29.11.08
Frescuras Em Vão
Pra todo bom fresco, é bom deixar claro que algumas de suas manias têm limites. Outras são injustificáveis, ou então, é bom que saiba que talvez esteja tendo ataques de frescuras pelas coisas erradas.
Ser fresco(a) é ser cheio(a) de nove-horas ou simplesmente fazer ceninhas pra tudo. Não quer isso, não gosta daquilo, tem nojo de não sei o quê, tem superstições, e por aí vai.
Até onde vão essas frescuras? Vou te dar uns bons exemplos pra que você repense os seus conceitos, até porque, se fosse ser assim com tudo, não sei não, já não estaria mais neste mundo.
Vai dizer que tudo o que você come foi feito com total higiene? Não diga que tudo o que você faz em casa é com total limpeza. Simples atos como coçar a cabeça, passar a mão, mesmo que seja por fora, no nariz ou nas “calças”, já mostra que não houve higiene completa. E, como todos somos humanos, o mesmo pode acontecer com o que comemos na rua.
Vai dizer que um padeiro qualquer não coça o saco ou o nariz enquanto mexe a massa do pão que você vai comer? Pode não ser todos ou em todas as padarias, mas que muitos o fazem, isso sim, até porque na distração todos se esquecem e ninguém vai ter 100% de cuidado com algo que os demais não estão vendo.
Quem nunca chupou um sacolé? No interior o chamam de “dindim”, que não é de dinheiro. São aqueles picolés feitos geralmente de refresco em pacote num saquinho plástico transparente. O que acontece quando a moça lá que está fazendo, não consegue abrir a porcaria do saco? Várias, por mal-costume assopram-no pra abri-lo. Claro que você ganha grátis muito cuspe e quem sabe um pouco do bafo de onça dela. Mas é esse o segredo do sabor daquela dona, o qual você não troca por nada.
Vai dizer que em alguns lugares, que aquela carne maravilhosa que você comeu, que não estava no chão, quando chegou do distribuidor, antes de ir pro freezer?
Bom, sem contar o fato de às vezes se ir a determinados açougues, pedir uma chã ou alcatra, por exemplo, e o filho da mãe na maior cara-de-pau te dar um patinho ou outra carne de segunda qualquer pelo preço de primeira, por pensar que você não é um conhecedor de cortes.
Certos lugares onde há muito peixe ou onde se abatem animais, é muito comum encontrar moscas, daquelas varejeiras. Muitas vezes não há nem uma higiene adequada de certas pessoas no tratamento do alimento. Sem generalizar é claro.
Você acha que todos os restaurantes fazem comida fresquinha diariamente? Que nada ! Muita coisa é sobra do dia anterior. Quem vai provar que você está pagando por comida velha? Sem contar aquelas balanças que não dão pra entender: você põe um tico de comida no prato e já foi todo o teu dinheiro!
Ah, você acha que todos os comércios de alimentos fazem regularmente a dedetização contra baratas e ratos? Engana-se. Vários botam aquele veneninho comprado no mercado ou então tentam comprar um certificado e exibi-lo na parede. Há lugares que você vê os insetos andando nas paredes ou nas mesas. Isso se estes não forem os verdadeiros cozinheiros do local. Só que é bom saber que mais nojento do que baratas e ratos, por já parecerem repugnantes, são as formigas, aquelas encontradas no açúcar, por exemplo: estas, por parecerem inofensivas carregam diversas bactérias, andam no chão que já está sujo de diversas coisas. Algumas espécies se alimentam de fungos, até.
Que tipo de consumidor é você?: Aquele que presta atenção em tudo e faz controle até de uns centavinhos a mais ou um bem distraído e com pouco tempo pra compras? Bom, se for daqueles que só olham a cor da embalagem e a marca do produto, então tá ferrado: Vários mercados vendem determinados alimentos já praticamente no dia da validade. Muitos clientes os levam, comem e nem estão aí pra isso. Se tivesse que dar uma infecção intestinal já teria dado.
Tem gente que tem nojo de beber no copo do outro, comer no mesmo garfo que outra pessoa, mas faz coisas piores: coloca a boca onde não se deve. Kkkkkkkkk. No beijo há uma troca contínua de cuspes.
De onde vem o leite que você bebe? Só não diga que é da mãe, pelo amor de Deus. Vem do corpo de um animal. E a lingüiça? Bom, como disseram uma vez num show de televisão, “mata-se o porco, tira a tripa, depois pega o porco e enfia dentro da tripa”. Parece engraçado. Mas o quê seriam essas tripas? Só sei que todo mundo acha gostosa.
Tem gente que lava louça como quem lava a cara: com pressa e mal-lavado pra caramba. O que tem de talheres e pratos que se usam por aí com restinhos de alimentos e copos com marcas de batom! Não tá no gibi!
E aquele pano de prato que secou as louças que você usou numa refeição? Estão limpos mesmo? Será que não tem uma auxiliar qualquer por aí com manias feias e que seca o suor do rosto com o pano? Bom, não ponho a mão na água da bica por ninguém. Muito menos no fogo.
Quer ver outra coisa engraçada, pra não dizer nojenta? É aquela gente que está cozinhando e prova a comida na própria colher que mexe e depois continua mexendo a panela, usando o mesmo talher que botou na boca.
E numa cama de motel, por exemplo? Será que está bem limpa mesmo? Será que não há risco de encontrar vestígios de uma foda anterior na banheira?
Só o que posso dizer é que se você deixar de fazer tudo, vai acabar sem fazer nada. Porque o mundo é desse jeito que se conhece: limpo aos nossos olhos, mas com uma realidade bem suja. Até porque, como dizem por aí, “o que os olhos não vêem o coração não sente”. Talvez seu estômago ou intestino, mas tudo bem. Pra te dizer a verdade, se você fosse ver como as coisas realmente são feitas, não comeria e/ou não faria mais nada. Acredite!
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criado por DIego Francisco
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