9.7.08
O Direito Em Ter Um Filho
Um dos problemas atuais em diversas sociedades é a adoção legal de crianças, por causa de diversas questões burocráticas como as condições financeiras dos pais adotivos, mas principalmente as de origem moral e psicológica, para que desse modo os adotados possam crescer em uma boa família, adquirindo valores sociais, morais e religiosos para a boa formação do caráter. No entanto, me pergunto como saber se determinados indivíduos são ou não de boa conduta e se eles realmente serão bons pais. E, apesar de eu não ter nenhuma resposta, deixo essa pergunta na sua consciência.
Primeiramente, devemos nos perguntar a razão de existir tantas crianças sem pais, pois a cada dia este número aumenta. Poderia se dizer que diversos pais abandonam seus filhos por não terem condições financeiras para criá-los, pois a mãe não teve outra saída, porque o namorado ou noivo não quis assumir as suas responsabilidades e ela escondeu o fato de sua família. Também diria que os pais morreram e que a criança não tinha outros parentes e por isso foi viver num orfanato, etc.
Em segundo lugar, devemos nos perguntar o porquê de uma pessoa ou família em decidir adotar um filho, e quase sempre as mesmas respostas: que a mulher ou o homem não é fértil, e por isso não podem ter filhos de sangue; uma mãe que perdeu o filho no parto ou durante a gravidez; as famílias que já têm filhos e querem mais, porque apreciam uma família numerosa; por último, um casal homossexual que necessita se sentir completo, adotando um filho.
E, em terceiro, temos de nos perguntar quem realmente teria o direito em ter um filho, se são as pessoas férteis, as que têm condições financeiras e psicológicas para isso ou aquelas que realmente amam seus filhos. Às vezes, penso que a vida é injusta, pois há tantas mulheres que têm a facilidade em ter filhos, mas eles não lhes importam, enquanto que há outras que apenas querem um e não conseguem, porque a vida lhes fora injusta. Tenho raiva quando vejo em algum jornal, que uma mãe jogou o seu bebê numa lixeira ou em qualquer outro lugar por aí, com tantos perigos no mundo, e me pergunto se merecem o direito divino de dar a luz.
Os problemas são muitos, tanto para os órgãos responsáveis em permitir a adoção quanto para quem a usa como saída para seus problemas, mas se faz necessário lembrar que, quem sofre mais com tudo isso são as crianças que apenas querem um pai e uma mãe para amá-las.
Legalmente, uma criança precisa de uma família, uma casa, mas também de um quarto só pra ela, estudos, comida, carinho, entre outras coisas mais que um filho de sangue também precisa, pois não existem diferenças entre eles, porque ambos são humanos e suas necessidades são as mesmas como a de qualquer outra pessoa. Porém, me pergunto se os adotados não necessitam mais do que os filhos que realmente têm pais, porque não se sentem seguros quanto a isso, já que nem sempre compreendem a razão de não estar com seus verdadeiros pais, supondo que eles os abandonaram, e muitas vezes disputando o amor deles com outros irmãos (filhos de sangue).
Em diversos países, quem tem mais dificuldades para adotar uma criança são os casais homossexuais, pois suas condições de pai e pai ou mãe e mãe geram preconceitos por parte de várias pessoas ou sociedades. Contudo, é preciso questionar se isso é motivo suficiente para que uma criança não tenha direito a uma família, se estes pais tiverem condições financeiras e morais para lhe dar uma boa educação e formação social, cumprindo a tarefa dos pais verdadeiros, que no puderam estar presentes por algum motivo ou então, fugiram de suas responsabilidades.
Por outro lado, tem de se pensar na criança também, não somente na vontade de dar alegrias aos futuros pais adotivos. E, apesar de uma criança estar em uma família homossexual e ter tudo o que alguém deseja, também se faz necessário pensar no futuro dela ao longo dos anos, quando já estiverem maiores, por exemplo, e não ser discriminada na escola e/ou na vizinhança por causa da opção sexual dos pais, já que provavelmente ouvirá insultos e nem sempre poderá se defender.
Filhos serão sempre filhos, não importando se são ou não de sangue, porque o amor dos pais por eles deve ser igual, e o que se define como uma família não são os laços de sangue, mas os de amor e amizade, de um sentimento de comunhão, compreensão e cumplicidade entre pais e filhos.
Porém, não é fácil cuidar de um filho adotivo, pois sendo um pouco mais velho, terá que ser paciente com as suas manias, já que não está acostumado a viver em família e tem medo de voltar para o orfanato. Todavia, se prefere adotar um bebê, para que pense que é realmente o pai ou mãe verdadeira dele, cuidado, pois ao longo do tempo, deverá pensar se conta ou não a verdade para ele/ela, e caso decida dizer que o(a) adotou, explique-lhe que o(a) ama muito, porque se não fizer isso, será muito pior quando descobrir a verdade pela boca dos demais o então, quando a vida lhe pregar uma peça, porque se souber disso ainda pequeno, provavelmente vai crescer sem se importar com isso e sem mentiras.
Hoje, o mundo está moderno e diversos governos ajudam às mulheres que não têm condições de sustentar os filhos, com bolsas de auxílio financeiro, além de distribuição gratuita de camisinhas e pílulas para os indivíduos que não querem ou não podem ter filhos, e mesmo assim, as pessoas continuam cometendo os mesmos erros. No entanto, infelizmente, as políticas de governo em controlar a taxa de natalidade em seus países não são suficientes, porque não obrigam as famílias, através de leis a se cuidarem mais.
De uma coisa estou certo: se os governos limitassem o número de filhos por família e punissem com multas quem descumprisse a lei, as pessoas se cuidariam mais, não teriam tantas crianças em orfanatos e tampouco, famílias sem emprego sofrendo porque não têm o que comer.
Embora a vida seja um direito a todos, é preciso questionar se o é realmente, pois mesmo que estar vivo seja um direito, nem todas as famílias conseguem cumprir com suas obrigações e por isso, deveria se pensar em métodos mais eficazes para controlar o excesso de natalidade, principalmente por parte das famílias que não têm condições em ter filhos, já que os ricos ou que têm, geralmente só têm um ou dois.
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criado por DIego Francisco
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