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31.10.08

Detalhes de Uma Profissão: Repórter/Jornalista

Repórter/Jornalista: profissional que vive em busca de notícias. Está em qualquer lugar a qualquer hora, com a missão infinita de contar ao público os últimos fatos. Tem hora pra começar a trabalhar, mas não tem pra terminar. Muitas vezes, é chamado pra começar o expediente (se é que se pode chamar assim) bem antes do horário, porque aconteceu algo de muito importante ou então terá de substituir um colega que não pode estar presente.

Ser repórter parece ser interessante. E é. Mas pra quem gosta profundamente da profissão, pois como qualquer outra, tem dois lados. Todo mundo pensa que repórter/jornalista só é aquele cara que fica de terninho, segurando um microfone e falando “bonito” na TV ou na rádio. Engana-se quem pensa dessa maneira. Primeiro de tudo, que pra ser um jornalista, o indivíduo tem que gostar muito de ler e sobre tudo, pois precisa estar atualizado no mesmo instante em que os fatos ocorrem. Precisa falar e escrever bem. Quase que um dom (só pra não desanimar os que acham que não tem chance pra isso).

Nem todo jornalista aparece na mídia. A maioria trabalha por trás dos bastidores: uns pesquisando as matérias na Web e em canais de rádio e TV do mundo inteiro. Outros, cobrindo os fatos. Sem esquecer dos demais que ajudam a preparar e corrigir o texto que um outro colega vai falar. É uma equipe na verdade. Todos em prol de um único objetivo: passar de modo mais rápido e completo a notícia pra você.

Ser repórter muitas vezes é correr riscos. Não se pode ter medo de ir a lugar nenhum. Ora pode estar cobrindo um tiroteio numa favela qualquer, outra ora, numa grande guerra. Às vezes, está fazendo uma reportagem num grande e chique restaurante, provando do melhor cardápio ou então, numa selva qualquer experimentando o espírito de sobrevivência ao ter que se adaptar ao local e comer o que a natureza lhe oferece. E, por aí vai…

Ser jornalista ou repórter, tanto faz, é trabalhar com o tempo. Muitas vezes nem almoça ou janta. Precisa pensar rápido, pois trabalha muito com o improviso e não pode ficar nervoso, porque senão vai gaguejar ou não sai nada de sua mente que deve ter um auto poder criativo.

Nessa profissão, não se pode ter vaidade e tampouco timidez. É o editor-chefe que corrige ou anula totalmente o texto e quando está de mau-humor então é pior ainda! O jornalista precisa porque precisa entregar alguma matéria para a edição. Se não for para o noticiário da tarde, talvez para o impresso do dia seguinte. Nem toda reportagem vai ar. Como o tempo e o espaço são poucos, é preciso selecionar as melhores ou as mais importantes, ou seja, aquelas que possuem alguma relevância ou vai sensacionalizar o público. É claro que todo jornalista quer ver sua matéria na primeira página de um jornal ou em alguma outra de destaque (isso não é vaidade, mas sim o desejo para que seu trabalho seja reconhecido). Contudo, na prática nem sempre acontece. É preciso ser forte e saber que um outro colega pode ter feito uma cobertura melhor que a dele ou que não há espaço pra colocá-la.

Jornalista tem fama de ser fuxiqueiro, falar o que não deve ou até mesmo inventar notícias. Que seja fuxiqueiro é até aceitável, pois o ser em questão realmente precisa ser curioso para assim apurar os fatos. Agora, quanto os outros adjetivos negativos, há uma discordância. Talvez, possa haver um ou outro profissional que não aja com ética, como acontece em qualquer carreira, mas generalizar isso é um erro grave.

Até dizem que jornalistas invadem a privacidade alheia. Mas até onde algo é privado ou se torna público? Se está na rua é pode ser filmado e/ou divulgado? Bom, se está na rua, está se expondo. Isso é fato. Outrossim, é saber até onde determinado fato é íntimo. Veja um exemplo: imagine que um repórter tenha descoberto que um político pegou emprestado sem avisar dinheiro dos cofres públicos. Tudo bem que é a vida dele, algo particular. No entanto, o bem saqueado não. Este é da população, embora nunca vá chegar tão perto pra dizer que realmente algo lhe pertence.

Ser jornalista é lidar instantaneamente com sensações, sendo necessário dominá-las. Muitas vezes se vê algo e não pode dizer do modo que gostaria, tendo que ser neutro com os fatos e seus personagens. Ao mesmo tempo, precisa ter um sangue frio imenso, pois há certas coisas que se tornam tão comuns que parecem não tocá-lo mais. É preciso ser um ótimo artista para não demonstrar sua alegria ou indignação quanto a algum acontecimento.

Ser repórter é concorrer o tempo todo para que a sua informação seja dita antes de seu colega, também concorrente. No fundo é emocionante saber que foi o primeiro a divulgar tal informação, mesmo que seja um terrível acidente ou uma catástrofe natural (isso não significa que jornalista goste de sangue ou deseje o mal. É claro que por ele, jamais aconteceriam coisas como estas, mas enfim, alguém precisa mostrá-las e sua função é justamente esta, mesmo tendo alguns jornais que se espremidos, saem até sangue).

Acima de tudo, ser repórter/jornalista é contar a notícia e não sê-la.

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criado por DIego Francisco    17:02 — Arquivado em: Profissão e Emprego

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