Mundo DImais. Uma Realidade Mais Perto de Você!

A Filosofia de “Mundo DImais” é procurar novos caminhos para a verdade, que sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o “SIM” e o “NÃO”, não são suficientes para agir na vida.

26.1.08

Coisas de Cada Tempo

Parece incrível, mas este ano de 2008 que se inicia, está me fazendo pensar em muitas coisas para a minha vida, não só o que quero, como também sobre coisas que eu nunca quis e/ou jurei nunca em fazer durante a minha vida, mas que agora estão me fazendo repensar, se em todo esse período que eu disse sim ou não, se eu realmente estava correto, e que quando eu queria dizer uma coisa, na verdade gostaria de dizer outra.

Pensei também, sobre todo esse meu tempo gasto (para não dizer, desperdiçado), fazendo uma limpeza em meus pensamentos, para que eu pudesse a partir de agora, recolocar tudo em ordem ou simplesmente criar um novo jeito de conduzir o meu destino.

Refleti sobre coisas que fiz e deixei de fazer, como também em coisas que ainda posso fazer. E, com isso, tentei me ver (quando na verdade, não gostaria) no mesmo caminho que os demais, que seguem a vida como uma regra para cada idade que tem. Sei que parece estranho, absurdo falar isso, mas é a mais pura verdade. Reparei que, quando somos pequenos, só pensamos em brincar. Meninos gostam de carrinhos, futebol, videogame, pipa, entre outras coisas. Meninas gostam de boneca, de brincar de “casinha”, entre outras coisas, para não dizer que são domesticadas assim. Meninos são criados para serem livres, independentes, enquanto meninas, passam inocentemente por um treinamento do que fará em sua vida futura, para respeitar o seu marido (não que isso signifique ser dependente dele, porém companheiras para todas as horas, tendo uma vida tão independente ou quase, quanto os homens).

Quando crescemos, tudo nos conduz a um conhecimento maior, a nos faz sentir mais independentes, quando na verdade só é o começo de toda uma dependência, e se não for financeira, pode ser também física e/ou emocional. Chegamos à adolescência, os “hormônios em fúria”, gritando silenciosamente por prazer, satisfação, compensação, alegria e um amparo para continuarmos crescendo. Jovens procurando parceria/amor, quando lá no fundo querem sexo. E, depois da primeira vez, não há quem se comporte mais.

Depois de algumas experiências com o próprio corpo, busca-se uma parceria estável, não porque não se agüenta mais ficar “pulando de galho em galho”, não porque seja ruim ficar com uma pessoa hoje, e outra amanhã, mas porque essa idade de “cachorro no cio” está passando (será?).
E, quando se estabiliza sexualmente e amorosamente, acredita-se que tudo está resolvido, quase que num “mar-de-rosa”, embora as pessoas não se dêem conta que rosas têm espinhos, e muito!

Vive-se um tempo com determinada pessoa, e com o tempo, parece cansar, porque tudo fica monótono, a (o) esposa (marido) chata (o), entre diversas coisas.

Cada fase de nossa existência tem um significado. Pergunto-me, se é o tempo que nos influencia ou se somos nós que o influenciamos. Enfim, enquanto não se tem essa resposta, só nos resta aproveitar.

Chega então, os anos 40 e 50 de nossas vidas (embora eu não tenha essa idade, ainda). Recomeça a idade do “cachorro no cio”: homens velhos se tornam assanhados (sem generalizar), mulheres coroas tornando-se “foguentas” (sem generalizar). Sei que, muita gente que estiver lendo isso, está com raiva de mim, desejando me “matar” por causa do que eu disse aqui. É lógico que, alguns ficarão rindo das loucuras colocadas neste texto, mas infelizmente ou felizmente, não sei ao certo, são coisas que eu vejo diariamente, essa volta à “garotice”.

Nosso tempo vai passando, e Saturno continua a ser cruel conosco, embora o necessitemos, para adquirir experiências, pois se não fosse pelo próprio tempo, não evoluiríamos, e se quer, teríamos nascido. É o rei que nos faz carinho com uma mão, e com a outra, nos bate.

Finalmente, se conseguirmos chegar a ser idoso (do jeito como o mundo está, e nossa alimentação nada saudável, entre outras coisas), nos resta esperar pela morte, e enquanto isso não acontece, temos de nos conformar com essa nova fase de bebê em nossa vida.

Por isso, aprendi que cada idade oferece algo especial, não havendo um período melhor ou pior. Pode até ser que, determinada fase de nossa vida seja melhor do que outra, no entanto, dependerá de outros fatores, como alegrias, tristezas, sofrimentos, etc., pois só saberemos qual foi a melhor época de nossa vida, quando passarmos por todas elas, porque não se pode decidir de imediato, esta ou aquela como a melhor, quando ainda virão outras que poderão suprir tais alegrias e/ou tristezas.

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criado por DIego Francisco    14:50 — Arquivado em: Filosofias e Pensamentos

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