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A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

7.12.08

Deuses, anteontem; Santos, ontem; Ninguém, hoje

Sabemos que no passado, quando o homem necessitava sustentar suas crenças, que os deuses reinavam neste mundo. Havia deuses com aparência de animais, outros de pessoas, também “existiam” outros com partes de homens e animais. Todas essas divindades foram adotadas por algum povo, muitas vezes mudando somente seu nome e suas tarefas neste planeta. Para dizer a verdade, um plágio.

Para cada função no mundo se inventava um deus: um para o sol, outro para o mar. Também havia deuses para o amor, música, beleza, arte, viagem, raios, colheita, etc. Para cada fenômeno da natureza, objeto do mundo ou sentimento, um deus.

Na direção contraria existia um povo, os hebreus, que acreditava em um só deus, mas um pra tudo e não um para apenas uma coisa como as demais religiões. Quem tinha razão? Ainda era muito cedo pra dizer.

Enquanto as religiões pagãs e/ou politeístas criavam deuses mais semelhantes com o caráter humano, dando-os qualidades e defeitos iguais aos homens, a religião monoteísta já pensava em um deus puro, que não se perdia nos interesses do homem e que não se vendia ao ego de seus fiéis praticantes, ou seja, um deus mais justo e que pudesse ser um bom exemplo aos seus seguidores.

Afrodite é um bom exemplo de uma deusa criada pelo ser humano: em uma linguagem mais atual seria permitido dizer que ela era uma “homerenga”: teve relações com Hermes, Ares e outros deuses; ao seu lado estava Zeus, o mulherengo do Olimpo: fazia até o impossível pra seduzir uma fêmea: transformou-se em chuva de ouro para Dânae, usou a aparência do marido de Alcmena, confundindo-a. Disfarçou-se em Cisne para Leda, em Touro para Europa, etc. Hera, esposa de Zeus, fora uma deusa muito vingativa, assim como uma mulher que se sente traída por seu homem. Ela odiava seu enteado, Hércules; Apolo também não era comum: desejava Cassandra de Tróia apenas pra ele, mas também tinha Jacinto como seu amante. Na verdade, este deus do sol era bissexual.

Pelo menos os deuses gregos e romanos (plágio) eram dotados de um comportamento totalmente humano: sentiam raiva, amor, inveja, etc. O Zeus grego era o Júpiter romano, assim como a Ártemis grega era a Diana romana, etc.

Os tempos se passaram e uma religião monoteísta ganhava força naquele mundo miserável de escravidão, desde o império egípcio até o romano. Um dia qualquer nasceu das mãos de Pedro e Paulo uma nova concepção religiosa que até hoje tem sob seu controle a fé de vários povos latinos. A religião politeísta estava com uma grave doença. Seus dias estavam contados. Contudo, o ideal de fé mantido desde o passado não ia morrer por completo: simplesmente alguns valores seriam modificados: deus, apenas um, mas ao seu lado estariam os santos pra intervir no mundo dos homens. Os deuses se transformaram em santos, perdendo seus títulos de majestades no mundo antigo, porém mantendo um título de nobreza no coração dos seres humanos.

São Valentim, o santo dos namorados e Santo Antonio, o casamenteiro, ocuparam o lugar de Cupido e Hera, respectivamente. Ares perdeu seu trono para São Jorge e São Miguel, dois guerreiros. São Jorge possui outro nome no Candomblé: Ogum. Esse foi um modo inteligente que os antigos escravos africanos usaram pra continuar a praticar a sua fé, já que só se permitiam cultos a santos católicos.

Há muitas outras mudanças feitas nas religiões ou então mitos semelhantes, como o caso de Buda que convidou 12 animais pra se despedir, formando assim o horóscopo chinês que conhecemos, enquanto que Jesus convidou 12 apóstolos para uma mesma razão; no Hinduísmo, por exemplo, as três principais divindades são Brama (o criador), Vishnu (o conservador) e Shiva (o destruidor), enquanto que na religião cristã apenas um deus é representado através da Santíssima Trindade (Pai, o criador; Filho, o preservador; Espírito Santo, o renovador).

Embora os cultos greco-romanos fossem politeístas e o cristão, monoteísta, uma diferença muito importante entre eles é que no primeiro o pai devorava seus filhos pra não perder o trono, enquanto que no segundo, ambos governam o universo lado a lado como pai e filho. A data de 25 de dezembro foi escolhida como o nascimento de Jesus Cristo pra acabar com as festas em honra ao deus-sol, que era antigamente o mais cultuado, e não porque Ele tivesse nascido naquele dia, pois até hoje não se sabe a data correta.

O tempo não pára de seguir seu caminho. Anteontem, os deuses governavam a mente dos homens, ontem, os santos, mas hoje, todos eles não são ninguém pra muita gente, que renunciou a uma fé plural, optando acreditar em algo mais singular ou único como um só Deus. Cada vez mais, a humanidade está mais perto da verdade, ou então cada vez mais incrédula, porque eram várias divindades, depois se passou pra uma e talvez amanhã, nenhuma.

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criado por DIego Francisco    15:12 — Arquivado em: Espiritualidade — Tags:, , , , , , , , , , , , , ,

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