21.11.08
Cat: A Internet do Presente
Atualmente, fala-se muito em tecnologia da informação, telecomunicações, mídia, Internet e tudo o que tem direito. O tema é de fundamental importância, e por isso estou discutindo. Também se fala em difundir os meios no intuito de tornar o progresso mais próximo. É bonito esse discurso, no entanto, ainda se vive numa pura e simples filosofia, pois pra alcançar esse “tal” progresso ainda está muito caro.
Quem paga é quem sabe o quanto custa para ter uma Internet de qualidade, ou simplesmente uma banda larga. Não é barato não. Os preços são bem diferenciados: uma mesma velocidade de conexão custa um valor para residências, e para empresas, não vou nem falar que é pra você não cair durinho(a) aqui sem terminar de ler meu texto.
E quem não pode pagar banda larga, faz o quê? Fica a ver navios ou tem que optar por aquela conexão discada com velocidade de um camelo ou de tartaruga? Talvez fosse o certo ou o mais lógico. Contudo, não é o que acontece, pelo menos no Brasil. Para aqueles que não dispõem de recursos financeiros suficientes pra ter uma conexão em alta velocidade, mesmo tendo um computador em casa, o jeito, melhor dizendo, a fuga é correr para o “gato”, ou seja, uma conexão de outra conexão.
Em nenhum momento estou dizendo que seja certo ou errado piratear a Internet, até porque pela lei brasileira constitui-se de prática criminosa. No entanto, basta ir a diversas favelas e ver o exemplo: a prestação do serviço custa pelo menos a metade do preço pago a uma operadora de telefonia. Quem ganha com isso? Só o dono do “gato”, melhor dizendo, do “tigre”, porque é bem grandinho, já que grande parte da comunidade busca esse tipo de alternativa, além do marginal que permite a concessão (os impostos que seriam e deveriam ser pagos ao governo serve para fomentar o tráfico).
Como impedir toda ou quase toda uma sociedade? Difícil! Só se cercasse o país todo com grades pra que ninguém fugisse. Talvez fosse mais fácil.
Até o presente momento, a velocidade máxima oferecida no Brasil é de 8 megas por segundo. Parece muito, mas é bem pouco. Isso em lugares como a Coréia do Sul não é nada, pois segundo o Jornal “Estadão”, naquele país já se oferece até 100 megas, e pior ainda, a baixo custo.
Se muitas dessas empresas de telecomunicações fizessem o mesmo, baixando seus preços e oferecendo pacotes econômicos às pessoas de baixa renda, talvez fosse mais fácil de combater esse tipo de pirataria, a arrecadação aumentaria, combateria o tráfico e ainda aceleraria o processo de inclusão digital no país, não ficando restrito às escolas e universidades, porém devendo começar nas residências.
Você vai a uma lan house em uma favela do Rio, por exemplo, se paga apenas R$ 1,00 (um real) em média pra ficar por 1 hora. Eu disse 1 hora!!! Na compra de pacotes de horas ainda tem desconto. Agora vá na zona sul do Rio, por exemplo, e veja a diferença: tem lojinhas que cobram cerca de R$ 4,00 (quatro reais) a R$ 5,00 (cinco reais) para que o usuário use a rede por no máximo 10 a 15 minutos. É claro que numa favela não se paga um terço dos impostos pagos num bairro de classe alta. Mas a este preço é demais. Não? Ainda tem mais: passar um arquivo pra CD ou pen drive, te cobram cerca de R$ 10,00 (dez reais), mesmo quando o cliente já leva a mídia. Não é permitido ao consumidor que faça isso do computador de onde esteja. Às vezes se assalta muito mais sem um revolver do que com um. Neste caso, a necessidade de quem não possui um PC ou não tem Internet.
A moda é Internet. A necessidade do homem atual está na rede. Tudo está interligado: o homem e seus interesses sociais, morais, financeiros, sobretudo, psicológicos.
Pensar que a Internet é coisa do futuro é coisa do passado. É coisa do presente mesmo. E, o “gato” também. Talvez, esta tenha avançado mais do que as projeções feitas por especialistas ou se já fora previsto o crescimento de forma tão rápida, então um erro está sendo cometido, pra não dizer um abuso: se estar conectado é algo imprescindível e sua demanda é altíssima, era pra de fato o produto ou serviço custar menos, ao invés de explorar isso como um modo de apenas lucrar mais.
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criado por DIego Francisco
14:08 — Arquivado em: 






