre ficar rico por ter herdado um bem do pai, tio ou avô? “Isso não o pertence”, já que sua família também se encontra nessa mesma classe. Só o que vejo é que o pobre continua cada vez mais pobre (parece refrão de música, mas isso sai completamente da ficção). Certamente o rico fica cada vez mais rico. Quer ver um exemplo?: Imagine um indivíduo qualquer, com pouco grau de estudos (pra não dizer analfabeto, porque parece feio), pobre, num empreguinho ganhando uma m… de dinheiro, morando numa favelinha perigosa, e ninguém faz nada pra ajudá-lo. Mas, de repente, amanhã essa pessoa se torna um fenômeno na moda, futebol, música, televisão ou o que quer que seja, e as portas se abrem pra ele(a). Agora que teria dinheiro pra comprar o que quisesse, simplesmente não o gasta, porque ganha tudo. Tem gente que paga pra determinada personalidade ficar usando roupas, calçados, automóveis, só pra poder ficar exibindo a sua marca e tê-lo(a) como referência aos demais consumidores. É por isso que eu acredito naquele ditado que diz que o dinheiro atrai dinheiro. Nesse caso os opostos não se atraem.

 

De certo modo as novelas são cópias fiéis não só de uma determinada realidade, mas do que se gostaria que fosse. As novelas podem manifestar muito mais o íntimo de um indivíduo (neste caso o público) do que um real rumo para certos fatos.

 

Só em certas histórias é que se escuta um personagem dizer que está procurando alguém que tenha um bom coração. Até dói ouvir isso. Na realidade tudo é bem diferente. É mais fácil que se tente encontrar alguém que tenha uma boa casa, um bom carro, uma boa conta bancária e até mesmo um bom corpo. Mas um bom coração, não dá mesmo! Desculpe aos leitores que se sentirem ofendidos, mas isso é muito meloso pro meu gosto refinado.

 

No entanto, há uma coisa que a teledramaturgia reproduziu perfeitamente: pessoas sem experiência e/ou bom nível de escolaridade, e que apenas possuem carisma, exercendo cargos políticos. Quanto ao resto, só em novela mesmo!

 

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criado por DIego Francisco    22:15 — Arquivado em: Comunicação — Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , ,

15.1.09

Pela Paz

Desde sempre a história nos mostra que o mundo foi feito por guerras, muitas guerras. O homem, um animal que lutava pela sobrevivência, conseguiu seu espaço no mundo, se tornando o rei neste planeta. Incontáveis guerras foram criadas por alguma razão: resistência a um amor proibido, inveja, crescimento político e pessoa, alimentar o ego, etc. Infelizmente, a maior desculpa que o ser humano inventou pra guerrear é que só através das batalhas que se consegue a paz.

Muitos indivíduos lutam por amor, enquanto que outros por amor não lutam. A guerra está desde o ambiente doméstico até o global. Embora as confusões tenham boas razões, evitá-las seria uma ótima idéia.

Infelizmente não é fácil se evitar uma guerra, no entanto ela perde sua razão, quando pessoas inocentes morrem por algo que não participavam. Não importa o lado em que se esteja, porque não há vencedor. Ambos perdem. É um pai que se vai e não tem mais a chance de ver seu filho crescer, tampouco os netos. É uma esposa viúva que sofre com a perda de um amor e de quem lhe trazia o sustento. É toda uma sociedade que chora, porque não pôde mudar o rumo das coisas.

2009 acabou de começar. Há menos de 30 dias. Gostaria que fosse tranqüilo, pois ainda estamos iludidos com as festas de Natal e Ano Novo, porque a esperança por um mundo melhor renasceu em nós. Porém, não é isto que está acontecendo: todo dia, quando chego em casa, depois de um longo dia de trabalho, e ligo a TV, dói ouvir a notícia de que centenas e/ou milhares de pessoas foram mortas numa guerra, como a que acontece atualmente na Faixa de Gaza, por exemplo.

Uma leitora amiga, Ana Lecea, do meu blog Universo DImasiado, na Argentina, me convidou a pôr uma bandeira branca com a palavra “PAZ” na porta da minha casa e no blog, não importa o idioma, pois apesar de ser escrita de várias maneiras, seu significado é único. Colocar uma bandeira é também uma forma de dizer, participar e expressar-se diante dos últimos fatos. Para outros, escrever um artigo sobre o tema é um modo de falar o que se sente, já que nossas vozes são silenciosas.

Muita gente quer fazer algo pra ajudar e não sabe como. Talvez rezar pela alma das vítimas e para que tudo isso se acabe, seja uma boa idéia.

Gostaria de dizer também que NÃO estou te pedindo que ponha uma bandeira, escreva ou qualquer coisa que seja. Apenas estou cumprindo um pedido que me foi feito, que é passar o convite. Quero ressaltar que os blogs DImais (Português/Brasil) e DImasiado (Castellano/Argentina, Colômbia, Chile, Espanha, Estados Unidos e Peru) NÃO são políticos. Simplesmente eu falo de tema atuais, já que meu slogan é “Uma Realidade Mais Perto de Você!”. Só aceitei escrever isso, porque vejo que isto não fere a honra ou a dignidade de ninguém. Também não estou dizendo se vou ou não por uma bandeira, porque estou certo de que existem outros modos de se expressar.

Até a próxima ou até que a paz volte!

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criado por DIego Francisco    23:24 — Arquivado em: Atualidade — Tags:, , ,

11.1.09

Homens de Vênus e Mulheres de Marte – Capítulo 1

        Dizem que os homens são de Marte e as mulheres, de Vênus. Serão todos mesmo? Ao que parece, criou-se um mito que em torno disso e talvez agora precise ser quebrado.

 

        A visão antropológica do passado mostra ainda o homem como um ser ativo, guerreiro e provedor de bens e necessidades básicas à sua família, enquanto que a mulher, uma aliada do marido (pra não dizer passiva), protetora e conservadora do lar e administradora dos recursos que o esposo leva pra dentro de casa. Se fosse até o ano de “mil novecentos e antigamente”, diria que esta visão estava correta, mas hoje, em pleno século XXI, não.

 

        Em muitas sociedades, os valores se invertem: homens realizam tarefas femininas e mulheres cumprem funções que antes eram apenas do sexo masculino. Hoje em dia, tem homens que cozinham, cuidam da casa e das crianças, enquanto as esposas trabalham. Tem homens que costuram (sempre teve), fazem faxina e tantas outras coisas mais. Muitas mulheres exercem atividades como mecânicos, pedreiros, etc. E, isso não tira a honra de ninguém. Aliás, pra dizer a verdade, tem homens que realizam “coisas de mulheres”, melhores que elas, e vice-versa.

 

        Em sociedades ocidentais, homens e mulheres competem de igual pra igual, inclusive com respeito ao matrimônio. Ambos cônjuges ajudam em casa. Não se tem mais aquela visão passiva do passado em que apenas um deve trabalhar, já que os dois lutam diariamente para terem uma vida melhor.

 

        Antes de continuar o texto, é preciso definir os conceitos de Marte e Vênus. Neste caso, como sou educado, primeiro as damas:

 

        Vênus é a deusa do amor e da beleza na mitologia romana. A Afrodite grega.

 

        Marte é o deus da guerra na mitologia romana. O Ares grego.

 

        Pode-se perceber que a visão que se tem ou pelo menos se tinha da mulher é a da fragilidade, da subordinação ao seu homem. A mãe, a mulher ciumenta e invejosa que lutava por seu amor.

 

        Enquanto que a visão que se tem ou se fazia com respeito ao homem é a de um guerreiro enérgico, forte, de chefe de família, do cara que precisava ser agradado a todo custo.

 

        Bom, talvez estes conceitos estejam mudando. Pelo menos é o que se percebe atualmente. Se observarmos ao redor, tem mulheres muito mais ativas que homens, ou pelo menos que seus maridos. São elas que dão as ordens, inclusive neles. São elas que brigam quando chegam em casa tarde e/ou bêbados, e muitos destes sequer reagem. Muitas, além de trabalharem fora, cumprem suas tarefas domésticas. Dois empregos pra dizer a verdade. Enquanto que muitos maridos, apenas um, e quando o tem, pois em diversos casos são sustentados pelas esposas. Desempregados? Talvez. Cafetões? Não sei. Isso é algo que precisa ser ainda definido. Mas, com essa aparente igualdade entre ambos, é preciso pensar se essa visão antiquada de homem ser de Marte e mulher, de Vênus, se são ou não ainda válida. Pelo menos para muitas pessoas, isso continua válido.

 

        Quem é o guerreiro na verdade? O homem ou a mulher? Já tem homem que recebe até pensão de esposa quando se separam (algo jamais imaginado ou aceito no passado).

 

        É lógico que a muitos homens essa visão antropológica ainda se aplica. Mas, não a todos. Se vive num paradoxo por estarmos num mundo plural, no qual não há mais regras pré-estabelecidas de comportamento para homens e mulheres, onde o muito se é permitido, apesar de não ser aceito ou compreendido pelos demais.

 

        Levando em consideração que, o que de fato define um homem e uma mulher é o órgão sexual que possui e não seu caráter, como ficaria a questão se fosse em um casal homo? Parece que eu sempre gosto de jogar esse tema nos textos. Talvez seja verdade ou talvez não. Apenas aproveito a oportunidade, já que devo abordar todos os pontos de vista para manter ao máximo uma visão menos subjetiva possível (o que é difícil, por se tratar do “Mundo DImais”, meu mundo).

       

        Como em qualquer casal, tanto faz hétero ou homo, sempre haverá um mais ativo e outro mais ativo. Em um casal “normal”, pode ser o homem o ser ativo, mas também pode ser a “mulher”. Nunca os dois num mesmo relacionamento. Em um casal homo não seria diferente. Tem sempre um mais afeminado e o outro com jeito mais machão. Por aí se percebe quem gosta ou leva jeito pra mandar.

 

        Alguns homens são de Vênus, outros de Marte. Assim, como algumas mulheres que são de Marte e outras, de Vênus. Mas, será que estes conceitos são novos ou sempre existiram e a humanidade nunca percebeu isso? Talvez, isso seja resultado da liberdade de expressão permitida no mundo atual.

 

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7.1.09

Duelo Entre o Igual e o Diferente

            Numa sociedade tão plural como a de hoje, parece que a busca pelo igual é constante. As pessoas querem ser como as outras, embora sempre haja alguma que se destaque. Tudo está padronizado: comportamento, leis, regras, pensamentos, valores, etc.

           

            Alguns preferem ser diferentes, chamarem a atenção, etc. e tal. Muitas vezes esse diferencial é visto como esquisitice ou qualquer coisa do gênero. Apenas poucos reconhecem que o “anormal” é legal, enquanto que uma grande maioria simplesmente tem medo de tentar o novo, e por isso discriminam qualquer atitude inovadora. Talvez por parecer muita ousadia. O diferente passa a ser rejeitado. É como uma maçã podre numa cesta, que estraga o resto.

           

            Tem gente que busca destaque na solidão, por seguir um caminho às vezes bastante árduo, por não receberem o apoio dos demais que vêem isso como um erro ou não compreendem aonde o indivíduo quer chegar.

 

            Muitas vezes o igual é apenas uma visão adotada socialmente. Embora muito se reclame, pouco se o faz para mudar isso. Em todos os âmbitos encontramos isso, e ser igual é regra. Ser diferente, uma fuga. Talvez seja isso que faça com que as coisas sejam vistas com um olhar especial, porém crítico. Enfim, o que não é igual, muitas vezes não é tão diferente, sendo apenas semelhante.

 

            Tem gente que passa uma vida inteira, tentando ser como os outros, enquanto que muitos querem apenas brilhar um pouquinho diante dos demais. Mas, como, se são todos iguais? Pra isso precisaria ser diferente. Se todas as estrelas tivessem o mesmo brilho, seriam apenas objetos que piscam no espaço entre tantos outros. É necessário que uma pisque mais que as outras ou esteja em um ponto estratégico. O sol, por exemplo, é uma estrela. Ao que se sabe, só existe um astro-rei no céu. Embora tenha luz-própria, se destaca por ser diferente dos outros astros-irmãos, não permitindo que se enxergue as outras estrelas, apesar de continuarem no céu. Do mesmo modo é o diferente, que ocupa um lugar um pouco acima dos outros, ou pelo menos é mais visto.

 

            Tem gente que se destaca no trabalho. Tem também aqueles que o fazem nos estudos. Tem quem se destaque com o sexo oposto, por exemplo. Alguns conseguem chamar atenção com as roupas que usam, enquanto que outros, com a falta delas. Cada um ao seu modo consegue atrair um olhar de admiração ou crítica dos demais. É como uma espécie de imã. Agora, se isso é sorte não sei. Se também está escrito nas estrelas ou nas linhas do destino do indivíduo, não sei. Ao menos se sabe que cada um recebeu da vida, ou de quem quer que seja, uma ferramenta pra se defender e vencer no mundo material. Tudo é uma herança da vida: inteligência, beleza, habilidade, praticidade, astúcia, força, etc.

 

            No fundo não há ninguém melhor que o outro. Apenas diferente. No máximo uma contrabalança entre qualidades e defeitos, nada mais. Se há um juiz pra julgar isso? Todos somos. Há quem condene e quem livre um ser em um julgamento. Somos ao mesmo tempo vítimas e réus do cotidiano. Para um perdedor, culpados, por termos ocupado um lugar que era “dele”. Para os vencedores, também culpados, só que de um modo distinto, porque conseguiram derrotar os “vilões”. Embora estes se sintam vítimas.

 

            Na verdade, cada um busca algo que o torne “melhor” diante das outras pessoas em seu meio. E, ser igual, muitas vezes é só uma maneira de se enquadrar em determinado grupo, pois é engraçada essa coisa de lei de atração que os demais tanto prezam: no amor e nas amizades encontrarem alguém que tenha as mesmas opiniões e atitudes. Será que isso realmente dá certo? Não dizem que os opostos se atraem? Será que o igual em algum momento não entra em conflito? Imagine duas pilhas colocadas na mesma direção em um brinquedo. Quem sabe se o ser humano optasse pelo distinto sua vida não fosse mais fácil?!

 

            Apenas algumas coisas são diferentes na vida: nós e tudo o que nos pertence. Nossa dor, por exemplo, é pior do que a dos outros. Nossas coisas são melhores que a dos demais. Em direção contrária, as coisas das outras pessoas são piores que as nossas. E, embora se tente ser diferente, sempre se age igual a todo mundo, pois todos querem o mesmo. E, ser igual a todo mundo é ser diferente, pois poucos o querem. Uma maioria procura se destacar na multidão, para que sua voz não seja apenas mais uma, porém a que comanda as demais.

 

            Talvez ser diferente não signifique ser pior ou melhor. Mas, pode ser bom se houver algum lucro com isso. No entanto, ninguém vence, apenas se adapta a estes conceitos.

 

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5.1.09

Com o Coração na Mão

Se existe algo que incomoda muito a respeito do amor é essa coisa de mantê-lo em silêncio. Não importa se trata de um homem ou uma mulher, porque o sentimento é o mesmo e todos somos seres humanos. Por que silêncio? Pelo simples fato de não conseguir dizer o que sente para outra pessoa. É muito chato saber que alguém que você gosta está contigo diariamente, por exemplo, e ainda assim os dois se comportam como dois estranhos. Mesmo quando ele/ela sabe disso. Se a outra pessoa gosta de você também e sabe do seu interesse por ela, por que não te ajuda, para que não se sinta tão carregado com esse sentimento? Talvez, por pensar que seja um engano. Mas, tem um tipo raro de gente que quando sabe que alguém está gostando dele(a), evita contato, continuando sozinho(a). Amorfobia?

 

 

O pior de tudo é o medo que se tem em contar isso pra tal pessoa, por pensar que vai ouvir um “não”, “que já tem outro amor”, etc. Esse medo qualquer pessoa o tem, mas é necessário, porque o máximo que vai escutar é um “não”, que é muito melhor do que ficar em dúvida, quando já poderia estar buscando outro indivíduo que te queira.

 

 

Um modo discreto de se demonstrar um sentimento sem sentir vergonha é fazer com que a outra pessoa perceba isso pouco a pouco. As mensagens subliminares são muito úteis nesses momentos. Uma olhada diferente, morder os lábios, perguntar se ele/ela está namorando, oferecer ajuda em todos os momentos, cumprimentar aquela pessoa sempre, etc. O melhor destas mensagens silenciosas é que se o outro indivíduo tiver uma má interpretação a seu respeito, tudo não se passou de um engano, porque olhar alguém de modo diferente poderia ser admiração ou então, dizer que estava se lembrando de outra coisa. Morder os lábios poderia ser somente uma mania que tem ou porque a boca estava seca. E, oferecer ajuda, porque você gosta de ajudar o próximo. Apenas isso. Kkkkkkkkkk.

 

 

No fundo, todos ficam com o coração na mão até conseguir dizer para o outro ser o que quer de verdade. Alguns o dizem em um beijo surpresa, outros com aquelas conversas de sempre. Um tipo louco é o que bebe e se aproveita do álcool pra contar, porque não teria coragem de fazê-lo quando sóbrio. No entanto, há outros que morrem com isso na alma e jamais se confessam.

 

 

Às vezes me pergunto se o amor é mesmo uma benção, pois se sofre mais por ele do que se não o tivesse. As pessoas que amam estão sempre com o coração na mão: uns porque necessitam confessá-lo, outros, por medo de perdê-lo. Se está nas mãos da outra pessoa a possibilidade de os dois viverem juntos, nem que seja por uns instantes. Será que o coração deveria estar realmente nas mãos ou na boca? Talvez, se ele tivesse na boca já teria se confessado ao outro ser.

 

 

Não é fácil amar, mas sem dúvida é mais difícil ser amado(a). O divertido nesse jogo de amar e ser amado é sobreviver a todos os defeitos que você e seu par têm para ficarem juntos.

 

 

Depois de algum tempo, quando os dois já estiverem namorando, os risos ocuparão o espaço do medo e com isso se percebe quanta tolice em não falar, porque provavelmente se estaria perdendo uma parte muito importante da vida, além do amor que é a certeza de se foi ou não importante tentar vivê-lo.

 

 

Parece um castigo isso que a vida impôs ao ser humano: depender do outro para sobreviver. Já começa pelo fato de nascer, que para tal coisa é necessário duas pessoas. O corpo e a alma necessitam de companhia. Seria mesmo amor ou apenas um sentimento de necessidade pelo alheio que se define assim? Apenas digo que o lado cômico disto é que parece que dependemos de determinada pessoa pra viver, quando na verdade, já estávamos vivos antes de conhecê-la. É um paradoxo impressionante: depende-se e não ao mesmo tempo de alguém. Um em especial ou nada em especial. Apenas uma parceria. Na verdade é o coração que está nas mãos da outra pessoa, que usa isso pra dominar e conquistar o amor de alguém.

 

 

Um amor pode ser tudo ou nada. Vivê-lo só é mais um fenômeno na vida do ser humano. E não vivê-lo, talvez uma catástrofe da natureza. De amor vive o ser humano, mesmo não sendo aquela pessoa que se sonha, mas sendo outra que te fará esquecer um passado que não aconteceu.

 

 

Conheço alguém que não tinha coragem de se confessar pessoalmente, e de um momento de loucura enviou um e-mail contando tudo. Apesar de não estarem juntos, pelo menos está aliviado(a) e pôde seguir seu rumo em busca de outro amor que lhe queira (recordo que não estou te dizendo pra fazer o mesmo, pois é um risco que corre em conseguir ou não).

 

E você, como solucionou este problema em sua vida?

 

 

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4.1.09

Da Internet à Loucura

Uma das grandes preocupações de muitos pais com os filhos no mundo atual, além de ficarem bastante tempo na rua e que coisas estão fazendo, é o que fazem dentro de casa. Cada vez mais o computador está seduzindo pessoas, tirando-as do mundo e pondo-as em outro mundo, como uma espécie de relação, quase igual a marido e mulher. O que há de tão bom num computador? O que se faz nele? Qual seu benefício e malefício? Tem alguma maneira de arrancar alguém dele? Perguntas como estas necessitam respostas.

 

 

Em primeiro lugar, não é simplesmente um computador que atrai um indivíduo, mas o que lhe dá vida, que é a Internet, possibilitando o contato com pessoas de qualquer parte do mundo. Hoje, o PC se tornou uma ferramenta de trabalho e lazer. Pra muita gente, uma ajuda para economizar tempo, para os preguiçosos, uma desculpa pra continuarem como estão.

 

 

As formas de utilização você já sabe: comprar, vender, pagar contas, conversar, expressar, estudar, etc. Os benefícios são muitos, seus malefícios também. Não vou ficar embromando no texto, porque já tem outros neste blog que explicam isso. No entanto, há um novo contexto, algo que tem deixado muitos pais preocupados: a mania que os filhos têm em ficar o tempo todo na frente de um computador, conversando ou jogando. Cada vez mais, pessoas preferem estar na Internet ao invés de viver uma aventura real. É o irreal ocupando o lugar das coisas práticas ou simples da vida. Uma fuga, pra dizer a verdade. Muitos jovens, principalmente, se sentem melhores estando no mundo virtual, por conseguirem se expressarem mais facilmente com o mundo exterior, libertando sua timidez e satisfazendo o ego. Porém, isso dificulta a sobrevivência no mundo real, como por exemplo, as questões de amor ou simplesmente o viver sem sociedade. Necessita-se disso para o desenvolvimento psicológico.

 

 

Outro grande tormento para os pais são os diversos jogos de Internet, que além de tirar seus filhos da realidade, os iludem também. O pior de tudo é que isso custa muito caro: muitos filhos pedem dinheiro aos pais para comprar tempo num computador ou dinheiro virtual a um “boneco”. Nesses tipos de jogos o indivíduo pode fazer muitas coisas, como por exemplo, comprar um carro (algo que não poderia no mundo real), etc. Seria uma compensação dos sentimentos por tantos fracassos na vida? Talvez. Mas, um perigo maior se oculta nisso: muita gente deixa de viver o real para viver o imaginário, por satisfazer a mente com algo conseguido de modo fácil, pois o que conta é o ego, que é suficiente pra dizer a uma pessoa que ela teve ou não isso ou aquilo, embora não se faça distinção entre uma vitória verdadeira e uma fantasia. É assim que se esconde o problema: por causa disso, muitas pessoas não se importam ou têm vontade de lutar no mundo real, porque o virtual substitui suas emoções e fracassos. Seria loucura ou simplesmente um medo da vida? Se Gasta muito dinheiro assim. Algo já se torna um vício se não for controlado pelos pais.

 

 

Para um filho viciado em Internet, saiba que não será fácil tirá-lo de lá. Tentar proibi-lo poderia ser pior, porque deste modo ele se sentiria mais atraído pela rede, e se não usá-la em casa, provavelmente numa lan-house ou casa de amigos. Não sou nenhum doutor no tema, mas uma das saídas simples seria conversar com ele pouco a pouco, explicando os problemas e perigos de ficar o tempo todo num PC, etc. Inventar passeios e tarefas pra ocupar seu tempo e não deixá-lo na Web é outra opção. Todavia, é bom saber que não deve dizer a ele que está fazendo tais coisas pra tirá-lo de seu vício, pois primeiramente, nenhum viciado reconhece sua mania. Em segundo lugar, seria inútil, pois seria uma guerra declarada, enquanto que essa tem que ser silenciosa. Os pais devem permitir ao filho que continuem usando o PC, mas com moderação. Castigá-lo sem computador seria uma ótima maneira de tirá-lo dele. Talvez fosse importante consultar algum especialista no tema, para saber se é algo temporário ou crônico.

 

 

Muitos pais não compreendem a fascinação de um filho por um computador. Eles precisam saber que no seu tempo não havia esta facilidade. Além disso, o filho está jovem e isso é uma novidade pra ele. Com segurança, eu diria que o PC é o brinquedo de um adulto, assim como um boneco ou bolas de gude, o de uma criança. Muitos adultos ou pessoas com certa idade não se sentem atraídas pelo mundo virtual, simplesmente por falta de tempo, não saberem usar um computador e/ou simplesmente não terem paciência pra aprender a manuseá-lo, enquanto que os jovens conseguem mais facilmente.

 

 

Loucura ou não, a Internet se tornou um meio para o consumo irreal. Ela é capaz de vender, alegria, felicidade, liberdade e fantasia. Loucura não é usá-la para isso, mas sim depender dela pra isso.

 

 

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criado por DIego Francisco    2:00 — Arquivado em: Comunicação — Tags:, , , , , , , , , , , , , ,

1.1.09

Não Tenho Palavras

Estimado(a) Leitor(a),

 

Hoje é uma data muito especial pra mim. Não apenas porque seja o primeiro dia do ano, mas porque os Blogs DImais e DImasiado estão completando 1 ano.

 

Atualmente, os blogs estão presentes em dois idiomas e em 7 países: Brasil (Mundo DImais em Português), Argentina, Colômbia, Chile, Estados Unidos e Peru (Mundo DImasiado em Espanhol) e Espanha (Planeta DImasiado em Espanhol). Infelizmente, nunca consegui no México (que apesar de dizer que é grátis, sempre ocorre algum problema). Além das páginas do Terra, estão presentes em outros sites: Uol, Clarín, Blogspot, etc.

 

Não tenho palavras suficientes pra agradecer aos 99.000 acessos (esta estatística somente nos blogs Terra), e também aos comentários feitos nas minhas simples páginas. Também peço desculpas pelos erros nos textos, pois estou me dedicando diariamente para tentar escrever melhor. Você foi o presente que eu ganhei ao longo destes meses.

 

No começo, quando decidi criar uma simples página, era apenas no intuito de escrever, gastar meu tempo com algo que fosse útil, me expressar pelas coisas que eu via, talvez por não saber a quem fazer isso. Pouco a pouco, você, leitor(a), foi me dando voz, porque minhas palavras foram compartilhadas contigo, que era a favor ou contra o que eu dizia, mas ainda assim lia meus artículos, porque no fundo é isso que eu valorizo (as trocas de opinião para que o mundo continue dando espaço a todos).

 

Temas como amor, sexo, homossexualidade, misticismo, família, amigos, sociedade, comunicação, Internet, emprego, auto-ajuda, entre outros, foram oferecidos nos textos como um modo de contribuir com conteúdos questionados não somente agora, mas por diversos povos ao longo da história humana.

 

Durante estes meses meus textos foram lidos por indivíduos de diversos países (no blog da Espanha há uma ferramenta que mostra como o leitor chegou à página e seu país de origem): Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Estados Unidos, Espanha, Peru, México, Venezuela, Equador, Bolívia, Panamá, Nicarágua, Marrocos, Costa Rica, Paraguai, Uruguai, Porto Rico, República Dominicana, Cuba, Itália, Rússia, Guatemala, Polônia, Honduras, Canadá, Geórgia, El Salvador, França, etc.

 

Confesso que quando comecei a escrever, sentia medo pelas possíveis reações dos leitores, por causa do meu modo de escrever e também, algumas críticas (recebi muitas no começo). No entanto, tive elogios e outras coisas que me incentivaram a escrever. Meus primeiros comentários recebidos em Mundo DImasiado Argentina, cuja leitora, “Limonchinha”, me pedia pra falar sobre outros temas. Uma leitora “Chilenísssima”, que antes me criticava, mas hoje se tornou uma leitora assídua do blog, uma colombiana, Pamela, que comenta vários textos meus, além de outros leitores (porque não posso me esquecer de ninguém), alguns amigos da faculdade e também o site “La Opinión Latina”, que me convidou a postar meus textos em sua página.

 

Até hoje, meu texto mais lido é “Internet: Benefícios y Malefícios” , principalmente no Planeta DImasiado, me dando apenas nele, 1.111 acessos, enquanto que o mais comentado é “Diferencias Entre Hacer Sexo en Casa y en un Motel”. Sete, apenas em “La Opinión Latina”. Todos em Castelhano.

 

Durante este 2008, embora meus blogs ainda sejam bebês, com somente 1 ano, me senti forte com certas coisas que me aconteceram. Fui vítima de plágio em um dos meus textos, mas agradeço ao meu amigo Gean, que além de comentá-los, me ajudou a denunciar o plagiador no portal Terra Colômbia, que bloqueou o blog do usuário, apesar de eu encontrar alguns parágrafos meus em outros sites e fotologs, sem me citarem como autor dos mesmos. Às vezes, alguns atos dizem mais que mil palavras.

 

Mas uma vez, muito obrigado e que este 2009 seja melhor para todos nós.

 

Sempre contigo,

DIego Francisco

criado por DIego Francisco    18:21 — Arquivado em: Informações Úteis

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