31.7.08
Brasil Que Não Vai Pra Frente 1: Violência
Todos os dias, temos escutado que o Brasil vai bem: bem no futebol, na economia, e em outras coisas que apesar de serem divulgadas pelos principais veículos de comunicação com base em estatísticas fornecidas por órgãos governamentais ou não-governamentais, não as vemos, quer porque estejam longes de nossa realidade quer criem um mundo de fantasia para que acreditemos, que o país esteja bem de saúde (que também não tem).
Problemas são muitos, e claro que se espera um dia resolvê-los, mas estamos esperando há mais 500 anos. Não podemos dizer que o Brasil seja um país perfeito, pois lugar assim, só nossa casa e olhe lá! Infelizmente, terei de escolher um problema dentre tantos que há para falar neste texto, porque não dá pra discutir todos, senão o artigo ficaria muito longo e cansativo, por sinal, porque estou certo de que você apenas quer ler uma opinião e não uma Bíblia, não é? Por isso, o tema de hoje é: violência.
Todavia, violência se divide em diversos subtemas: a doméstica, a urbana, a social, etc. Ficarei com a urbana, a que realmente afeta a nação, já que todas as outras formas estão presentes em qualquer parte do mundo, e o Brasil não seria uma exceção, por isso não devemos crucificá-lo.
Temos como exemplos bastante comuns a violência nas grandes cidades, como os assaltos constantes e a expansão de diversas facções criminosas (que estão se mostrando muito mais organizadas do que aqueles que as combatem), dominando o tráfico de drogas e alguns comércios locais, mas principalmente coagindo os moradores nas determinadas comunidades onde atua.
De onde vem a violência, é isso que você quer saber ou acha que já sabe? Esta já está no íntimo do ser humano, podendo se desenvolver ou não, a depender da formação psicossocial de um indivíduo, mas no caso apresentado, poderia dizer que é tudo isso e muito mais, produzido por um conjunto de fatores sociais, tais como: pobreza (para não dizer fome), deficiência no sistema educacional, além da própria contribuição da violência e do prazer que ela proporciona aos seus praticantes por conseguirem alguns benefícios materiais, esquecendo-se do dia de amanhã, quando terão de prestar contas à própria sociedade ou pagar com a vida, o que geralmente acontece.
A respeito dos freqüentes assaltos nas ruas, é difícil para um cidadão comum fazer alguma coisa, já que não consegue se defender sozinho, mas também, porque não há policiamento suficiente ou nos locais adequados para evitá-los, mas a solução é não andar com muito dinheiro, não reagir e sempre caminhar por ruas movimentadas ou se preferir, renuncie ao mundo e não saia mais de seu lar, porém saiba que mesmo assim, não estará totalmente seguro(a).
Já, quanto à influencia do tráfico nas favelas, existe uma via de mão-dupla, embora nem todos percebam isso: um dos objetivos do tráfico é fazer seus respectivos moradores temê-lo ou respeitá-lo, para não denunciá-lo, mas principalmente fazer com que esta gente pense que é dependente dele, quando na verdade, é ele o dependente daqueles moradores, pois se todos o entregassem ou se opusessem a isso, não se criaria. Contudo, o marginal é esperto: em datas festivas, como o São Cosme e São Damião, o Dia das Crianças e/ou o Natal, tenta comprar aquela população, distribuindo doces e presentinhos ou até mesmo, ajudando no sustento de famílias, como consta em alguns vídeos documentários por aí.
No entanto, é a própria população, no geral, que torna a criminalidade cada vez mais forte, pois apesar de reclamar que paga seus impostos e exigir mais segurança e outras coisas mais, também é cúmplice do crime: é o rico comprando a droga, principalmente, por ter dinheiro pra isso, e o pobre também (sem generalizar, porque existem muitas pessoas de bem, ainda). Além disso, há outro fator que contribui para o fortalecimento do domínio de quadrilhas nas favelas: por exemplo, quando acontece uma briga entre vizinhos, ao invés de uma das partes reclamar com as autoridades, simplesmente vai lá e chama o marginal pra resolver tudo. É um absurdo, entretanto é a mais pura verdade (mais uma vez não estou generalizando, mas quase o fazendo). Provavelmente, o medo daquele morador é que se chamasse a polícia, o bandido poderia matá-lo depois, por estar “sujando” a sua área.
Dizer que somos brasileiros e por isso não devemos desistir nunca é muito bonito, mas também relativo, pois parece que o bandido também pensa assim, e cada vez mais insistindo em desafiar o poder público para firmar-se na sociedade onde atua.
Uma pergunta muito interessante é saber de onde os traficantes conseguem suas armas, já que as fronteiras são vigiadas, além dos aeroportos, rodoviárias e rodovias.
Outro fato que nos faz perder qualquer tipo de esperança por punição ou fé na justiça é a própria lei, que às vezes parece estar a favor do bandido: este mata, rouba, faz o “inferno”, e quando consegue ser preso, não fica por muito tempo numa cadeia, porque lá, trata logo de botar uma Bíblia embaixo do braço pra dizer que está arrependido de seus crimes, e sai logo por “bom comportamento”, pra não dizer fingimento. Sabemos que não há celas suficientes para tantos marginais, que aumentam a cada dia, e nem um programa eficaz (pelo menos que eu saiba), que coloque o preso a prestar serviço dentro da prisão, como uma das formas de reintegrá-lo e oferecê-lo uma oportunidade para estar novamente na sociedade, mas se com toda a liberdade que tinha não se comportou, quando sair, que não irá mesmo, por achar que foi tudo muito fácil e não ter dado tempo suficiente para se arrepender de seus erros. Em alguns países, prisioneiro trabalha, não fica à toa “matutando” como fugir da prisão e/ou cavando túnel, porque não sobra tempo pra isso. Mas aqui, o bandido continua “vagabundo” dentro e fora da cadeia, sendo sustentando pelo povo, sem ter de pagar por isso.
Bom, não posso ficar mais falando sobre violência, até porque já estendi “dimais” o assunto e sei que você não deve estar agüentando mais ler um texto tão longo. Talvez, seja por isso que tanta gente deixa de estudar, só por pensar que terá de ler coisas tão longas assim… mas isso fica para um próximo artigo.
Gostou do texto ou acredita que alguém esteja precisando lê-lo? Então, envie-o, colocando o endereço do Blog, a categoria e o título do texto.
criado por DIego Francisco
21:28 — Arquivado em: 






