Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

14.8.08

Mensagens Subliminares de Uma Realidade Conotada 2

Se você já leu “Mensagens Subliminares de Uma Realidade Conotada 1”, fica mais fácil saber do que estou falando, mas senão, sem problemas, eu volto a explicar aqui. Segundo o “Pai dos Burros”, que neste caso é o Luft, conotação é: s.f. 1. Relação entre as coisas que se comparam. 2. (Ling., Gram.). Sentido secundário que se soma à significação básica (denotação) das palavras, por associações diversas (cf. denotação). Se resolvi colocar uma explicação concreta, com base em fontes verdadeiras ao invés de simplesmente falar por minhas próprias palavras e quebrando a regra de usar o Aurélio, o que geralmente fazem, não é só para o texto ficar “bonitinho”, mas porque se acredita que tem caráter sério, já que buscamos um modo de justificar nossos argumentos, mostrando que pesquisei a fundo para depois comentar.

Bom, é melhor eu deixar de histórias e derramar logo o meu veneno sobre a realidade, pois é o que faço não só com gosto, mas também porque sei que estou fazendo isso bem-feito. Se sou venenoso, nem tanto, mas garanto que você também é. Não vai dizer que nunca soltou uma piadinha de mau-gosto contra alguém ou alguma coisa? Eu faço isso, quando necessário, e para o bem daquela pessoa ou situação. E, você, por que faz, então? Só não venha me dizer que não faz isso, porque senão vou me jogar do sexto andar. Ah, me esqueci, onde eu moro não tem sexto andar!

Vamos deixar de lado as minhas brincadeiras e começar a “malhar o Judas”, embora não seja Sábado de Aleluia. O primeiro a ser malhado é um personagem cheio de “histórias”, e estou seguro que em alguma vez na vida, pelo menos, todos já fomos suas vítimas. Desde já, antes que me crucifiquem ou queiram me processar, digo que não estou generalizando nada e nem ninguém, só que o que vou contar já faz parte do cotidiano e se repete em inúmeras situações e pessoas, ainda que distintas:

Quem é que nunca caiu nos contos de um pedreiro? Você chama o cara pra fazer uma obra na tua casa (procurando o melhor profissional por um baixo preço), acerta todos os detalhes: o valor de seu serviço, formas de pagamento, materiais a comprar, o tempo que a obra vai durar e quando vai ter início. Até aí tudo bem, pois em geral, fica acordado que se paga no ato do serviço a metade ou parte do valor combinado (que nunca ultrapassa os 50%), pois é um sinal que ele precisa pra se manter e te dar garantia de que não vai falhar com você. Nossa, o primeiro dia é uma maravilha, o indivíduo chega lá pontualmente no horário combinado (às vezes até antes), trabalha bem no primeiro dia, e no final daquele, você ou seu marido ou esposa, seja lá quem tiver com a grana, paga logo uma parte. No segundo dia, também é uma beleza, mas quando vai chegando o final da primeira semana, você toma logo um baita susto, é o estresse pela infeliz surpresa: Cadê aquele pedreiro que não veio hoje? Não ligou, não deixou recado, sequer avisou que ia faltar! O indivíduo falta 1 dia, falta 2 e no terceiro ou quarto, aparece, com a cara mais cínica do mundo vai te contar uma de suas historinhas: que o filho tá doente, que teve um problema disso ou daquilo e por aí vai… Não estou contestando a versão deste, mas também não posso acreditar em tudo o que contam, até porque, já está quase tão genérico que é quase impossível acreditar nas pessoas hoje em dia.

Bom, a lavagem cerebral já está sendo feita sem sua cabeça, pra que você fique com “peninha”, pra depois dizer logo o que quer de fato: mais dinheiro ou se possível, adiantar mais alguma coisa do valor combinado. Se você der, é louco(a), porque nunca mais volta pra terminar aquela obra. Se não teve responsabilidade no começo, por ter recebido uma parte, como terá se pagar tudo por algo mal-começado? Sem contar o fato de que a sua casa está uma bagunça total, poeira pra todos os lados, o chão parece uma coisa, você pisa e fica fazendo aquele barulho irritante. Os móveis só têm cimento e pra completar tem aquele seu filhinho alérgico, que não para de espirar ou então, a bronquite do pobrezinho está atacada. Ferrou tudo! Mas e aí, onde está o cara então, se não está na sua casa fazendo o serviço e nem na dele? Bem, o que você, que não tem carteira assinada e que precisa ralar pra ganhar a vida estaria fazendo então? Sugiro que procure em alguma outra obra iniciada e não finalizada por aí, pois é muito comum o cara começar (sem generalizar) e só voltar depois de 1 a 2 meses pra terminar, como se você tivesse à disposição dele, ao invés dele a sua.

Mas, também pode ocorrer o contrário: o cara estar trabalhando em alguma casa por aí, sem carteira assinada, numa obra que vai durar meses. Aí, então, o patrão que tem um pouco de noções de direitos trabalhistas dispensa esse empregado por uma ou duas semanas, só pra quebrar esse serviço feito ininterruptamente, dando-lhe umas pequenas férias ou com a velha desculpa de que está duro e quando puder recomeça a obra. É claro que não é nada disso. No fundo ele sabe que se tiver um profissional, prestando-lhe serviços por três meses seguidos, pela lei isso gera vínculo-empregatício e logicamente teria de pagar em carteira por esse tempo.

Você vai a um banco, é aquela fila horrível. Em vários têm aquele funcionário que fica passando com aquela prancheta na mão, suportando uma “calculadorazinha” e uma caneta e perguntando o que o(a) senhor(a) quer, se tem alguma conta em atraso e se há algum cheque pra sacar. Mas tem uns bancos que são bem melhores, por exemplo, você chega ao meio-dia pra pagar uma conta e o cara, na maior cara-de-pau anota o teu nome e diz pra voltar às quatro, porque é essa previsão de atendimento. Como se você não tivesse outras coisas pra fazer durante o dia e tivesse de ficar à disposição de um banco, quando este deveria estar à sua. O tempo máximo da fila, nem se fala, ninguém respeita isso, até porque brasileiro não sabe reclamar pra quem é de direito, queixando-se apenas para o pessoal da fila e pra si próprio. Bom, apesar de haver leis que regulamentem o tempo máximo de espera numa fila bancária, não há gente suficiente pra fiscalizar. Mas, como o brasileiro é o povo do “jeitinho” sempre encontra uma saída para não cumprir suas responsabilidades. Não vou dizer uma brecha na lei, mas um rombo mesmo nela: Acomodar as pessoas numa cadeirinha parece ser sinal de bom atendimento, mas não é, pois a empresa sabe que não tem capacidade pra cumprir com seus deveres e te dá uma distração, até porque, se você for reclamar que está há mais de meia-hora numa fila, estará mentindo, pois você está numa espera e muito bem-acomodado(a), e não numa fila indiana, em pé, se cansando e olhando a todo instante pro relógio, porque vai aguardar como uma criança comportada a tua senha aparecer lá naquele letreiro.

Você vai a um estabelecimento comprar algo, sempre com aqueles preços promocionais terminados em “9”, pra te deixar com a idéia de promoção. Que nada, é uma maneira de o dono ganhar mais dinheiro em cima de você, porque nunca um caixa te devolve o teu R$ 0,01 de troco, por dizer que não tem. Nem que pudessem devolver, pois tem um limite de quanto pode faltar no caixa de cada funcionário, e se este valor for superior ao permitido pela “casa”, o empregado é obrigado a colocar do próprio bolso essa diferença. Sem contar o fato de que o que vale pra efeito de impostos é o valor registrado naquela máquina, e não o que o cara arrecadou no real. Imagine um grande supermercado, no qual pelo menos 500 pessoas num único dia deixam esse “centavozinho” que pra elas não fazem falta! Vamos, faça as contas! É isso mesmo que você calculou (500 pessoas x R$ 0,01 = R$ 5,00). Agora imagine isso durante os 30 dias do mês e em cada filial da rede!

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criado por DIego Francisco    1:11 — Arquivado em: Sociedade

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