Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

30.12.08

Virgindade: Honra ou Vergonha?

        Antigamente, ser virgem era sinônimo de honra, boa conduta, valor e respeito. As pessoas, principalmente as mulheres, desejavam se casar virgens, porque aquelas sociedades valorizavam que se mantivessem “puras” até o dia de seu matrimônio. Por que isso?…

           

            …Era muito importante para os homens, que eles as iniciassem em sua vida sexual, e até hoje é assim, mas ninguém se importa tanto como antigamente, pois o que interessa mesmo é fazer sexo, que não significa mais um compromisso como fora durante muito tempo.

 

            Além disso, a pureza de uma pessoa poderia ter significados religiosos, pois na mitologia grega, por exemplo, eram as virgens que colhiam os frutos da terra em honra aos seus deuses. Em outras crenças e sociedades pagãs, por exemplo, se sacrificavam virgens para acalmar a cólera dos deuses.           

           

            Na atualidade, muitas pessoas fazem sexo primeiro e depois se casam (talvez seja um bom modo para saber como será a vida sexual depois do matrimônio, através da antecipação da lua-de-mel, pois é melhor se arrepender antes que depois, quando não houver mais saída).

 

            No entanto, virgindade era tudo aquilo que eu disse no primeiro parágrafo, mas hoje poucas pessoas valorizam seu sentido real, e por isso mesmo gostaria de saber de você qual é o valor dela hoje, pois enquanto num passado muito longínquo significava honra, hoje poderia significar privilégio de poucas pessoas.

           

            Não estou dizendo que não há mais indivíduos virgens, porque ainda existem pessoas de diversos países e culturas que valorizam isto, mas em outros, é como se ela não tivesse sentido, inclusive significando vergonha em uma sociedade que vive em busca da auto-satisfação, não importando mais os outros, somente o próprio ser que necessita se sentir mais completo e mais experiente.

 

            Em muitos países onde as culturas são mais liberais ou então, as religiões não conseguem mais dominar a mente de uma sociedade, muitos indivíduos perdem a virgindade no começo da adolescência, porque seu corpo lhe exige isso ou então por influencias alheias, como amigos, amores, etc. Devemos reconhecer que ninguém é obrigado a fazer nada, pois é necessário também querer o mesmo para que algo ocorra.

 

            É incrível dizer isso, mas ainda existem pessoas que já passaram da adolescência, que continuam virgens. Como? Por quê? Só posso dizer que não é mentira, embora acreditemos que estes indivíduos não sejam deste mundo. Alguns deles justificam sua escolha em manter-se “puros” por causa da religião, enquanto que outros não conseguem se apaixonar e viver socialmente, com vários problemas psicológicos, como algum tipo de medo da vida ou talvez algo trazido da encarnação passada, porque não há como explicar isso tão facilmente.

           

            Pra muita gente, a virgindade é algo que se nasce, mas se perde logo, pois se manter virgem é se ausentar da vida, é não aproveitar o bom que ela tem a oferecer.

           

            No entanto, devemos respeitar a opção de cada pessoa, pois somente ela é dona de sua vida e sabe o que é melhor para ela. Um dia, se ela tiver a oportunidade de conhecer o amor/sexo, poderá refletir sobre tudo e pensar se foi ou não importante manter-se “pura”.

 

            Com o tempo, os valores de uma sociedade foram obtendo novos significados: antigamente, fazer sexo significava perder a virgindade, mas no mundo atual, somente se prova que uma mulher não é mais virgem quando se torna mãe, porém, enquanto isso não acontece, não há como confirmar.

           

            Mas, existe algo que é imprescindível falar: para se perder a virgindade não é necessário ir pra cama com outra pessoa, porque a partir do momento em que se imagina fazendo amor com alguém, se a perde, embora seja apenas mentalmente, mas é a mais importante, porque incita o corpo a procurar aventuras reais.

 

            O fato de ser ou não mais virgem não significa vergonha e nem hora em uma sociedade, simplesmente uma opção de cada indivíduo, porque todos temos o livre-arbítrio para fazer o que quisermos. Somente não podemos acreditar que perder a virgindade seja pecado, porque isso vai acontecer a todo casal, pois é uma das leis da natureza, e se fazer sexo fosse pecado, Deus, provavelmente, não teria inventado um homem e uma mulher, com dois corpos tão diferentes, até porque sem sexo não há criação e deste modo não haveria evolução, você não estaria aqui agora lendo este artigo, e muito menos eu teria escrito tudo isso.

 

 

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criado por DIego Francisco    22:20 — Arquivado em: Amor e Sexo — Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , ,

28.12.08

Blog

Já conhece o novo Blog DImais?

http://www.mundodimais.blogspot.com

criado por DIego Francisco    2:41 — Arquivado em: Informações Úteis

21.12.08

Mensagem ao Leitor DImais

Estimado Leitor,

 

        É verdade que eu disse que somente voltaria a escrever depois que o Terra pusesse outra vez as ferramentas de estatísticas nos blogs. No entanto, já lhes enviei e-mails e aguardo soluções, embora eu não acredite que serei ouvido, porque sou apenas um entre os tantos que parecem estar satisfeitos com as mudanças nos blogs.

 

        Somente por ser um vício pra mim, já que em alguns países eu não migrei para a nova versão, e por ver nas estatísticas que você ainda me acessa, que não devo decepcioná-lo. Vou continuar escrevendo no Terra (não sei por quanto tempo), mas já estou arrumando um novo blog pra você. Se quiser dizer algo, basta deixar um recado no blog ou enviar um e-mail.

 

        O texto que se segue é um presente. Aproveito este espaço pra lhe desejar um Feliz Nata e que o momento seja maravilhoso pra você e sua família.

 

DIego Francisco

criado por DIego Francisco    16:34 — Arquivado em: Informações Úteis

Era Uma Vez a Felicidade

O que é Felicidade pra você?: Conseguir um amor de verdade? Ter muito dinheiro? Estar em paz coma sua consciência? Estar perto de quem se ama como família, amigos e amores? Estar vivo e poder mudar e/ou lutar por seus desejos? Reviver o passado ou adivinhar o futuro? Ou felicidade é todo isso ou nenhuma dessas coisas?

 

Define-se felicidade como o estado em que o indivíduo está bem com o seu próprio ser. É quase um Nirvana que pode durar pouco ou muito, dependendo da situação e da pessoa em questão.

 

Ser feliz é a única exigência que o ser humano quer da vida. Talvez a razão para que as pessoas ainda não sejam completamente felizes é porque não definiram um conceito de felicidade (pelo menos pra elas), pois na verdade não sabem exatamente o que desejam da vida, muitas vezes deixando a responsabilidade para o que o destino decida o melhor caminho pra isso. Há quem saiba o que deseja da vida, mas tem outros que sequer têm idéia do que pedirem à sorte ou a Deus. Muitos pedidos são de emergência e por não saberem por inteiro o que desejam é que suas vidas se tornam confusas.

 

Existem pessoas que aparentemente nasceram para a felicidade, no entanto há outras com um destino carregado de dor. Isso não significa que apenas alguns têm direito de serem felizes, pelo contrário, ela é a recompensa de todos. Apenas precisa-se buscá-la onde estiver.

 

Uns são mais felizes quando crianças, outros quando adultos. Muitas vezes, a felicidade está nas mãos da pessoa, mas ela não a enxerga, deixando que o vento a leve pra outro que a queira. As pessoas de hoje acreditam que o mundo é melhor agora do que ontem, mas os de ontem dizem que está pior agora. Enfim, cada pessoa vai dizer que o mundo era melhor em sua época de juventude.

 

A letra de uma música canta que “a gente era feliz e não sabia”. Um exemplo clássico do que digo aqui é: quando criança, não tem que se preocupar com os grandes problemas da vida, porque os pais fazem isso pelos filhos. Não tem que se pensar em conseguir dinheiro, comida ou outra coisa que seja, porque simplesmente tudo está pronto nas mãos dos filhos. Mas, quando se cresce, tudo muda, porque as tarefas se invertem: agora são os filhos que têm que se preocupar com os pais, que provavelmente estão bem velhos e já não podem mais se cuidar, além de os indefesos filhos de ontem se tornarem os pais de hoje, tendo que assumir as responsabilidades que antes eram de seus pais, porque agora também possuem uma família pra sustentar. É um ciclo natural.

 

A felicidade é um presente e um consolo aos vivos. É o que dá sentido à vida do homem. Ela existe, mas nunca é perfeita, completa e eterna. Na infância, a felicidade é estar com o Papai Noel, ganhar presentes, tirar boas notas, comer doces, etc. Quando adultos, o amor é felicidade, sexo também. Arranjar um bom emprego é muito importante. Na verdade, há uma compensação, porque cada fase da existência humana é única, e em cada uma se conhece algo diferente da vida que não foi possível em outra época, havendo assim um tempo pra tudo. Na velhice, felicidade é saber que se chegou tão longe e com saúde. É poder olhar ao redor e ver que foi feliz (em parte), que é um(a) herói/heroína, porque sobreviveu com sua família num mundo tão perigoso e com tantas dificuldades, saber que seus filhos já sabem se cuidar sozinhos, ter em mente que foi um bom pai ou mãe, que fez sua parte, mesmo sem dinheiro, entretanto lhes dando educação, dignidade e moral.

 

Era uma vez a felicidade…

 

…Quando os filhos ainda respeitavam os pais e eles tinham moral com seus filhos.

 

…Quando o mundo era menos perigoso e as pessoas podiam ir pra rua sem se preocupar com a hora de voltar pra casa, porque não tinham tantos bandidos como hoje.

 

…Quando as pessoas pareciam anjos ou simplesmente a sociedade era hipócrita.

 

…Quando havia mais justiça no mundo e a sociedade não era vítima de suas próprias leis.

 

…Quando o dinheiro não falava mais alto que a justiça e a verdade, ou então quando estas não tiravam férias.

 

…Quando crianças eram crianças e não pensavam em coisas de adultos ou quando adultos não agiam feito crianças.

 

…Quando os filhos enchiam os pais de orgulho, ou então se sentiam obrigados a fazer algo contra a vontade somente pra não decepcioná-los.

 

Era uma vez a felicidade que nunca existiu, porque o mundo sempre foi o que se conhece hoje. Simplesmente não usa mais uma máscara como no passado.

 

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criado por DIego Francisco    16:32 — Arquivado em: Filosofias e Pensamentos — Tags:, , , , ,

9.12.08

Feitiço e Castigo

Que loucuras de amor você seria capaz de fazer por alguém que gosta muito? Antes de continuar lendo o texto, pare e pense um pouco sobre isso.

Creio que já foi tempo suficiente para pensar nisso. Agora pense nesta pergunta, antes de continuar a ler: Que coisas teria coragem de fazer para se vingar de um ex-amor? Não precisa de pressa. Pense calmamente.

Que bom que pensou sobre o tema, porque agora estou seguro que poderei começar o texto com mais segurança, pois acredito que você fez uma rápida auto-análise a respeito do seu verdadeiro caráter e sabe melhor que ninguém o que seu coração é capaz de fazer em nome do amor ou de um sentimento que pensa sê-lo.

Muitas pessoas dizem em palavras que são apaixonadas por alguém e que seriam capazes de fazer muitas coisas por um grande amor. Uns dariam o mundo, outros “roubariam o anel de Saturno” para colocá-lo no dedo de seu amor. Há aqueles que ainda sem saber cantar, tentariam oferecer uma serenata, enquanto que uma grande maioria, apenas se sacrificariam “dimais” para agradá-lo.

No entanto, a mesma força que um sentimento conduz o ser humano a praticar loucuras em seu nome, essa move o interior deste ser a lutar por seus prejuízos ou simplesmente vingar-se (é mais popular).
Felizmente ou infelizmente, (ainda não estou certo quanto a isso) existem pessoas de todos os tipos: umas boas, outras quase boas. Umas más e outras quase más. Em geral, ninguém aceita perder alguém de quem gosta muito. Nem homem nem mulher. Muitas vezes o indivíduo se torna um(a) leão(leoa) na tentativa de proteger o que lhe pertence. Talvez essa fosse a prova de amor que um amor esperava de seu par.

Muitas pessoas se vingam por terem perdido um amor. Uns matam o(a) novo(a) parceiro(a), outros matam o amor, por pensar que já que não o terá pra si, que também não será de ninguém. Isso é prova de amor ou de egoísmo?Talvez, uma doença profunda na alma. Tem aquelas pessoas que simplesmente preferem fazer feitiços e tentar trazer de volta o amor. Não se pode obrigar a ninguém a amar ou estar com quem não deseja. Não existe uma maneira de abrir o cérebro de uma pessoa ou o coração e configurá-la para que se ame determinado indivíduo. Não é como configurar um computador para que te obedeça. O ser humano tem livre-arbítrio. Ou quando não obtêm sucesso em suas práticas bruxas, as usam pra destruir a vida do ser “amado”. Que não é tão amado assim!Para tudo o que se faz neste mundo, há um pagamento. Em algum momento a vida vai cobrar a dívida que cada pessoa tem com ela. Para muita gente, o troco se transforma em castigo.

Usar magia negra e outros feitiços simples (simpatias) para conseguir algo que não seja pelo próprio esforço, deveria considerado ser um ato covarde. Não sou ninguém pra julgar a alguém que tenha se aproveitado de um poder maléfico por pensar que estaria fazendo um bem maior.

Percebe-se que o amor não torna ninguém escravo dele, mas a persistência que uma pessoa tem em querer aquilo que já não lhe pertence mais, sim. Cada vez mais, as pessoas que se utilizam das forças ocultas pra conseguir o que não teriam pela própria capacidade ou de um modo natural, se tornam escravas de suas ações. Por isso, quem entra nesse tipo de mundo, não há como sair depois. É como um vício. Por pensar que conseguiu uma vez, supõe-se que conseguirá sempre. O pior de tudo é que as divindades ou demônios que fazem estes tipos de serviços são muito materialistas, pois cobram muito caro pra ajudar a alguém.

Vale a pena se sujar com feitiços apenas pra ter um amor de volta? Mesmo quando você sabe que ele/ela não voltou pra você porque te amava, mas por ter feito algum trabalho pra isso.

Enfim, ninguém vence: nem o feiticeiro nem a vítima. Quase sempre as bruxarias não têm efeito sobre determinadas pessoas, inclusive podendo voltar contra quem as fez. Tem pessoas que possuem algum tipo de proteção espiritual contra isso, por essa razão não é fácil enfeitiçá-las. Muitas vezes o castigo vem em dobro: além de não conseguir o que tanto queria, tendo que agüentar as conseqüências de uma atitude imbecil e desesperada, sofrendo com o castigo de jamais ter de volta seu amor, pode também ter de suportar o ódio que seu antigo amor sente, talvez fruto do “encanto” que desencantou.

Sentimento é algo de momento. Por isso, a vontade que um indivíduo tem em fazer algo com raiva agora, pode mudar depois, assim como o amor que se sente por alguém, que vem e vai e logo depois já vem outro. Sendo assim, não vale a pena perder tempo com o passado, mas lutar por um futuro melhor, porque quando menos se esperar um novo amor bate a tua porta, muitas vezes mais bonito(a), mais rico(a), com uma alma maravilhosa e outros adjetivos que você busca em uma pessoa.


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criado por DIego Francisco    23:20 — Arquivado em: Amor e Sexo — Tags:, , , , , , , , , , , ,

7.12.08

Deuses, anteontem; Santos, ontem; Ninguém, hoje

Sabemos que no passado, quando o homem necessitava sustentar suas crenças, que os deuses reinavam neste mundo. Havia deuses com aparência de animais, outros de pessoas, também “existiam” outros com partes de homens e animais. Todas essas divindades foram adotadas por algum povo, muitas vezes mudando somente seu nome e suas tarefas neste planeta. Para dizer a verdade, um plágio.

Para cada função no mundo se inventava um deus: um para o sol, outro para o mar. Também havia deuses para o amor, música, beleza, arte, viagem, raios, colheita, etc. Para cada fenômeno da natureza, objeto do mundo ou sentimento, um deus.

Na direção contraria existia um povo, os hebreus, que acreditava em um só deus, mas um pra tudo e não um para apenas uma coisa como as demais religiões. Quem tinha razão? Ainda era muito cedo pra dizer.

Enquanto as religiões pagãs e/ou politeístas criavam deuses mais semelhantes com o caráter humano, dando-os qualidades e defeitos iguais aos homens, a religião monoteísta já pensava em um deus puro, que não se perdia nos interesses do homem e que não se vendia ao ego de seus fiéis praticantes, ou seja, um deus mais justo e que pudesse ser um bom exemplo aos seus seguidores.

Afrodite é um bom exemplo de uma deusa criada pelo ser humano: em uma linguagem mais atual seria permitido dizer que ela era uma “homerenga”: teve relações com Hermes, Ares e outros deuses; ao seu lado estava Zeus, o mulherengo do Olimpo: fazia até o impossível pra seduzir uma fêmea: transformou-se em chuva de ouro para Dânae, usou a aparência do marido de Alcmena, confundindo-a. Disfarçou-se em Cisne para Leda, em Touro para Europa, etc. Hera, esposa de Zeus, fora uma deusa muito vingativa, assim como uma mulher que se sente traída por seu homem. Ela odiava seu enteado, Hércules; Apolo também não era comum: desejava Cassandra de Tróia apenas pra ele, mas também tinha Jacinto como seu amante. Na verdade, este deus do sol era bissexual.

Pelo menos os deuses gregos e romanos (plágio) eram dotados de um comportamento totalmente humano: sentiam raiva, amor, inveja, etc. O Zeus grego era o Júpiter romano, assim como a Ártemis grega era a Diana romana, etc.

Os tempos se passaram e uma religião monoteísta ganhava força naquele mundo miserável de escravidão, desde o império egípcio até o romano. Um dia qualquer nasceu das mãos de Pedro e Paulo uma nova concepção religiosa que até hoje tem sob seu controle a fé de vários povos latinos. A religião politeísta estava com uma grave doença. Seus dias estavam contados. Contudo, o ideal de fé mantido desde o passado não ia morrer por completo: simplesmente alguns valores seriam modificados: deus, apenas um, mas ao seu lado estariam os santos pra intervir no mundo dos homens. Os deuses se transformaram em santos, perdendo seus títulos de majestades no mundo antigo, porém mantendo um título de nobreza no coração dos seres humanos.

São Valentim, o santo dos namorados e Santo Antonio, o casamenteiro, ocuparam o lugar de Cupido e Hera, respectivamente. Ares perdeu seu trono para São Jorge e São Miguel, dois guerreiros. São Jorge possui outro nome no Candomblé: Ogum. Esse foi um modo inteligente que os antigos escravos africanos usaram pra continuar a praticar a sua fé, já que só se permitiam cultos a santos católicos.

Há muitas outras mudanças feitas nas religiões ou então mitos semelhantes, como o caso de Buda que convidou 12 animais pra se despedir, formando assim o horóscopo chinês que conhecemos, enquanto que Jesus convidou 12 apóstolos para uma mesma razão; no Hinduísmo, por exemplo, as três principais divindades são Brama (o criador), Vishnu (o conservador) e Shiva (o destruidor), enquanto que na religião cristã apenas um deus é representado através da Santíssima Trindade (Pai, o criador; Filho, o preservador; Espírito Santo, o renovador).

Embora os cultos greco-romanos fossem politeístas e o cristão, monoteísta, uma diferença muito importante entre eles é que no primeiro o pai devorava seus filhos pra não perder o trono, enquanto que no segundo, ambos governam o universo lado a lado como pai e filho. A data de 25 de dezembro foi escolhida como o nascimento de Jesus Cristo pra acabar com as festas em honra ao deus-sol, que era antigamente o mais cultuado, e não porque Ele tivesse nascido naquele dia, pois até hoje não se sabe a data correta.

O tempo não pára de seguir seu caminho. Anteontem, os deuses governavam a mente dos homens, ontem, os santos, mas hoje, todos eles não são ninguém pra muita gente, que renunciou a uma fé plural, optando acreditar em algo mais singular ou único como um só Deus. Cada vez mais, a humanidade está mais perto da verdade, ou então cada vez mais incrédula, porque eram várias divindades, depois se passou pra uma e talvez amanhã, nenhuma.

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criado por DIego Francisco    15:12 — Arquivado em: Espiritualidade — Tags:, , , , , , , , , , , , , ,

4.12.08

Todos os Anos é a Mesma Coisa

Todos os anos é a mesma coisa: quando está próximo das festas de Natal e Ano Novo, nos sentimos diferentes, quase que renovados: desejamos coisas, sonhamos com a felicidade mais perto da gente, acreditamos que tudo será possível e esperamos que haja um pouco de paz no mundo, porque simplesmente pedimos por um dia melhor.

É muito bom quando enfeitamos a árvore de Natal. Nos deixa uma sensação de pureza, a paz reina e todos se juntam pra celebrar uma data especial. Talvez não seja o nascimento de Jesus Cristo, pois apesar de a data significar isso, parece que há outro sentido que está muito mais forte: a união e o perdão. Nos sentimos bem quando escrevemos mensagens de paz e sorte aos demais, embora para muitas pessoas o gosto do Natal seja uma mesa farta com muitas guloseimas.

Todos os anos é a mesma coisa: embora tenhamos planejado nosso futuro, nada parece seguir adiante. A idéia continua na mente, enquanto que cada vez mais a realidade se afaste de nós, porque simplesmente não conseguimos dar o primeiro passo rumo a um futuro melhor, pois tememos que aconteçam coisas piores e por isso, muitas vezes preferimos que as coisas fiquem como estão, porque aparentemente a temos sob nosso controle.

Os ideais se foram por água a baixo. Talvez seja por isso que o ser humano é tão frustrado: por não conseguir a felicidade desejada. Aquele indivíduo bonzinho que apareceu durante os sentimentos de festas se escondeu novamente, deixando em seu lugar um ser mau e que só vive a vida como pessimismo.

Todos os anos é a mesma coisa: fazemos as pazes como pessoas que odiamos o sentimos raiva. Choramos, rimos, nos desculpamos e celebramos o espírito de união que voltou a estar presente em casa.

Chega o ano seguinte e tudo volta a ser como antes: raiva, tristeza, fofocas e confusões. Parece que foi tão rápido como a festa da Cinderela: depois das doze badaladas o feio toma seu lugar no mundo real.

Todos os anos é a mesma coisa: morte, miséria, guerra, terrorismo, violência, dor e tantas outras coisas que não valem a pena lembrar. Será que ainda existe esperança para o mundo? As pessoas parecem não ter nenhum interesse em solucionar todos os problemas.

Todos os anos, ONG’s, empresas e grupos de ajuda humanitária do mundo inteiro pedem que as pessoas colaborem com alimento ou dinheiro, para matar a fome de famílias pobres no Natal. Será que essas famílias apenas comem no Natal? A única coisa que se pode dizer em defesa dessas organizações é que já é difícil que as pessoas ajudem uma só vez, imagine duas ou três vezes ao ano, então.

Todos os anos é a mesma coisa: crianças pobres do mundo todo escrevem pra Papai Noel, pedindo por um prato de comida ou brinquedo. Mas Ele não aparece e também não realiza seus desejos.

Na verdade, Papai e Mamãe Noel é o pai e a mãe que temos, porque eles se preocupam mais em continuar iludindo os filhos nesta crença do que com os gastos ou necessidades do presente.

Todos os anos é a mesma coisa: quando está próximo do Natal, nos preocupamos em comprar presentes e escolher que roupa usar na Noite de Natal. E no último dia do ano só importa saber o que os astros disseram para o próximo período e que cor usar para começá-lo bem.

Aqueles que são cristãos sabem que Jesus nasceu num lugar muito simples e mesmo assim sua riqueza estava na alma. Não é nenhuma novidade, mas acho que seja bom ressaltar: não se viu até hoje ninguém que tenha nascido com roupa.

Todos os anos é a mesma coisa: tentamos fazer tudo de maneira diferente, mas sempre a repetimos.

Talvez um dia, quando nossa vontade for maior que nosso medo e orgulho, os desejos se realizem. Enquanto isso não acontece, vamos continuar como sempre estivemos, mas sem reclamar, porque já perdemos este direito desde o momento em que desistimos de nós mesmos.

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criado por DIego Francisco    17:23 — Arquivado em: Filosofias e Pensamentos

1.12.08

Onlinemente

Para todos que amam a Internet, está aí um novo advérbio, mas que está ganhando um valor verbal: onlinemente. Em pleno século XXI é possível fazer muitas coisas através da rede mundial de computadores: comprar, vender e pagar as contas onlinemente, estudar onlinemente, conversar onlinemente, “namorar” onlinemente (kkkkk), assistir a filmes e escutar músicas onlinemente, jogar onlinemente, ler as notícias onlinemente, expressar-se onlinemente através de blogs e sites, enfim, viver onlinemente.

Como eu disse também onlinemente no texto “Internet: Benefícios e Malefícios”, há dois lados para uma mesma coisa. Para tudo o que se faz na Internet, tem alguém vigiando, um órgão do governo que fiscaliza a rede de seu país, para saber e controlar os tipos de sites que os internautas costumam navegar. Cada página da Internet que você acessa, fica a sua direção IP, ou seja, seu número de identidade online, que informa de onde é o usuário. É como uma impressão digital online que marca seus passos.

Grande parte dos crimes do mundo atual é cometida onlinemente, como a pedofilia, o plágio de textos e outras obras e a pirataria de músicas, filmes e programas de computadores.

Apesar de não haver leis específicas para a Internet em diversos países, estas já se aplicam segundo outras leis que dão suporte para se julgar alguém. Por isso, tudo o que se faz ou se escreve, se for de má intenção, se paga “aqui” mesmo.

Diversas empresas já usam a rede para saber mais informações sobre determinado candidato a um emprego, buscando isso em blogs, sites e comunidades, e através destas, identificando se o indivíduo tem o perfil desejado para trabalhar naquele lugar. Às vezes, uma simples palavra ou estar em uma comunidade “inadequada” já condena alguém, porque no fundo as pessoas são o que fazem e refletem isso em suas opções. Inclusive, há programas de computadores já utilizados por várias empresas, usados para saber se algum ex-funcionário fala mal do antigo emprego. Também tem programas especializados pra descobrir plágios na rede.

Deveria-se saber o porque desse interesse incessante de estar onlinemente quase todo o tempo. Será que a Internet é uma fuga da realidade para muita gente? Pois, há muitas pessoas que a usa além do trabalho/estudo, passando um dia inteiro nela ou também as madrugadas, esquecendo-se de falar ao vivo com os demais, de ir ao cinema, à praia ou qualquer outra coisa longe de um computador.

A Internet é mais que uma ferramenta de trabalho. É nosso braço direito, nossa amiga e companheira pra muita gente que passa mais o tempo na Web do que com a própria família.

O fenômeno da Internet veio para romper obstáculos, mas também o tradicional: não vai demorar muito pra que as pessoas não comprem mais jornais e prefiram lê-los em algum site. Com os livros será o mesmo. Falar pelo telefone ainda é caro, mas onlinemente é grátis. O que está longe agora está perto. É seguro dizer que com o processo de globalização no qual a Internet faz parte, que o ser humano avançou quase um século. Há conexão em computadores, telefones celulares e num futuro não tão longínquo, na televisão.

Uma tendência global é que o ser humano esteja mais em sintonia com seu mundo onlinemente. Um vigiando o outro e todos o vigiando por questão de curiosidade e entretenimento ou por segurança, porque o homem está reescrevendo seu futuro onlinemente.

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criado por DIego Francisco    23:38 — Arquivado em: Comunicação

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