30.8.08
É Tempo de Amar
Ao que parece, todo dia é dia de amar, não porque isso seja algo que esteja na Constituição, artigo, emenda, MP ou algum outro livro jurídico, embora seja um dos Dez Mandamentos da Bíblia: “Amar ao Próximo como a si mesmo”. Difícil obedecer a isso, pois já é complicado nos amar completamente pelo que somos, sempre vendo algum defeito aqui, outro ali, imagine então amar ao outro, sabendo dos podres dele(a)!
Cada um tem dentro de si uma razão profunda para justificar o amor ou o ódio que sente pelo próximo. Se hoje é tempo de amar e amanhã para odiar, não sei, espero que seja um dia para se amar muito mais do que já se ama no hoje.
Se o mundo vai se acabar, não importa, porque provavelmente você se acabará antes, e é por isso que você não pode partir, deixando em coma um sentimento que ainda existe dentro de você por outra pessoa. Dizem que perdoar é divino (dizem) e que devemos perdoar 70 vezes 7. Será que alguém perdoa tanto assim? Creio que não, pois do jeito que as coisas estão, só se perdoa no máximo uma vez. Só coração de mãe que é mole e perdoa sempre ou então, esta se faz de ingênua para não ter de se culpar pelos erros dos filhos.
Eu, particularmente, não sei se perdoaria tanto, pois sou o tipo de homem que, quando vejo que algo não está mudando, penso naquele velho ditado que diz que “pau que nasce torto não se endireita”. Mas, tem mulheres que acreditam que sim: sempre perdoando as traições dos maridos que sempre vêm com aquelas histórias pra “boi desmaiar”.
Bem, não estou aqui pra questionar quem ama ou não, até porque não é meu departamento e eu sei que ficaria louco, tentando buscar respostas, mas só posso te dizer que simplesmente se ama e ponto final.
Ama-se o feio, mas principalmente o belo, ou então se vê no feio uma beleza que os demais não conseguem ver ou pensam que não existe. Ama-se quem está perto, mas também quem está longe, e por isso, eu me pergunto se o fato de amar alguém que está sempre distante de você, se é puramente amor ou somente lembrança do que se foi, pelo mito de um dia voltar a viver algo que lá no fundo é difícil ser revivido.
Ama-se o que se tem, mas principalmente o que já se teve, contudo é possível amar o que ainda se quer ter. Ama-se o gesto de uma pessoa, mesmo este sendo de uma má conduta, mas se ama, e é nesse tipo de coisa que o ser humano tenta se encontrar no outro, por buscar alguém como ele ou como gostaria de ser.
Todavia, me pergunto se amar tem limites e quais os perigos em se amar “dimais”. Será que amar o outro é amar também a si mesmo como pede o mandamento ou é ser egoísta consigo mesmo, aceitando e sujeitando-se a tudo o que o outro faz, sem se valorizar como pessoa? Pode ser também que se amar “dimasiado” seja um perigo para os outros e pra você mesmo(a). Enfim, não há uma regra para amar, apesar de o verbo ser exigente e te pedir uma dose extra de confiança e de fidelidade.
Eu amo, tu amas, ele(a) você ama e todos amamos. Não é uma aula de português, mas um fato. Podemos ou não amar a mesma pessoa, de diferentes maneiras, mas a amamos e isso é fato. Sexo pode ser ou não outra maneira de se demonstrar isso. Dizem que o amar vem da alma, porém muitas vezes, precisa-se do corpo para se manter vivo em você e na outra pessoa também. Um toque, um abraço, um beijo, um carinho, um olhar, uma lembrança, um gesto de amigo ou uma simples mensagem de apoio são formas de se dizer “eu amo”, apesar de muita gente ter vergonha de dizer isso e só usar essa frase para o(a) parceiro(a) e quase nunca com os pais e/ou filhos e amigos.
Amar é isso: não se precisa ficar gritando aos quatro ventos, mas responder através das boas, porém verdadeiras atitudes.
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criado por DIego Francisco
18:40 — Arquivado em: 






