Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

31.7.08

Brasil Que Não Vai Pra Frente 1: Violência

Todos os dias, temos escutado que o Brasil vai bem: bem no futebol, na economia, e em outras coisas que apesar de serem divulgadas pelos principais veículos de comunicação com base em estatísticas fornecidas por órgãos governamentais ou não-governamentais, não as vemos, quer porque estejam longes de nossa realidade quer criem um mundo de fantasia para que acreditemos, que o país esteja bem de saúde (que também não tem).

Problemas são muitos, e claro que se espera um dia resolvê-los, mas estamos esperando há mais 500 anos. Não podemos dizer que o Brasil seja um país perfeito, pois lugar assim, só nossa casa e olhe lá! Infelizmente, terei de escolher um problema dentre tantos que há para falar neste texto, porque não dá pra discutir todos, senão o artigo ficaria muito longo e cansativo, por sinal, porque estou certo de que você apenas quer ler uma opinião e não uma Bíblia, não é? Por isso, o tema de hoje é: violência.

Todavia, violência se divide em diversos subtemas: a doméstica, a urbana, a social, etc. Ficarei com a urbana, a que realmente afeta a nação, já que todas as outras formas estão presentes em qualquer parte do mundo, e o Brasil não seria uma exceção, por isso não devemos crucificá-lo.

Temos como exemplos bastante comuns a violência nas grandes cidades, como os assaltos constantes e a expansão de diversas facções criminosas (que estão se mostrando muito mais organizadas do que aqueles que as combatem), dominando o tráfico de drogas e alguns comércios locais, mas principalmente coagindo os moradores nas determinadas comunidades onde atua.

De onde vem a violência, é isso que você quer saber ou acha que já sabe? Esta já está no íntimo do ser humano, podendo se desenvolver ou não, a depender da formação psicossocial de um indivíduo, mas no caso apresentado, poderia dizer que é tudo isso e muito mais, produzido por um conjunto de fatores sociais, tais como: pobreza (para não dizer fome), deficiência no sistema educacional, além da própria contribuição da violência e do prazer que ela proporciona aos seus praticantes por conseguirem alguns benefícios materiais, esquecendo-se do dia de amanhã, quando terão de prestar contas à própria sociedade ou pagar com a vida, o que geralmente acontece.

A respeito dos freqüentes assaltos nas ruas, é difícil para um cidadão comum fazer alguma coisa, já que não consegue se defender sozinho, mas também, porque não há policiamento suficiente ou nos locais adequados para evitá-los, mas a solução é não andar com muito dinheiro, não reagir e sempre caminhar por ruas movimentadas ou se preferir, renuncie ao mundo e não saia mais de seu lar, porém saiba que mesmo assim, não estará totalmente seguro(a).

Já, quanto à influencia do tráfico nas favelas, existe uma via de mão-dupla, embora nem todos percebam isso: um dos objetivos do tráfico é fazer seus respectivos moradores temê-lo ou respeitá-lo, para não denunciá-lo, mas principalmente fazer com que esta gente pense que é dependente dele, quando na verdade, é ele o dependente daqueles moradores, pois se todos o entregassem ou se opusessem a isso, não se criaria. Contudo, o marginal é esperto: em datas festivas, como o São Cosme e São Damião, o Dia das Crianças e/ou o Natal, tenta comprar aquela população, distribuindo doces e presentinhos ou até mesmo, ajudando no sustento de famílias, como consta em alguns vídeos documentários por aí.

No entanto, é a própria população, no geral, que torna a criminalidade cada vez mais forte, pois apesar de reclamar que paga seus impostos e exigir mais segurança e outras coisas mais, também é cúmplice do crime: é o rico comprando a droga, principalmente, por ter dinheiro pra isso, e o pobre também (sem generalizar, porque existem muitas pessoas de bem, ainda). Além disso, há outro fator que contribui para o fortalecimento do domínio de quadrilhas nas favelas: por exemplo, quando acontece uma briga entre vizinhos, ao invés de uma das partes reclamar com as autoridades, simplesmente vai lá e chama o marginal pra resolver tudo. É um absurdo, entretanto é a mais pura verdade (mais uma vez não estou generalizando, mas quase o fazendo). Provavelmente, o medo daquele morador é que se chamasse a polícia, o bandido poderia matá-lo depois, por estar “sujando” a sua área.

Dizer que somos brasileiros e por isso não devemos desistir nunca é muito bonito, mas também relativo, pois parece que o bandido também pensa assim, e cada vez mais insistindo em desafiar o poder público para firmar-se na sociedade onde atua.

Uma pergunta muito interessante é saber de onde os traficantes conseguem suas armas, já que as fronteiras são vigiadas, além dos aeroportos, rodoviárias e rodovias.

Outro fato que nos faz perder qualquer tipo de esperança por punição ou fé na justiça é a própria lei, que às vezes parece estar a favor do bandido: este mata, rouba, faz o “inferno”, e quando consegue ser preso, não fica por muito tempo numa cadeia, porque lá, trata logo de botar uma Bíblia embaixo do braço pra dizer que está arrependido de seus crimes, e sai logo por “bom comportamento”, pra não dizer fingimento. Sabemos que não há celas suficientes para tantos marginais, que aumentam a cada dia, e nem um programa eficaz (pelo menos que eu saiba), que coloque o preso a prestar serviço dentro da prisão, como uma das formas de reintegrá-lo e oferecê-lo uma oportunidade para estar novamente na sociedade, mas se com toda a liberdade que tinha não se comportou, quando sair, que não irá mesmo, por achar que foi tudo muito fácil e não ter dado tempo suficiente para se arrepender de seus erros. Em alguns países, prisioneiro trabalha, não fica à toa “matutando” como fugir da prisão e/ou cavando túnel, porque não sobra tempo pra isso. Mas aqui, o bandido continua “vagabundo” dentro e fora da cadeia, sendo sustentando pelo povo, sem ter de pagar por isso.

Bom, não posso ficar mais falando sobre violência, até porque já estendi “dimais” o assunto e sei que você não deve estar agüentando mais ler um texto tão longo. Talvez, seja por isso que tanta gente deixa de estudar, só por pensar que terá de ler coisas tão longas assim… mas isso fica para um próximo artigo.

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criado por DIego Francisco    21:28 — Arquivado em: Sociedade

16.7.08

Mensagens Subliminares de Uma Realidade Conotada 1

Sempre fui o tipo de pessoa que acreditei, que nada acontece por acaso e também, que ninguém te dá nada de graça, por isso, comecei a conotar as coisas que eu percebia no meu cotidiano, embora eu prefira dizer que estou denotando o óbvio, já que nem tudo que uma pessoa vê a outra consegue. Se você não sabe o que denotar, é simples, é apenas ter uma primeira impressão sobre alguma coisa e descrevê-la, e conotar, coisa que mais faço no meu dia-a-dia, vai além de tudo isso, ou seja, é enxergar além do que seus olhos realmente conseguem ver, completando as metáforas que as ocasiões lhe oferecem e vendo o duplo sentido em tudo o que é feito ou simplesmente, o lado obscuro em cada ato.

Vamos ao primeiro exemplo: imagine um político em um bairro pobre, em época de eleição, abraçando todas aquelas criancinhas e aquelas velhinhas que pensam que estão abafando. Denotando este tema, eu diria que um político foi à determinada comunidade, abraçou moradores e foi muito bem recebido. Porém, conotando, coisa que só se consegue quando se tem uma visão subjetiva sobre um assunto, diria que um político se arriscou a ir numa favela perigosa, cheia de marginais, abraçando um monte de gente a contra-gosto em troca de votos, e não porque gosta de criancinhas, pois depois de eleito, só volta lá para as próximas eleições. Até porque, o melhor jeito de se conquistar os pais é através dos filhos. Isso é o que os olhos vêem, mas o coração não consegue sentir.

Você vê alguém te olhando, mas mordendo e/ou lambendo discretamente os lábios. Não pense que este alguém está fazendo isso por estar com a boca ressecada. O sentido é outro e você sabe disso. Acho que desta vez não vou conotar.

Um cara chega pra namorada, diz que a ama muito e que eles precisam ir para um estágio mais avançado em seu relacionamento. A coitada vai pensar que ele propõe casamento. Mas, por trás daquelas doces palavras como “te amo” e sobre esse novo estágio, é claro que o cara propõe sexo, mas quando se está apaixonada, não se percebe isso. Você jamais vai ouvir uma mulher, dizendo ao namorado que eles precisam avançar no relacionamento, mas um homem, sim.

Quando alguém começa a ficar muito em cima de você, te elogiando, pode esperar que aí tem! Denotadamente, um inocente diria que é porque fulano(a) gosta muito dele(a) e que não há nada demais, já que são amigos. No entanto, se você tiver um terceiro olho como ou uma mente suja como a minha, perceberá que fulano(a) não gosta de você apenas como amigo(a) e procura algo mais ou então, que está lhe arrodeando para pedir algo, como por exemplo, dinheiro, porque é através de muitos elogios que se amansa uma fera, para que não diga “não”.

Quando você ganha um presente muito bom ou pelo menos caro, e a pessoa que lhe deu fica o tempo todo dizendo o valor, não é pra dizer o quanto gosta de você, pelo contrário, é pra dizer o quanto foi caro e que você deve valorizá-la por isso. É um modo que diversas pessoas têm para se mostrarem em seu meio e dizerem ao mundo e a si próprias, que não são pobres ou simplesmente, que não são mais pobres, porque isso geralmente acontece com quem viveu este último caso.

Se você vai à determinada seita e lá, um líder religioso fica o tempo todo falando e te perguntando onde está o seu compromisso com Deus, inocentemente, você pensaria que ele estivesse se referindo à sua fé, fidelidade e ao seu comportamento diante do Senhor. Que nada! Para este tipo de líder, o verdadeiro compromisso com o Senhor é você “abrir sua carteira” e doar seu dinheirinho. Não importa que você seja mau, porque provavelmente vai orar por você, para que seus pecados sejam perdoados e pra que você continue firme e forte na fé, digo, no money.

É engraçado quando se vai a um shopping ou a um supermercado. No shopping, você sai de uma escada rolante e anda até o final pra pegar outra, enquanto que no mercado, você pega o arroz aqui e o feijão lá do outro lado. Geralmente, os itens essenciais ficam lá no final. Mas, tudo isso não é à toa. É pra que você veja todas as outras lojas/seções e prateleiras, respectivamente, e lembre-se na hora de comprar mais alguma coisa.

Você vai a determinado lugar e vê logo algumas daquelas mensagens que te fazem sorrir: “50% off”, “70% de desconto” ou “promoção”. Caramba, realmente estas coisas lhe fazem realmente se sentir bem, por lhe fazer pensar que vai poder gastar um pouco mais! No entanto, quando se vê determinado produto em preço promocional, pode ter certeza que está pagando muito mais caro por ele, ou então, tem um produto com um preço muito mais alto pra compensar a perda do lucro naquele, e aí, como você não vai à rua só pra comprar uma coisa, até mesmo pela comodidade, preguiça ou falta de tempo, mesmo, acaba comprando tudo num lugar só, sem aproveitar o preço de tantos lugares com promoções.

Já reparou que em determinados lugares, quando vamos pagar algo no caixa e cumprimentamos a mulher, ela mal olha pra tua cara? Não é porque ela seja antipática. Pode até ser, juntando o inútil ao desagradável. Mas, na verdade, é pra não criar um vínculo com o cliente.

Já percebeu que depois que inventaram o computador, a gente joga a culpa de todos os problemas no “sistema”? Você liga pra alguma central de atendimento ao cliente e quando a atendente vê que é “bomba” pras mãos dela, como por exemplo, o cancelamento de um produto ou serviço, ela diz logo que naquele momento o sistema está inoperante, porque sabe que não vai poder te convencer a mudar de idéia, e provavelmente poderia perder pontos com isso, a depender da empresa. Outra coisa comum também é dizer que o erro foi do sistema. P…, mas quem é que controla o sistema? Como dizia um chefe meu, “o problema está entre a cadeira e o computador”.

Bom, chega de conotar por hoje. Rsrsrs. Acho melhor deixar um pouquinho pra depois. Até os próximos textos, porque este é o primeiro de muitos, já que a vida é uma realidade a ser conotada.

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criado por DIego Francisco    21:23 — Arquivado em: Sociedade

13.7.08

Se Sou o Patrão, Me Demito

De dois em dois anos, somos obrigados a ouvir aquela frase irritante das propagandas eleitorais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)/TRE (Tribunal Regional Eleitoral), dizendo: “Você é o patrão!”. E, por causa disso, resolvi me demitir como eleitor, não votando mais em nenhum candidato, anulando todos, já que o meu voto só é válido para eleger um político, e não para demiti-lo, quando me representar mal em seu cargo. Pois, é bom que fique registrado, que votos em branco ou nulos não contam ponto pra nenhuma legenda, apenas os válidos. E, também que, não há como saberem em quem você votou ou não. Pode ficar super tranqüilo quanto a isso! mas é isso que o povo não consegue entender.

Em todas as eleições é a mesma coisa: aquele monte de políticos em seu blá blá blá, sendo mais utópicos que o próprio eleitor, que sonha em um dia acabar com a corrupção e com a banda podre do poder. É um tal de aparecer obras daqui, outras dali, que não dá pra entender. Na verdade, até dá, o problema é que muita gente não pensa sequer o porquê de tantas obras somente em período eleitoral. O motivo é que se eles fizerem qualquer tipo de obra/projeto nos anos anteriores às eleições, poderão não ter sucesso para uma possível reeleição, pois o brasileiro é muito esquecido e só lembra do cara pelos seus últimos feitos, então, se deixa chegar às últimas, para fazer obras emergências, por exemplo, quando na verdade, poderiam estar corrigindo os buracos nas ruas/estradas nos seus outros anos de gestão. Mas pra quê?

Você, eleitor, coloca um indivíduo no poder, porque falou bonito ou este o promete mundos e fundos, quando no final, só vai te deixar o fundo, o fundo do poço para o cidadão (sem generalizar, mas quase o fazendo).

Em 2006, trabalhei como mesário reserva nas eleições a presidente, governador, senador e deputado federal. Foi um horror: no primeiro turno, não precisei ficar, apenas no segundo, pois um dos mesários tinha chegado cinco minutos atrasado do horário inicial de votação, e dentre os reservas, me escolheram, alegando que no primeiro turno eu não havia trabalhado. Pode uma coisa dessas, marcaram o meu rosto! O que tinha de gente que não sabia sequer em quem votar, nos perguntando em quem deveriam dar o seu voto, não dá pra contar, mas infelizmente, não pude dizer nada, pois estava a serviço do TRE, e por isso, fui imparcial, dizendo simplesmente um “não sei, o sr(a) é quem sabe”, mas com uma vontade de dizer: “anula p…”, mas não podia fazer isto. Tinha gente votando em qualquer um, só porque achava que era obrigado a votar em alguém. Só que você não é obrigado a votar em alguém, porém aparecer lá na sua seção eleitoral, assinar aquele caderninho ou colocar o dedinho e digitar alguma coisa naquela maquininha. Nada mais.

Muita gente acha que, por estar votando, está cumprindo o seu dever de cidadão, no entanto, existem outros deveres que o mesmo esquece, como preservar o lugar onde vivem e fazer-se respeitar como eleitor, mas aqui é uma bagunça, já que a maioria dos eleitores não tem estudo suficiente, sequer conhecem seus direitos!

Já pensei seriamente ingressar no mundo da política, pois eu seria uma exceção, já que estou dando andamento ao Ensino Superior (coisa que a maioria dos candidatos sequer têm). Digo que na política, teria todos os privilégios. Tanto é que quem entra não quer sair mais desse mundo. Um determinado indivíduo entra, mal apresenta algum projeto concreto, aumenta o próprio salário na hora que bem entende, sem consulta popular pra saber se nós cidadãos estamos ou não de acordo com isso, além de todas aquelas regalias como décimo terceiro e quarto salários, dinheiro pra isso e pra aquilo, e por aí vai. O engraçado é que, pra dar um aumentozinho ao trabalhador é um “uma coisa”, pois sempre alegam não ter caixa suficiente para isso. Mas como tem pra eles? É isso que ninguém entende! Outro dia, conversando na rua com uma senhora, que se dizia ser funcionária pública, a mesma me disse que participava de greves, exigindo melhores salários e benefícios, porque os políticos aumentavam os próprios salários em percentuais absurdos, enquanto que ela e outros, como funcionários públicos ralavam pra caramba em suas funções, e só conseguiam um aumento irrisório.

Outro fator positivo, para quem já vai com má intenção, é o benefício que o político tem ao exercer seu mandato, pois sua imunidade parlamentar o protege de muitas coisas, a começar de si próprio. Exemplo: um determinado político é acusado de estar envolvido com algum tipo de corrupção, envolvendo o dinheiro público. Ele não pode ser investigado ou processado pela polícia comum. Cria-se logo uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), a qual várias vezes, anda que nem caranguejo, pois não chega a lugar nenhum, e se chega, não há como condenar tal indivíduo, por não haver provas suficientes, ou se as têm, o mesmo renuncia ao cargo, para continuar a deter dos privilégios de se candidatar novamente em uma próxima eleição. E, o pior é que ganha, mesmo com tudo o que fora noticiado pela mídia!

Um golpe de marketing político bastante interessante é o fato de vários se filiarem a algum tipo de associação/grupo, para assim deterem votos de determinadas classes, como por exemplo, a de um time de futebol ou de uma igreja. Nada contra quem se ingressa a algum grupo, mas tudo isso já está mais do que denotado, não havendo necessidade de conotar o óbvio.

Antigamente, se via mais as realizações de pequenos desejos em troca de votos, como uma cesta básica ou material de construção para o barraquinho, mas com as proibições da justiça eleitoral, no intuito de tentar conduzir eleições limpas, em todos os sentidos, tem de se prometer mais e falar melhor.

Tem uma coisa que eu gosto muito, embora, muitas pessoas condenem: a baixaria política, pois somente através dos programas eleitorais, mas principalmente dos debates na mídia, que descobrimos certos podres do candidato, - os quais não sabíamos ou tínhamos esquecido, mas que o outro, que já fora colega de trabalho ou aliado político, que também participava de tais atos, mas que agora é seu adversário político, - nos faz o favor de contar.

Não se pode fixar cartazes em locais públicos e também, distribuir panfletos dos candidatos próximo aos locais de votação, mas não é isso que eu vejo, não somente como cidadão, mas como futuro repórter. Só faltam distribuí-los dentro das salas.

Bom, não dá mais pra ficar lendo, até porque enjoa, mas e você, o que tem feito como patrão/patroa?

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criado por DIego Francisco    19:10 — Arquivado em: Sociedade

12.7.08

Seleções da Vida

Se há uma palavra engraçada é essa: seleção. Você a usa pra um monte de coisas: para se referir a um time de futebol, mas principalmente pra fazer escolhas, quer sejam para melhorar o que já se tem, quer sejam para discriminar o que não se quer ter. E, assim é a vida: um breve momento da existência humana, que a todo instante faz seleções, a começar pela natureza, que já nos selecionou para que estivéssemos aqui neste exato momento.

Já antes mesmo de nascermos, a natureza faz uma escolha prévia de quem viverá, ou seja, o espermatozóide mais forte ou pelo menos mais rápido, ao entrar no útero é o campeão, o predestinado e o selecionado pela vida como o mais apto a enfrentar os problemas do cotidiano dos vivos.

Na barriga da mãe, a natureza continua selecionando, desde o sexo do feto, a cor dos cabelos, olhos e da pele, como todo um aparato de coisas que precisamos ter, para nos caracterizarmos ao máximo com quem nos fizeram.

A gente cresce e as seleções continuam: pessoas selecionam quem querem ter como amigos, mas não tem a opção de escolher quem serão os seus inimigos, isto é apenas dado pela vida sem o menor questionamento, sem saber se queremos ou não, talvez do mesmo modo que os amores, pois se pensamos que escolhemos quem queremos ao nosso lado, está enganado(a), porque é ele que nos escolhe, ao selecionar quem deve ou não viver conosco, pois se fosse verdade esse direito de escolher a quem amar, os feios jamais se casariam.

Selecionamos amigos, roupas, entre diversas coisas, mas partes dessas escolhas são feitas a partir de um sentimento de indiferença ou preconceito com o outro e com a realidade.

Pessoas selecionam pessoas pelo modo de agir, falar, mas principalmente por uma questão de afinidade mesmo ou algo em comum, como por exemplo, a condição social, pois isso conta muito, já que todos querem se integrar em algum grupo, selecionando o que supostamente chamaria de uma maçã podre ou ruim para um cesto (círculo de amigos).

Assim também são as coisas: têm bairro de ricos e de pobres; roupas pra quem pode comprar e outras pra quem gostaria de tê-las; tem gente inteligente, mas também quem compensa a sua ausência em algum outro talento; tem gente que escolhe o quê e como quer viver, enquanto há outros que se deixam serem escolhidos por alguém ou algo; tem até gente que não sabe o que escolher, e por isso acaba não sendo selecionado para lugar nenhum, como tem gente que seleciona sem nem saber o quê.

Isso eu acho engraçado: tem carros de ricos e de pobres; lugares pra quem realmente pode gastar, e para aqueles que contam até quanto podem gastar. Por que tantas diferenças, por exemplo, entre um restaurante de rico e outro de pobre? Alguém já se fez essa pergunta? O mesmo prato que é servido num restaurante “cinco estrelas” também é vendido noutro de classe econômica. A principal diferença é escolha de seu público alvo, já que, quem vai a algum lugar necessita se sentir integrado em um círculo. Imagine, se num restaurante classe A tivesse um cliente comendo de boca cheia ou gritando pelo garçom! Só não diga que um restaurante é melhor que outro, só pelo fato de ter garçons mais educados, pois o mesmo indivíduo que trabalha num lugar caro, depois, quando estiver desempregado, poderá ir para um mais barato e vice-versa. Muitas vezes, a refeição servida num simples restaurante é até mais gostosa do que outro bem mais caro. Na verdade, o que se paga é a qualidade que um tão barato talvez não tenha, como um excelente atendimento, comodidade, ambiente, etc., além do olho gordo do dono em lucrar mais. A verdade é que é o cliente quem faz o seu lugar.

Quem disse que uma roupa é melhor do que a outra só por causa do preço? A qualidade do material não conta? Acho que você pode estar comprando status por qualidade. A mesma roupa que você compra numa feirinha pode ser a mesma de um shopping: o mesmo tecido. Só muda que um tem nome e outro se chama “de todos e de ninguém”, e claro, você não paga impostos e contribui com o desemprego, aumentado pela pirataria.

É isso o que fazemos o tempo todo: selecionamos nossos caminhos, as respostas que daremos à vida e o que diremos a nós mesmos. Mas, acima de tudo, selecionamos o que realmente nos agrade e atrai de tudo aquilo que não gostamos e/ou não queremos.

Podemos selecionar amigos, valores, os convidados para uma festa e algumas vezes, até os(as) amantes. Só não é possível eleger os pais que se gostaria de ter, mas somos capazes de decidir o que é bom ou não para os nossos filhos.

Depois de tantas seleções, chega o momento em que somos selecionados à exclusão, ou seja, do mesmo jeito que um dia fomos convidados a estar aqui, seremos para nos retirarmos. Se é que a morte pode ser considerada um convite! Quando não, nos tornamos alvo dela, e quem for atingido primeiro será o eliminado desse jogo de escolha-escolha.

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criado por DIego Francisco    0:35 — Arquivado em: Filosofias e Pensamentos

9.7.08

O Direito Em Ter Um Filho

Um dos problemas atuais em diversas sociedades é a adoção legal de crianças, por causa de diversas questões burocráticas como as condições financeiras dos pais adotivos, mas principalmente as de origem moral e psicológica, para que desse modo os adotados possam crescer em uma boa família, adquirindo valores sociais, morais e religiosos para a boa formação do caráter. No entanto, me pergunto como saber se determinados indivíduos são ou não de boa conduta e se eles realmente serão bons pais. E, apesar de eu não ter nenhuma resposta, deixo essa pergunta na sua consciência.

Primeiramente, devemos nos perguntar a razão de existir tantas crianças sem pais, pois a cada dia este número aumenta. Poderia se dizer que diversos pais abandonam seus filhos por não terem condições financeiras para criá-los, pois a mãe não teve outra saída, porque o namorado ou noivo não quis assumir as suas responsabilidades e ela escondeu o fato de sua família. Também diria que os pais morreram e que a criança não tinha outros parentes e por isso foi viver num orfanato, etc.

Em segundo lugar, devemos nos perguntar o porquê de uma pessoa ou família em decidir adotar um filho, e quase sempre as mesmas respostas: que a mulher ou o homem não é fértil, e por isso não podem ter filhos de sangue; uma mãe que perdeu o filho no parto ou durante a gravidez; as famílias que já têm filhos e querem mais, porque apreciam uma família numerosa; por último, um casal homossexual que necessita se sentir completo, adotando um filho.

E, em terceiro, temos de nos perguntar quem realmente teria o direito em ter um filho, se são as pessoas férteis, as que têm condições financeiras e psicológicas para isso ou aquelas que realmente amam seus filhos. Às vezes, penso que a vida é injusta, pois há tantas mulheres que têm a facilidade em ter filhos, mas eles não lhes importam, enquanto que há outras que apenas querem um e não conseguem, porque a vida lhes fora injusta. Tenho raiva quando vejo em algum jornal, que uma mãe jogou o seu bebê numa lixeira ou em qualquer outro lugar por aí, com tantos perigos no mundo, e me pergunto se merecem o direito divino de dar a luz.

Os problemas são muitos, tanto para os órgãos responsáveis em permitir a adoção quanto para quem a usa como saída para seus problemas, mas se faz necessário lembrar que, quem sofre mais com tudo isso são as crianças que apenas querem um pai e uma mãe para amá-las.

Legalmente, uma criança precisa de uma família, uma casa, mas também de um quarto só pra ela, estudos, comida, carinho, entre outras coisas mais que um filho de sangue também precisa, pois não existem diferenças entre eles, porque ambos são humanos e suas necessidades são as mesmas como a de qualquer outra pessoa. Porém, me pergunto se os adotados não necessitam mais do que os filhos que realmente têm pais, porque não se sentem seguros quanto a isso, já que nem sempre compreendem a razão de não estar com seus verdadeiros pais, supondo que eles os abandonaram, e muitas vezes disputando o amor deles com outros irmãos (filhos de sangue).

Em diversos países, quem tem mais dificuldades para adotar uma criança são os casais homossexuais, pois suas condições de pai e pai ou mãe e mãe geram preconceitos por parte de várias pessoas ou sociedades. Contudo, é preciso questionar se isso é motivo suficiente para que uma criança não tenha direito a uma família, se estes pais tiverem condições financeiras e morais para lhe dar uma boa educação e formação social, cumprindo a tarefa dos pais verdadeiros, que no puderam estar presentes por algum motivo ou então, fugiram de suas responsabilidades.

Por outro lado, tem de se pensar na criança também, não somente na vontade de dar alegrias aos futuros pais adotivos. E, apesar de uma criança estar em uma família homossexual e ter tudo o que alguém deseja, também se faz necessário pensar no futuro dela ao longo dos anos, quando já estiverem maiores, por exemplo, e não ser discriminada na escola e/ou na vizinhança por causa da opção sexual dos pais, já que provavelmente ouvirá insultos e nem sempre poderá se defender.

Filhos serão sempre filhos, não importando se são ou não de sangue, porque o amor dos pais por eles deve ser igual, e o que se define como uma família não são os laços de sangue, mas os de amor e amizade, de um sentimento de comunhão, compreensão e cumplicidade entre pais e filhos.

Porém, não é fácil cuidar de um filho adotivo, pois sendo um pouco mais velho, terá que ser paciente com as suas manias, já que não está acostumado a viver em família e tem medo de voltar para o orfanato. Todavia, se prefere adotar um bebê, para que pense que é realmente o pai ou mãe verdadeira dele, cuidado, pois ao longo do tempo, deverá pensar se conta ou não a verdade para ele/ela, e caso decida dizer que o(a) adotou, explique-lhe que o(a) ama muito, porque se não fizer isso, será muito pior quando descobrir a verdade pela boca dos demais o então, quando a vida lhe pregar uma peça, porque se souber disso ainda pequeno, provavelmente vai crescer sem se importar com isso e sem mentiras.

Hoje, o mundo está moderno e diversos governos ajudam às mulheres que não têm condições de sustentar os filhos, com bolsas de auxílio financeiro, além de distribuição gratuita de camisinhas e pílulas para os indivíduos que não querem ou não podem ter filhos, e mesmo assim, as pessoas continuam cometendo os mesmos erros. No entanto, infelizmente, as políticas de governo em controlar a taxa de natalidade em seus países não são suficientes, porque não obrigam as famílias, através de leis a se cuidarem mais.

De uma coisa estou certo: se os governos limitassem o número de filhos por família e punissem com multas quem descumprisse a lei, as pessoas se cuidariam mais, não teriam tantas crianças em orfanatos e tampouco, famílias sem emprego sofrendo porque não têm o que comer.

Embora a vida seja um direito a todos, é preciso questionar se o é realmente, pois mesmo que estar vivo seja um direito, nem todas as famílias conseguem cumprir com suas obrigações e por isso, deveria se pensar em métodos mais eficazes para controlar o excesso de natalidade, principalmente por parte das famílias que não têm condições em ter filhos, já que os ricos ou que têm, geralmente só têm um ou dois.

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criado por DIego Francisco    23:45 — Arquivado em: Sociedade

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