11.9.08
Plagiornalismo: Uma Matéria a Ser Aprendida
Bem, do jeito que as coisas vão hoje em dia, todo mundo plagiando textos, matérias e teses de todo mundo, é melhor me proteger, por isso vou logo dizendo que plagiornalismo é uma palavra que eu inventei, é o meu neologismo. Então, qualquer coisa que você ler a partir disso, pode ter certeza que foi porque leram este artigo ou viram em alguma busca na Internet. Quanto a isso, já estou protegido.
Não preciso ficar explicando do bê-a-bá o que é plágio, pelo amor de Deus, até porque todo mundo sabe bem o que é, mas só pra você não ficar na dúvida ou não enganar a própria consciência, pensando que não faz isso, repito, segundo o "Geocites", que plagiar significa copiar, imitar sem citar fontes de tais informações, o que não é este o caso, até porque eu já estou dizendo de onde foi que tirei tal conclusão. Isso é plaginformação (também de minha autoria).
O "Geocites" também cita a Lei 9610/98, para quem não a conhece, que trata dos direitos autorais do Brasil, já que se apropriar de qualquer artigo, texto, imagem, arte e/ou criação de qualquer natureza científica sem pedir autorização de seus idealizadores e/ou citar fontes é considerado um crime. Bem, mas isso já é pra aula de Ética.
Artigo, texto, monografia, tese ou qualquer outra coisa que tem como objetivo informar, contribuir culturalmente e levar conhecimento já pode ser considerado como uma notícia/informação. Se estiver na Internet então, aí é que piora toda a coisa. Não adianta usurpar o trabalho de outros, porque algumas palavrinhas “suas” num site de busca já mostra o texto completo.
É por isso que eu queria saber o porquê de um indivíduo plagiar a obra de outro: Se por falta de inteligência, desespero, preguiça ou algo que eu ainda não tenha pensado, que não será plagio, é lógico. Bom, só o fato de não ter se dado ao trabalho de alterar algumas palavras do texto original já deve ser considerado uma burrice, além da preguiça, é claro. Também vejo nisso um reconhecimento de auto-incapacidade. Desculpe as críticas, mas é mais pura verdade. Este final ficou meio esquisito, parecendo uma espécie de “morde e assopra”, mas é assim que a vida é, uns te mordem pra depois te assoprarem.
Além das coisas ditas no parágrafo anterior, a “pirataria de idéias”, que o texto trata, ressalta a indignação e o desrespeito pelo sacrifício alheio, pois determinado autor provavelmente passou horas, dias, semanas, meses, anos, até décadas tentando achar/criar algo unicamente seu, e do nada vem um ladrãozinho qualquer e lhe tira isso, como quem “doces de uma criança” (frase muito antiga, e apesar de não saber quem a disse primeiramente, já a coloco entre aspas pra dizer que não é minha).
Bom, só a idéia de conferir se determinado texto/assunto realmente pertence a um aluno, já deveria ser considerado plágio, pois tá roubando a idéia de outro que pensou o mesmo. Rsrsrs. Cada vez mais, estudantes de escolas e universidades se tornam vítimas de sua própria falta de esperteza, ao achar que um professor não vai investigar o conteúdo e a origem de tais informações. Se for monografia então, nem se fala. O que eu acho mais engraçado é quando um aluno está lá na frente daquela “banca”, todo nervoso, pensando que vai se sair bem, quando de repente, um dos examinadores do texto encontra páginas e mais páginas de seus livros/trabalhos descaradamente copiados como se fosse reflexão daquela pessoa, que também não deixa de ser, por mostrar que não houve reflexão, pois se a tivesse, teria pensado não só uma nem duas, mas três, quatro, cinco, seis, sete, quantas vezes fossem necessárias antes de praticar a arte do imitar.
Plagiornalismo deve ser aprendido não como uma matéria em sala de aula a ser praticada, mas as lições que traz escondido, sim, pois se você, por exemplo, sabe que fulaninho ali, pertinho de você, se fu… com isso, não vai querer repetir, vai?
Gostou do texto ou acredita que alguém esteja precisando lê-lo? Então, envie-o, colocando o endereço do Blog, a categoria e o título do texto.
criado por DIego Francisco
1:09 — Arquivado em: 






