Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

23.4.08

Batia No Peito

O ser humano tem uma coisa de engraçada: tenta compensar os seus fracassos ao compará-los com os dos outros. Com o brasileiro não seria diferente: Sempre se batia no peito, um orgulho estampado na face, pelo fato de o Brasil ser um país “maravilhoso”, apesar de seus inúmeros problemas como: corrupção, violência, miséria, analfabetismo, entre outros. Como assim um país “maravilhoso”?:

Pelo simples fato de não haver furacões, terremotos, maremotos, vulcões e outros fenômenos trágicos da natureza e/ou políticos-sociais como terrorismo. Isso era a marca do brasileiro: uma “Terra Abençoada”. Batia-se no peito por isso. Não sei, não! Tudo isso já está mudando: o Brasil já tem furacões, ou se você preferir, ventos fortes que destroem tudo ao seu caminho (se não quiser admitir que estes problemas já existem aqui). Tem tremores de terra, que agora podem ser chamados realmente por terremotos, pois 5,2 graus na escala Richter não é qualquer coisa, não.

É um jeito covarde, ficar comparando os problemas de um povo com o de outro. Cada qual tem aquilo que melhor consegue lidar. Tem países que estão sempre acontecendo fenômenos naturais arrasadores, e logo sua gente está de pé para continuar o seu cotidiano, como se nada tivesse acontecido.

Percebe-se que não se pode ficar vangloriando de que a natureza abençoa mais este lugar do que outro, pois ela é imprevisível, e só está manifestando os estragos feitos pelo próprio homem. Melhor nem bater no peito por não ter isso ou aquilo, pois do jeito em que o mundo está hoje, não é impossível que outros problemas políticos-sociais, econômicos, ambientais cheguem até aqui. Não que eu esteja agourando para isso, no entanto, é preciso reconhecer que nada é impossível, do mesmo modo em que se acreditava jamais ter um terremoto, por causa das coisas que a TV nos diz sobre o Brasil estar protegido por estar no centro das placas tectônicas. Se isso é verdade, como se deve o fato de o país ter sido vítima recente de um fenômeno assim? Pelo amor de Deus, só não me diga que é o fim do mundo!

Ninguém está imune a nada: nem a problemas econômicos-sociais, nem aos políticos, tampouco os de origem natural. Orgulhe-se das coisas boas que se tem, sem depender de um fracasso alheio, para acreditar-se como superior, ou melhor, que outro. Se determinados acontecimentos não chegaram aqui, ótimo. Se chegarem, é preciso lidar com eles, e mais do que isso, solucioná-lo, através das experiências que outros têm por já terem passado pelos mesmos problemas.

Se for analisar bem, cada povo se compara com os demais, e ao mesmo tempo, agradece por não ter os mesmos problemas que os nossos: muitos com certeza, devem se sentir abençoados ou felizardos por não ter corrupção em seu país, pelo menos como se tem no Brasil, assim, como em seu país não existe crise educacional, nem altas taxas de mortalidade, tampouco violência, como se enfrenta aqui nessa guerra diária, e que infelizmente já é vista com normalidade entre as pessoas.

Gostou do texto ou acredita que alguém esteja precisando lê-lo? Então, envie-o, colocando o endereço do Blog, a categoria e o título do texto.

criado por DIego Francisco    21:09 — Arquivado em: Sociedade

19.4.08

Doutor Qualquer Coisa

Se há uma palavra que realmente eu acho engraçada é essa: “doutor”. O Aurélio me traz as seguintes definições para esta palavra tão simples: “sm. 1. O que se formou numa universidade e recebeu a mais alta graduação desta após haver defendido tese. 2. O que se diplomou numa universidade. 3. Médico.” Já com Luft eu tenho o seguinte: “adj. e sm. 1. Indivíduo formado em faculdade e que defendeu teste. 2.(p. ext.) Bacharel, espec. em medicina ou direito. 3. (pop.) Indivíduo muito entendido no assunto.” Até aí eu entendi, não tenho nenhum problema quanto às definições dadas por estes dois ilustres dicionários, porém o meu questionamento é outro.

Até onde eu sei, doutor, ou simplesmente “Dr.” é o tratamento que damos a um médico ou um advogado, mas também é o termo em que usamos para classificar alguém que fez o doutorado em uma faculdade, e não simplesmente qualquer coisinha que tenha um 3° grau e já se acha muito por isso, pois se fosse assim, qualquer universitário seria doutor. Mas bem, essa não é a lógica. Pois, o que eu acho mais engraçado, para não dizer absurdo, é o modo como essa palavra “doutor” tem diferentes significados ou conotações.

Existem pessoas que fazem questão de serem chamadas por doutor, não sei se é por se acharem mais que os demais (tudo bem, se realmente tiver o título, deve ser respeitado como tal, mas tudo é a maneira como se pede isso aos demais). É muito comum isso no funcionalismo público, quando várias pessoas (sem generalizar) fazem uma questão enorme em serem chamadas como tal, não sei ainda a verdadeira razão disso. Quem trabalha em call center sabe muito bem do que estou falando: de vez em quando liga uns clientes metidos, e quando o atendente se refere aos mesmos como senhor ou senhora, o assinante, já com um tom mais de imposição se intitula como doutor fulano ou beltrano. Como é o que o atendente vai saber se o indivíduo é ou não um doutor? Aliás, ninguém nasce com esse título. Isso se conquista durante a vida. Sinceramente, gostaria de saber se essas grandes empresas tem alguma parte em seu cadastro, no qual possam colocar tais observações, como por exemplo “cliente fresco: o mesmo deseja ser chamado como doutor.”

É lógico que o indivíduo merece ser chamado como tal, no entanto, os outros não são obrigados a saber, se não são seus clientes ou pacientes. Pra dizer a verdade, o ser humano é senhor (Sr.) ou senhora (Sra.), e isso ninguém pode tirar esse tratamento. Às vezes fico pensando se determinados indivíduos foram pobres demais na infância e hoje querem provar a si próprios que conseguiram ser algo e sair da merda na qual viviam. O fato de não ser chamado por doutor não é nenhum desrespeito, apenas falta de consciência de algumas pessoas.

Só que infelizmente, essa palavra não é mais utilizada apenas para pessoas que chegaram a um estágio supremo do terceiro grau, mas para qualquer um que possa estar usando um terninho com uma gravata e um par de sapatos sociais. Vejo muito isso: pessoas chamando outras por doutor pelas roupas que usam, mas lamento dizer que roupa não compra diploma, e se fosse assim, todo crente seria um doutor, pois geralmente andam bem-vestidos como tal apresento neste parágrafo.

É fácil, você leitor entende aonde quero chegar, pois hoje em dia, qualquer coisa é doutor, basta ter um diploma de nível superior ou não ter cara de pobre, que logo será tratado desse modo.

Às vezes, o pessoal brinca comigo e me chama por Dr. Diego, então eu lhes digo que ainda está muito longe, até porque eu sei que para eu merecer tal título não basta ficar no bacharel, é preciso muito mais do que isso, e pra chegar lá não é fácil, todo mundo sabe disso. Mas, antes de ser chamado por Dr. Diego, preciso ser o Dr. Humildade, pois respeito se conquista ao longo de sua vida, e não é o fato de me chamarem ou não assim, que estarei sendo desqualificado como ser humano, pois um verdadeiro doutor não está nas roupas que usa ou no diploma que carrega, mas no que realmente sabe e representa profissionalmente e socialmente. E, você, já passou por alguma situação dessa, na qual era praticamente obrigado a chamar alguém por doutor?

Gostou do texto ou acredita que alguém esteja precisando lê-lo? Então, envie-o, colocando o endereço do Blog, a categoria e o título do texto.

criado por DIego Francisco    0:46 — Arquivado em: Profissão e Emprego

7.4.08

Obrigado Brasil!

Caro Leitor,

Gostaria de agradecer pelas frequentes visitas feitas em "Mundo DImais".

 

criado por DIego Francisco    19:15 — Arquivado em: Informações Úteis

5.4.08

Duvidas, Elogios, Críticas, Sugestões?

Deixe seu recado aqui ou então envie uma mensagem para:

mundodimais@gmail.com

criado por DIego Francisco    20:15 — Arquivado em: Fale Comigo

Miséria é Sinal de Riqueza

Ah, essa eu não posso deixar de contar! Estava eu, sexta-feira (28/03/2008) no Centro resolvendo uns probleminhas, daí, parei numa lanchonete para comprar um salgado. Também, estava cheio de fome. “Pandora gritava” (Pandora é o meu bichinho de estimação. Rsrsrs). Pedi um salgado e um refrigerante. Também pedi à atendente, que me arranjasse ketchup, porque não tem graça comer salgado sem isso, então eu escuto a seguinte frase: “desculpe senhor, não temos ketchup”. Perguntei: “mas como não tem ketchup?” Isso mesmo senhor, não temos ketchup. A casa não oferece mais ketchup aos clientes.” Respondeu a atendente. Já revoltado com o que a atendente tinha acabado de me dizer, insisti: “mas como? São todas as lojas da rede ou somente esta?” Ela, simplesmente, com seu jeito de falar sem graça, me disse que não sabia informar. Até agora, não sei dizer se o modo como me dizia o que perguntava, se era para tentar ser agradável com o cliente ou se por vergonha de estar trabalhando em um lugarzinho tão miserável que sequer tinha condições de oferecer um sachê de ketchup ao cliente, para que o seu lanche não ficasse tão sem graça. Reclamei, mas foi em vão.

Enfim, minha raiva foi tanta, que eu comi em poucos minutos, tomei um refrigerante horroroso: acho que eles o diluíram mais que o normal, para render mais, pois não senti gosto. Nem água é tão insípida daquele jeito. Depois, só pensei numa coisa, ligar para a central de atendimento da rede e formalizar uma reclamação, mas também pensei em divulgar isso num jornal, inclusive colocando o nome da casa. Como o meu tempo é pouco e eu não estava a fim de esquentar a minha cabeça naquele momento, já atrasado para aula e cheio de coisas a resolver, acabei deixando de lado esta situação. Mas, isso não significa que minha raiva acabou, aliás, até hoje, guardo a nota fiscal comigo.

Fatos como o meu, ocorrem o tempo todo, mas infelizmente as pessoas não fazem nada para mudar isso. Geralmente, quando vou a diversas lanchonetes (sem generalizar, mas quase), das mais baratas com aqueles pastéis a R$ 1,00 até as mais caras, com lanches podendo chegar a R$ 20,00, peço que me arranjem algum ketchup, aí o atendente me dá apenas um ou quando a gente o trata bem no caixa, dá dois. Mas, quando peço mais, tentam nos enrolar, porque não podem dar. Querem nos limitar a consumir pelo que pagamos. Pode uma coisa dessas? Quando você pede mais ketchup ou mostarda, por exemplo, eles disfarçam, olham para os lados, para ver se o gerente não está olhando, pois se tentarem agradar ao cliente, podem levar depois o maior esporro. Acho que eles devem pensar que a gente está pedindo para levar para casa o que sobrar. E, mesmo que fosse, também pagamos por isso.

O pior é que essa mendigaria não fica apenas no ketchup, também no guardanapo. Eu, por exemplo, quando compro algum lanche, peço mais guardanapo, ou porque o lanche está muito quente, ou porque pode sujar a minha roupa, mas quando faço isso, me olham com uma cara, que Deus me perdoe! Finjo que não é nem comigo e continuo insistindo, mesmo quando o atendente mal-educadamente diz que o que ele havia me dado já era suficiente. Até parece que eles ou a loja estão nos fazendo um favor. É ao contrário. Será que ninguém ainda percebeu isso? Sem contar que, às vezes a raiva deles por você ter insistido ou da gerencia por algum motivo que não sei dizer, resolvem descontar isso em você, consumidor - que só deseja apenas fazer um bom lanche para continuar a sua rotina tão estressante - , dizendo que não tem o que você pede naquele momento. Tenho uma raiva disso! A gente não está comendo de graça não. Pagamos muito caro para isso, e merecemos ser tratado com respeito. Aliás, acho que deveria ser implantado de alguma forma, que quando a loja não tivesse guardanapo ou ketchup, por exemplo (é até ridículo dizer isso), que fosse fixado um cartaz informando ao cliente, e não fazê-lo de otário depois de já ter pago. Será que existe algum artigo na Lei dos Direitos do Consumidor que fale sobre um mal-atendimento ou um mal-oferecimento de um produto ao cliente? Pois, estamos sendo enganados.

Acredito eu, que isso não aconteça só comigo, mas com você também. Ou talvez, você diga que isso nunca tenha lhe acontecido, porque sempre ganhou mais ketchup ou maionese, ou seja lá o que for que tenha pedido. Mas, infelizmente, somos distraídos: pedimos coisas e não prestamos totalmente atenção nelas ou ao nosso redor, por estarmos numa fila conversando com alguém. Mas, se você se utilizar seu senso crítico, perceberá o que estou lhe dizendo.

O ser humano costuma a ter esse conceito de que miséria significa pobreza, inclusive eu. Com o tempo, fui aprendendo que é ao contrário, pois quanto mais um indivíduo tem, mais ele quer, e só o consegue se economizar, mesmo que ponha em risco à qualidade e a satisfação do cliente, por achar que o seu produto ainda é muito barato. Lamentavelmente, se vive como pobre para ser rico amanhã. No entanto, só posso te dizer que não é a primeira vez que casos como esses me acontecem. Porém, apenas agora que eu resolvi contar isso, pois estou de “saco cheio” dessa situação, e espero não precisar mandar uma dessas histórias para um jornal.

Gostou do texto ou acredita que alguém esteja precisando lê-lo? Então, envie-o, colocando o endereço do Blog, a categoria e o título do texto.

criado por DIego Francisco    17:30 — Arquivado em: História Real

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://mundodimais.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.